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Reta final para inscrições ao prêmio ABC

 

A Semana ABC 2012 vai acontecer em maio, na Cinemateca Brasileira 

Termina dia 29 de fevereiro o prazo para inscrições do Prêmio ABC 2012. As inscrições dos filmes poderão ser feitas pelo site  www.abcine.org.br

Os finalistas serão selecionados através de votação dos sócios da Associação Brasileira de Cinematografia. Concorrerão todos os longas-metragens exibidos comercialmente em 2011, sendo escolhidos os cinco filmes mais votados nas categorias: Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem,  Melhor Direção de Arte e Melhor Som. Também concorrerão os filmes que forem inscritos nas categorias: Melhor Direção de Fotografia em Curta-Metragem, Filme Comercial, Programa de TV e Filme Estudantil. 

Da categoria Melhor Direção de Fotografia para Filme Estudantil

Concorrerão nesta categoria trabalhos inscritos, somente pelas instituições de ensino audiovisual, que tenham sido realizados como parte das atividades acadêmicas. A inscrição será através de carta enviada para a secretaria da ABC, secretaria@abcine.org.br, em papel timbrado e assinada pelo responsável do departamento do audiovisual, devendo constar: Nome da Instituição de Ensino, Nome do Filme, Diretor,  Diretor de Fotografia, Formato/Suporte, telefone e email do  responsável pelo departamento de audiovisual e do diretor de fotografia.

Cada instituição poderá inscrever até quatro (4) trabalhos. 

Os ganhadores do Prêmio ABC 2012 serão conhecidos dia 12 de maio, em cerimônia a ser realizada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. receberam o prêmio, entre outros, os longas Tropa de Elite 2, de José Padilha; A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor; Os Famosos e Os Duendes da Morte, de Esmir Filhoa minissérie  Afinal, o que querem as Mulheres? de Luiz Fernando Carvalho; o curta-metragem Haruo Ohara, de Rodrigo Grota. 

Desde 2001, a Semana ABC de Cinematografia reúne personalidades das diversas áreas da produção audiovisual, do Brasil e do exterior, em conferências, painéis e debates. Após a Semana, toda a programação é disponibilizada em streaming no site www.abcine.org.br. O grande momento do evento é a entrega do Prêmio ABC de Cinematografia, outorgado pelos associados em várias categorias (Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Montagem e Melhor Som) para o formato longa-metragem, além do prêmio de Melhor Direção de Fotografia nos formatos curta-metragem, publicidade, programa de TV e filme estudantil.

Era o que todos queriam: WAGNER MOURA no Oscar…

O filme Tropa de Elite 2, do diretor José Padilha, vai representar o CINEMA BRASILEIRO na disputa pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Sucesso retumbante nas bilheterias dos cinemas brasileiros, Tropa de Elite 2 é uma sequência do título original de 2007 e desta vez mostra a continuidade da história do capitão Roberto Nascimento (do Batalhão de Operações Policiais Especiais, Bope, da Polícia Militar do Rio de Janeiro). 

 

Agora o protagonista, vivido com maestria pelo magnânimo WAGNER MOURA, é focado em seu relacionamento com o novo marido de sua ex-mulher, o filho, agora mais velho, e o cenário das milícias dominantes em algumas comunidades do Rio.

O filme foi escolhido por unanimidade por uma comissão de sete pessoas ligadas ao Ministério da Cultura, ao Ministério das Relações Exteriores e a entidades vinculadas ao cinema nacional.

Tropa de Elite 2 deixou para trás outras 14 produções na disputa por um lugar entre os possíveis indicados a Melhor Filme Estrangeiro, entre eles “Assalto ao Banco Central”, de Marcos Paulo; “As Mães de Chico Xavier”, de Glauber Filho e Halder Gomes; e “Bruna Surfistinha”, de Marcus Baldini.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Texto de Eduardo Simões)

WAGNER MOURA Vai Filmar com Matt Damon e Jodie Foster

 

 
 O sensacional ator WAGNER MOURA, orgulho de nossas telas e palcos, vai estrear em grande estilo nas telonas de Hollywood.
 
WAGNER vai interpretar um vilão no longa Elysium e terá como colegas de elenco estrelas como Matt Damon e Jodie Foster

Com direção do sul-africano Neil Blomkamp, as filmagens estão agendadas para julho e terão como locações o Canadá e o México.

Genilson Coutinho/Divulgação 

WAGNER MOURA no dia do lançamento do filme VIP’S, no Rio, presenteado com uma miniatura sua… 

LG Miranda Leão e os Melhores de 2010

A Ver e Rever, Decididamente

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Ilha do Medo, melhor do ano na lista do crítico L.G. de Miranda Leão: filme é marcado pela competência de Martin Scorsese na direção, driblando percalços do roteiro

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Ricardo Darín, em O Segredo dos seus Olhos, do argentino Juan José Campanella: Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009

 

Em mês de vacas magras nos cinemas, o crítico L.G. de Miranda Leão enumera os 10 melhores filmes de 2010. Oito já estão disponíveis em DVD. Os demais chegam este mês às locadoras.

 

 

 

 

A exemplo de muitos verões, o Diário do Nordeste relaciona a seguir os 10 Melhores Filmes de 2010, conforme vistos, revistos e analisados pelo crítico e escritor L. G. de Miranda Leão, colaborador do jornal desde os anos 80. Seguem comentários sucintos sobre as qualidades intrínsecas de cada um dos filmes escolhidos. Ei-los:1.  Ilha do Medo (Shutter Island), de Martin Scorsese. “É um filme alucinatório”, nas palavras do renomado crítico e autor Jorge Coli em sua seção Ponto de Fuga da Folha de S. Paulo. “Traumas, choques, memória individual e coletiva, o crime e o massacre são os grandes temas capazes de adquirir forma cinematográfica, forma feita, ela própria, de memória”.

Apesar de alguns percalços no roteiro, decorrentes do romance policial de Dennis Lehane (o mesmo autor do excelente “Sobre Meninos e Lobos”, de Clint Eastwood), Scorsese, sempre um diretor de peso, sai-se a cavaleiro do labirinto no qual penetrou como realizador. Pois em “A Ilha do Medo” há criminosos loucos ou loucos transformados em criminosos, além de outros personagens mentalmente perturbados.

Assim, é como se coisas mortas voltassem a viver, como se espectros do passado interferissem no presente, “vistos” aqui e ali mediante utilização inteligente do PPVS (plano-ponto-de-vista-subjetivo) do qual um dos seus melhores exemplos se encontra em “A Face Inocente do Terror” (The Other), de Robert Mulligan (1972), quando o irmão gêmeo do garoto já não existe, mas o espectador o “vê”, ou de quando vemos breve cenas do almoço ao ar livre pela mente agônica do personagem vivido por Michel Piccoli em “As Coisas da Vida” (Les Choses de La Vie), de Claude Sautet (1969).

Quanto ao mais, Scorsese conduz com segurança todos os intérpretes, com Leonardo di Caprio e Ben Kingsley à frente, assim como o ritmo das ações sempre imprevisíveis até o desfecho. Quanto a este, basta lembrar como o percurso interior do personagem supera a descoberta final. A nosso ver, o Melhor Filme de 2010.

DRAMAS

2. O segredo dos seus olhos (El Secreto de sus Ojos), de Juan José Campanella. Muito bom como cinema, tendo ganho nos EUA o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Apesar da narrativa complexa e fragmentada, com base no livro “La Pregunta de sus Ojos”, de Eduardo Sacheri, com muitos nomes e recuos e avanços no espaço-tempo, não há nada inverossímil ou indecifrável.

O filme de realizador argentino traz instantes inesquecíveis como o “plongée” em movimento sobre um estádio de futebol ou a despedida dos dois amantes (Irene Menendez e Ricardo Darin) na estação ferroviária, quando a mulher põe a mão espalmada no vidro do trem como signo de um futuro encontro entre eles, enquanto uma melodia harmoniosa reforça a expressividade da separação momentânea. Atores de primeira são conduzidos com maestria por Campanella, enquanto a direção fotográfica de Felix Monti surpreende.

3. Coração Louco (Crazy Heart), de Scott Cooper. De há muito Hollywood estava devendo um Oscar a Jeff Bridges, excelente ator de vários filmes relevantes, dentre os quais “A Última Sessão de Cinema”, de Peter Bogdanovich, quando foi premiado como Melhor Ator Coadjuvante, e em “O Suspeito da Rua Arlington”, de Mark Pellington, quando foi injustamente esquecido.

Desta feita, no papel de um cantor country, meio decadente e um tanto ultrapassado, ele suplantou a si mesmo: sobrevive a um deastre e reencontra o amor com uma jornalista (Maggie Gyllenhaal) determinada a desvendar o homem atrás do microfone e do álcool. Um tento para Scott Cooper.

4. O Refúgio (Le Refuge), de François Ozon, um dos melhores diretores da safra deste século, elogiado por uma “mise-en-scène” atenta em “Oito Mulheres” (2002). O Refúgio trata do amor e dos encontros e desencontros dos personagens.

Desta feita, uma jovem descobre estar grávida depois da morte do amante, vítima de overdose. Morando sozinha numa casa de praia, ela acaba recebendo a companhia do cantor e compositor Paul, irmão do morto. Arma-se assim nova equação. Isabelle Carré, a protagonista, transmite discreta sensualidade apesar da barriga de seis meses e acaba tendo um caso com Paul.

Filme adulto valorizado pelo desempenho do elenco e até de pontas, bem assim pelos versos e melodia criados por Paul em noite de inspiração. “Prises de vues” da praia e dos exteriores de sol brilhante enriquecem a ambiência dentro do qual atuam os jovens. Destaquem-se algumas cenas fortes e a iluminação de interiores, assim como a desenvoltura de Isabelle em momentos de difíceis escolhas.

MODERNISTAS
 
 5. Coco Chanel & Igor Sravinsky, exibido no Espaço Unibanco quando do Festival Varilux do Cinema Francês, traz a assinatura de Jean Kouben, realizador holandês pouco conhecido por estas plagas, mas de quem lemos boas referências ao seu trabalho diretorial.

Drama biográfico inspirado em caso real, Coco Chanel & Igor Stravinsky reconstrói o “affair” da famosa estilista francesa interpretada por Anna Mouglais com o compositor russo, quando se conheceram em 1913, após uma exibição pública de Stravinsky (sua música hoje é bem aceita pelos russos, antes não era porque este se manifestou contra o regime soviético).

Com sua ida à França, o caso entre Coco e Igor passou pela Grande Guerra (1914-18) e se estendeu até 1920, isso porque Coco ofereceu sua casa de campo a Igor de modo pudesse o artista dedicar-se mais à sua carreira artística. A aproximação erótica entre os dois em plena residência se revela pelas imagens-rosto e a troca de olhares entre eles, tudo isso percebido por Katharina (Yelena Morizova), mulher de Stravinsky.

Há imagens ricas no filme a partir mesmo do concerto de gala onde os amantes se viram pela primeira vez e onde a música de Stranvisky se revelou renovadora e fora dos padrões clássicos. A visão panorâmica do grande teatro se enriquece quando a iluminação em p&b capta a platéia de ângulos diferentes no enquadramento seletivo das imagens e no corte preciso.

Coco e Igor acabam chegando à cena do êxtase, “scène filmée en plongée”, como escreveu um crítico francês, bastante sugestiva da completude de um gozo absoluto, mesmo quando temporário, como estabeleceu Wilhelm Reich em sua obra (confira “A Função do Orgasmo”, Brasiliense, 1975). Sem dúvida, um dos melhores do ano.

CONFLITOS

6. O Profeta (Le Profette), do diretor parisiense Jacques Audiard, vencedor de nove prêmios em festivais internacionais, como o de Cannes e também do Bafta inglês. Audiard enfoca um tema político-social sugestivo dos desentendimentos entre grupos religiosos de muçulmanos estabelecidos na França.

O grande público não apreendeu bem o quanto Audiard pretendeu dizer com seu enfoque (“Ninguém é dono da verdade”, “Ubi veritas?”, teria dito ele a um grupo de manifestantes), antes uma denúncia e um alerta de tal forma não se criem conflitos religiosos em plena sociedade francesa democrática. Cenas de rua expressivas, assim como a direção de atores, máxime quando a proximidade dos rostos e as expressões fisionômicas podem sugerir um “quem cala consente”…

7. Amor sem escalas (Up in the Air), com roteiro de Sheldon Turner e Jason Reitman, baseado no livro de Walter Kim, tem direção de Reitman e surpreende pelo tratamento cinematográfico dado a um tema difícil, como o do consultor de uma empresa, incumbido de demitir funcionários mediante considerações de ordem vária, como aquela de não mais servirem aos interesses da produção, etc.

George Clooney protagoniza o filme com categoria e tem tido uma carreira das melhores no cinema, pois já ganhou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante em “Syriana” e de Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original em “Boa Noite e Boa Sorte”, ambos de 2005, e também de Melhor Ator em “Conduta de Risco” (2007).

Solteiro convicto, Ryan, o personagem vivido por Clooney, só pensa em si mesmo, pois toda sua atividade profissional se concentra em aviões, aeroportos e hotéis, sendo seu maior objetivo profissional obter no fim de contas um cartão ultra “VIP”, caso consiga 10 milhões de dólares de milhas voadas…

O aeroporto é o único lugar no qual Ryan se sente conectado, justamente onde todos, estranhos de procedências e de línguas diferentes, estão juntos mas completamente separados… as relações humanas são apenas o peso na mala, única coisa capaz de impedi-lo de viver agilmente…

Para Reitman, nossa felicidade possível nesta curta vida irá depender de nossas escolhas e do chamado jogo de acasos, esse conjunto de causas imprevisíveis e independentes entre si, as quais não se prendem a um encadeamento lógico e racional…

O desenlace do filme, bem dirigido e com eficiente poder de síntese e ritmo, combina o irônico da situação profissional de Ryan, agora também com um caso amoroso, com a surpresa reservada tanto para ele como para o espectador. No elenco, além de Clooney, atuam com classe Anna Kendrick e Kristen Stewart, duas mulheres capazes de mudar a vida do personagem de Clooney. Um filme de muito alcance e competênciCinéfilo e crítico de cinema.

DEZ MAIS de 2010

1. Ilha do Medo (Disponível em DVD)

2. O Segredo dos seus Olhos (DVD)

3. Coração Louco (DVD)

4. O Refúgio (DVD)

5. Coco Chanel & Igor Stravinsky (DVD em pré-venda)

6. O Profeta (DVD em pré-venda)

7. Amor sem escalas (DVD)

8. Tropa de Elite 2 (DVD)

9. A Fita Branca (DVD)

10. A Ressaca (DVD)

L.G DE MIRANDA LEÃO*
ESPECIAL PARA O CADERNO 3

* Matéria publicada no jornal Diário do Nordeste

Destaques do Cinema Brasileiro 2010

Nossa lista de DESTAQUES do CINEMA BRASILEIRO – achamos movediça a idéia de apontar “Melhores” -, não obrigatoriamente na ordem que segue…

Uma Noite em 67

Os Inquilinos

Tropa de Elite 2

Bróder

Olhos Azuis

Os Famosos e os Duendes da Morte

Cinco vezes Favela

* O Documentário Jose & Pilar, produção portuguesa dirigida por Miguel Gonçalves Mendes, foi outra bela estréia nos cinemas brasileiros em 2010.

Num próximo post, algumas considerações sobre cada filme.

TEOREMA Chega ao Número 17

Na próxima segunda, 6, 19h, acontece na Livraria Palavraria (Rua Vasco da Gama, 165) o lançamento do número 17 da revista Teorema. Editada em Porto Alegre pelos críticos Enéas de Souza, Fabiano de Souza, Flávio Guirland, Ivonete Pinto e Marcus Mello, desde o seu surgimento, em agosto de 2002, a revista Teorema vem se consolidando como uma das mais importantes publicações dedicadas à crítica cinematográfica no País.

A maior atração deste novo número é uma longa entrevista com o cineasta israelense Amos Gitai, que conversou com os editores da revista por ocasião de sua passagem pela capital gaúcha para acompanhar a retrospectiva dedicada à sua obra no Cine Santander. Para complementar a entrevista, a revista traz ainda um ensaio de Fabiano de Souza, em torno de três dos principais trabalhos de Gitai, Kippur – O Dia do Perdão, Free Zone e Alila.

         Além de Amos Gitai, a Teorema 17 abre espaço para os novos filmes de outros grandes diretores. A já consagrada Sofia Coppola confirma que não é apenas a filha de Francis Ford e tem seu novíssimo Um Lugar Qualquer analisado por Neusa Barbosa, que o assistiu em primeira mão, em sua estréia mundial no Festival de Veneza.

O italiano Marco Bellocchio e sua última obra-prima, Vincere, sobre a tragédia de Ida Dalser, a amante desprezada de Mussolini, são objeto de uma apaixonada leitura de Flávio Guirland. Abbas Kiarostami dirige Juliette Binoche em Cópia Fiel, que ganha interpretação de Ivonete Pinto, estudiosa da obra de Kiarostami.

O sempre controverso Jean-Luc Godard lança outra provocação audiovisual, Filme Socialismo, sobre o qual o cineasta Rodrigo Grota – autor da premiada trilogia de curtas formada por Satori Uso, Booker Pittman e Haruo Ohara – escreve um texto absolutamente fiel ao espírito godardiano. Presença rara nas salas de cinema brasileiras, a diretora francesa Claire Denis e seu Minha Terra, África ganham artigo assinado por Marcus Mello.

Director Claude Chabrol poses with his lifetime achievement Berlinale Kamera Award at the 59th Berlinale International Film Festival on February 8, 2009 in Berlin, Germany. (Photo by Sean Gallup/Getty Images) *** Local Caption *** Claude Chabrol

Cineasta Claude Chabrol é lembrado em artigo de Leonardo Bonfim

Ainda entre os franceses, a Teorema se despede de Claude Chabrol com um extenso e panorâmico artigo de Leonardo Bomfim, analisando as várias fases da carreira deste mestre da Nouvelle Vague.

         O ano histórico vivido pelo cinema brasileiro está representado nesta edição por textos de Enéas de Souza (Tropa de Elite 2, de José Padilha), Daniel Schenker (A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor), João Nunes (o projeto de direção coletiva 5 x Favela – Agora por Nós Mesmos) e Marcelo Adams (Cabeça a Prêmio, de Marco Ricca).

Tropa de Elite 2 também é destaque na TEOREMA 17

         A edição número 17 da Teorema traz na capa, assinada pelo artista gráfico Flávio Wild, uma imagem da atriz Juliette Binoche no filme Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami. A diagramação da revista é de Gustavo Demarchi.      

Lançamento Número 17 da Revista Teorema

6 de dezembro de 2010, a partir das 19h

Livraria Palavraria – Rua Vasco da Gama, 165

 Bairro Bom Fim, Porto Alegre 

 

Teorema 17 — 74 páginas — R$ 10,00

* As informações são de Maria do Rosário Caetano

Sundance Verá Tropa de Elite 2

Wagner Moura e Milhem Cortaz, agora como 'Coronel Nascimento' e 'Capitão Fábio', em cena de 'Tropa de elite 2'

Wagner Moura e Milhem Cortaz em Tropa de elite 2
(Foto: Divulgação)

Tropa de elite 2, longa que vem fazendo impressionante carreira em todo o país, dirigido por José Padilha, foi anunciado como um dos longas a serem exibidos no festival americano Sundance, fora da competição.

O filme brasileiro integra a programação chamada de Spotlight, definida pelo site oficial do festival como “o cinema que amamos”. ”

Tropa 2, que estreou em outubro, já ultrapassou a marca dos 10 milhões de espectadores e passou a ser o recordista do ano nos cinemas brasileiros.

Entre os filmes mais esperados do festival, estão The son of no one, com Al Pacino, Katie Holmes e Channing Tatum no elenco. O drama ambientado no pós-11 de setembro em Nova York será exibido no encerramento.

Entre outras estreias estão Salvation Boulevard, com Pierce Brosnan e Jennifer Connelly, e o drama sobre a crise econômica Margin call, estrelado por Kevin Spacey. Ainda estão na programação “The details”, com Tobey Maguire e Elizabeth Banks; e a comédia “Win win”, com Paul Giamatti e Amy Ryan.

O documentário Senna, sobre o piloto brasileiro Ayrton Senna, está entre as 12 produções internacionais que competem na categoria World Cinema Documentary.

Idealizado pelo ator e diretor Robert Redford, o Festival de Sundance acontece na cidade montanhosa de Park City, no estado de Utah. Neste ano, o evento se estende por 10 dias, entre 20 e 30 de janeiro, e reúne 115 longas de 48 países diferentes.

Aplausos para Wagner Moura

“Sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total”

A declaração é do ator WAGNER MOURA, mais uma vez, ESPETACULAR no Cinema, revelando toda sua MAGNITUDE INTERPRETATIVA em TROPA DE ELITE 2.

VIDA LONGA para WAGNER MOURA !

TROPA DE ELITE: Bilheteria Recorde

Filme de José Padilha chegou a 5,9 milhões de espectadores no domingo.Desde o lançamento, sequência de ação arrecadou R$ 57 milhões.

Do G1, em São Paulo

Wagner Moura e Milhem Cortaz, agora como 'Coronel Nascimento' e 'Capitão Fábio', em cena de 'Tropa de elite 2'

MAGNÂNIMOS: Wagner Moura e Milhem Cortaz, ‘Coronel
Nascimento’ e ‘Capitão Fábio’ em TROPA 2
 
Ha três semanas em cartaz, Tropa de elite 2 se tornou no último domingo (24) a maior bilheteria nacional das últimas décadas, ao arrecadar R$ 57 milhões.  Segundo o site Filme B, são R$ 7 milhões a mais que a comédia Se eu fosse você 2, de Daniel Filho, que registrou 6,1 milhões de espectadores.

O longa de José Padilha deve ultrapassar essa marca nesta semana: o filme levou aos cinemas, até o momento, 5,9 milhões de pessoas.

Tropa de elite 2 faturou R$ 9 milhões no último final de semana, registrando um público de 841 mil espectadores. Isso representou uma queda de 26% em relação à semana passada. Porém, esses números indicam que o longa registrou uma média de 1,2 mil pessoas por sala – há quase 700 salas ainda exibindo o longa de Padilha.

Fernanda, Nossa Eterna Dama

Fernanda Montenegro completando 81 anos
Com 65 anos de carreira e um currículo que inclui 55 peças, 22 filmes, 25 novelas, um Urso de Prata de melhor atriz e uma indicação ao Oscar pela atuação em Central do Brasil, Fernanda Montenegro chega aos 81, cada vez mais consolidada no posto de Diva da TV e do cinema nacionais. Por vezes, ela se vê pensando em guardar as lágrimas e alegrias dos seus personagens num baú. Aposentadoria mesmo. Com isso, poderia rodar o mundo, conhecer o Egito, aprender a enviar e-mails e, quem sabe, fazer um curso livre de filosofia. Mas desde a morte do marido, Fernando Torres, em 2008, com quem passou 56 anos casada, ela vê no trabalho a única razão de continuar. “Não sou mórbida. Nunca tive depressão. Não cavuco lágrimas. Sigo trabalhando. Eu me apeguei à profissão. Ele faria o mesmo”, diz Fernanda, com a voz serena e segura que lhe é peculiar.

Nas madrugadas, a atriz se dedica à leitura. Pode ser na sala ou no quarto. Não existe um lugar exato para Fernanda mergulhar nos problemas da matriarca Bete Gouveia, seu personagem em Passione. Só uma regra é básica: o silêncio. Quase todos os dias, chega em casa às 22h. Antes de começar a maratona de 40 a 60 páginas de texto, janta – evita alimentos com lactose e difícil digestão –, fala com os filhos ao telefone, conversa com um assistente – que se encarrega de pagar suas contas e responder e-mails – e vai trabalhar. Com o texto em mãos, Fernanda se considera ‘uma principiante’. “Não sou daqueles atores que invejo, que pegam um papel e decoram tudo em meia hora. Eu sou demorada nesse processo”.

Com uma novela no ar, Fernanda Montenegro vive para o trabalho. Até parou com as caminhadas que gosta de fazer na beira da praia. Na agenda, reserva um horário para assistir ao longa Tropa de Elite 2. Principalmente, para prestigiar o ator Wagner Moura.

“Ele sofre de uma inquietação. Foi de um Capitão Nascimento para um Hamlet e voltou ao coronel. Ele é um jovem ator do qual me orgulho”, diz. Mas o tempo para consumir artes, por enquanto, é curto. Por causa de Passione, ela está sem tempo para nada há 15 meses, entre preparação e gravações da novela. Aos domingos, às vezes, almoça com os filhos – Fernanda Torres e Cláudio Torres – e netos – Antônio, 3 anos, e Joaquim, 10, ambos de Fernanda. “Sou aquela avó que tem tempo para o neto, dá carinho. Mas domingo também é dia de decorar capítulos” (risos).

A vida atarefada não é uma reclamação. Fernanda tem muito orgulho da profissão. Para construir os 65 anos de carreira, ela batalhou, enfrentou a ditadura – em 1979, ela e o marido tiveram de atuar com as luzes do teatro acesas e amparados por seguranças – e a oposição dos pais. “Quando comecei, todo mundo achava que teatro era um mundo de marginais, prostitutas. Hoje, isso é diferente”, diz dona Fernanda, como é chamada no meio artístico.

Apesar dos obstáculos, ela não desistiu. Não se apegou à religião que a família seguia – o catolicismo –, frequentou algumas igrejas ao longo da vida – entrou numa mesquita em Istambul, na Catedral Notre Dame, na França, e visitou a Igreja de São Bento, no Rio de Janeiro. E fez seu nome. O primeiro prêmio veio em 1952, quando foi consagrada Atriz Revelação pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Fez teleteatros na extinta TV Tupi, foi dirigida pelo marido, aclamada no exterior e, na TV, ficou conhecida por personagens cômicos, picaretas, vilões e dramáticos – respectivamente, Charlotte, de Guerra dos Sexos (1983); a cafetina Olga Portela, de O Dono do Mundo (1991); Bia Falcão, de Belíssima (2005); e Bete Gouveia, de Passione (2010).

De todos esses trabalhos, três são do novelista Silvio de Abreu. “Conheci o Silvio, ele ainda usava perucas (nos anos 70, quando era ator). Adoro ele, o Gilberto (Braga), a Glória (Perez), entre outros autores. Mas não tenho tempo de ver TV”, conta Fernanda. Nem para ver novelas, nem o horário político. “Quando cheguei aos 80 anos, prometi para mim não falar mais de política. Eu já lutei, falei, resisti, reivindiquei. Agora, aposentei”. Mas não para a carreira. “Não me imagino parada. Mas não sei o dia de amanhã. Por enquanto, vivo os personagens”, diz a Diva.

* Por Aline Nunes