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Público Garante Mais Cópias para Tropa de Elite

O filme Tropa de Elite 2 foi visto por mais 2,260 milhões de espectadores no feriado prolongado de 12 de outubro

Os atores Irandhir Santos, Maria Ribeiro e Wagner Moura em cena de "Tropa de Elite 2"
Irandhir Santos, Maria Ribeiro e Wagner Moura em Tropa de Elite 2

A bilheteria total para os cinco primeiros dias chega a R$ 22,8 milhões.

Mais 40 cópias do filme foram feitas e devem reforçar o número de salas de exibição do longa nos próximos dias. Para dar conta da demanda, vários exibidores programaram sessões extras à meia-noite na segunda e na terça-feira.

Com a atualização dos números, Tropa de Elite 2, de José Padilha,  ultrapassou o público do fim de semana de estreia de Homem Aranha e é a quarta maior abertura da década em número de ingressos vendidos. VIVAAAAAAAAA !!!

VAMOS AO CINEMA !

Tropa de Elite: Quase 1 milhão e 300 mil espectadores

O filme Tropa de Elite 2 levou 1,295 milhão de espectadores aos cinemas no fim de semana de estreia, conforme dados divulgados pelo site especializado Filme B.

O número supera a projeção inicial de 1,25 milhão feita pelo FilmeB e pela Rentrak, que medem a audiência de cinemas.

Com o público total do primeiro fim de semana, o longa de José Padilha atinge a marca de quinta melhor estreia de um filme no Brasil, a melhor estreia entre filmes nacionais após a retomada.

A arrecadação da bilheteria, até domingo, somou R$ 13,9 milhões.

O desempenho de Tropa 2 supera o de outros blockbusters como “A Era do Gelo 3”, “Eclipse” e “O Código da Vinci”. Na década, a continuação da saga do capitão Nascimento só perde para os três “Homem-Aranha”, já lançados, e para “Lua Nova”, parte da franquia “Crepúsculo”.

  Bento Marzo/Divulgação  
O ator Wagner Moura, que volta a viver o Capitão Nascimento em "Tropa de Elite 2"; veja galeria de imagens do filme
Wagner Moura: Atuação marcante como o Capitão Nascimento nos dois Tropa de Elite

Tropa de Elite 2 é Cinema Político

“Minha lealdade como cineasta não é ao Estado”, diz José Padilha

Diretor de “Tropa de Elite 2” ataca pirataria e defende cinema político :

 “Sou financiado pelos milhões de brasileiros que pagam seus impostos, compram produtos e geram lucros  para as empresas que aplicam no audiovisual”

Foto: Divulgação

Em coletiva realizada na manhã desta quarta (06.10), no Theatro Municipal de Paulínia, interior de São Paulo, equipe e elenco do filme Tropa de Elite 2 demonstraram ansiedade em saber a opinião dos jornalistas sobre a sequência do sucesso de 2007, Tropa de Elite.

A expectativa, que já era alta, aumentou vigorosamente após o término da primeira projeção, ocorrida na noite anterior, que foi ovacionada pelo público. Isso, somado à notícia de que o longa vai estrear amanhã em 636 salas, promete gerar uma discussão quente sobre temas espinhosos de política e sociedade brasileiras, não por acaso permeados pela corrupção.

A estrela da coletiva foi o cineasta José Padilha, conhecido por seus trabalhos politizados, como os documentários “Ônibus 174” (2002) e “Garapa” (2008) – e também pelo primeiro “Tropa de Elite”. Com o discurso afiado, o diretor alegou não ter sentido haver pressão em sua realização por estar lidando com dinheiro de incentivo fiscal.

“O financiamento público não é um financiamento do Estado. É um financiamento do público. O Estado não produz riqueza nenhuma. O Estado cobra impostos. Então a minha lealdade como cineasta não é para o Estado, pois não me sinto financiado por ele. Me sinto financiado pelos milhões de brasileiros que pagam seus impostos, compram produtos e geram lucros para as empresas que aplicam no audiovisual. Então o comprometimento é com o meu público”, explicou.

Padilha deixou claro que acredita no cinema político e no poder de um filme – ou um conjunto de filmes – interferir na realidade e provocar uma reação, tanto do público quanto de pessoas que ocupam “cargos chave” do governo.

“Alguns políticos reagiram ao filme antes mesmo do lançamento, dizendo ‘eu não sou o deputado tal’, ‘eu não sou o governador do filme’. O fato é que o roteiro aborda acontecimentos modificados, mas reais. Houve uma rebelião em Bangu, políticos do Rio estão em fotos com milicianos de verdade, existiu um pedido de CPI que foi aberto só após a pressão da mídia… O governador do filme não é um governador, pois esses acontecimentos passaram por governos diferentes, mas alguns políticos insistem em se identificar”, disse.

Outra questão levantada envolve a data de lançamento do filme, que chega aos cinemas do país em meio ao segundo turno da disputa pela presidência da República. “O ano estava difícil para datas, pois tínhamos uma Copa do Mundo e logo depois as eleições. E mais tarde tem a estreia do novo ‘Harry Potter’, o que diminuiria bastante o número de salas. Tínhamos duas datas: 03 de setembro e 08 de outubro. Como o filme não ficou pronto em setembro, lançamos agora”, explica Padilha.

Quanto a uma possível influência de Tropa de Elite 2 no segundo pleito, o diretor revelou um certo pessimismo, alegando que “tudo o que o filme trata infelizmente continuará sendo verdade antes e depois dessa eleição.” “Se o filme fizer a Dilma ou o Serra falarem de segurança pública, estou feliz.”

Esquema de segurança e criação coletiva

Em meio a muitas perguntas políticas, José Padilha jogou até em si a culpa de não se falar tanto do filme como cinema. Mas quando o fez, desmistificou o curioso processo de segurança para impedir que o filme fosse pirateado – como ocorreu com o primeiro “Tropa de Elite”.

“O que aconteceu no primeiro filme foi um trauma”, explicou o ator Wagner Moura. “Era revoltante ouvir pessoas dizendo que nós vazamos a cópia para promovê-lo ou que era um jeito de democratizar o audiovisual. Mas o que aconteceu foi um roubo”, desabafa.
Na sequência, Padilha atacou a pirataria, elencando diversos motivos para condená-la, como a sonegação fiscal, competição ilegal e corrupção de autoridades. “Não dá para aceitar que o Ministério da Cultura aceite a pirataria dessa forma, por isso montamos um esquema de segurança.”

“Onde existia o filme em formato digital havia câmeras, senhas de acesso e nenhuma conexão de internet. Finalizamos o longa apenas em película, então para roubá-lo a pessoa precisaria pegar sete rolos enormes de negativos, exibir o filme no cinema e filmá-lo com uma câmera”, disse o cineasta.

Após sua conclusão, Tropa de Elite 2 teve todas as cópias numeradas, o que facilitaria a identificação do cinema que deixar o filme vazar – caso isso aconteça após seu lançamento. “É caro tomar essas medidas, aumentou bastante o nosso orçamento, mas as leis do Brasil são coniventes com quem pirateia”, encerrou.

Outro ponto abordado por Padilha foi a criação coletiva de um longa. De acordo com ele, o diretor não é autor do filme, pois está sujeito a “insights” constantes de outros membros da equipe e elenco, que colaboram para a realização da fita.

“O cinema brasileiro tem melhorado muito nos últimos tempos, e isso não quer dizer que os diretores melhoraram, mas sim que as equipes técnicas têm melhorado. Se eu quiser estragar o filme, os outros não vão deixar.”

Para evitar o que ocorreu no filme anterior, que acabou sendo montado duas vezes, o diretor pediu que o montador Daniel Rezende participasse de todo o processo de filmagem, fato considerado incomum no cinema e que reforça a tese de criação coletiva de Padilha.

“Unir a pós-produção com a pré-produção é algo que não costuma acontecer. Nunca ouvi história de montador no set – uma facção inclusive diz que o montador deve se distanciar das filmagens, manter seu olhar fresco, mas, neste caso, ajudou bastante”, contou Daniel.
 

Wagner Moura em Nova TROPA DE ELITE

Faltam 2 dias para a estreia de Tropa de Elite 2. Dirigido por José Padilha e estrelado pelo sensacional ator Wagner Moura, o filme será lançado em cerca de 600 salas em todo o País na sexta, dia 8.

Na nova trama Nascimento (Moura) terá que conviver mais uma vez com a violência do tráfico de drogas, milícias e uma relação delicada com um filho adolescente. O filme, segundo o diretor José Padilha, mostra a relação da segurança pública com as esferas e interesses políticos do país.

No elenco, destaque para o ator baiano Irandhir Santos (de quem tanto nos falou a querida atriz Iziane Mascarenhas no recente festival Curta Canoa), interpreteando o professor Fraga, defensor dos direitos humanos e principal antagonista do agora Cel. Nascimento na conduta utilizada pelo BOPE para combater o crime na cidade do Rio.

Comando Vermelho é 400 contra 1

O filme 400 contra 1 – A História do Comando Vermelho“, de Caco Souza, tem lançamento agendado para  7 de agosto.

Baseado no livro homônimo de William da Silva Lima, o Professor, um dos fundadores do Comando Vermelho e hoje foragido da Justiça, o filme, assim como o aguardado Tropa de Elite 2 vai narrar os bastidores da violência no Rio de Janeiro.

Enquanto Tropa deve estrear em outubro, contando uma história contemporânea focada na corrupção policial e  nas milícias, o longa de Caco Souza vai mostrar na tela o surgimento da maior facção criminosa do Brasil, no final da década de 70.

No filme, Daniel de Oliveira é o próprio William, o narrador da trama. Daniela Escobar vive Teresa, companheira do protagonista. O elenco conta ainda com Fabricio Boliveira, Negra Li, Lui Mendes e Branca Messina.

O título do filme é uma referência ao episódio que é, até hoje, considerado o mais longo tiroteio na história policial carioca, ocorrido no início da década de 80 no Conjunto dos Bancários, na Ilha do Governador. 

Orçado em R$ 4,8 milhões, o filme foi rodado no presídio de Ahu, em Curitiba, desativado desde 2006, e no próprio Presídio de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, onde o Comando Vermelho nasceu.