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Cena antológica consagra pico de audiência à Avenida Brasil

Carminha (Adriana Esteves) ficará nas mãos de Nina (Débora Falabella)

Desde sexta, quando a personagem de Adriana Esteves descobre que Nina (vivisa por Débora Falabella) é a mesma Rita, que ele odiava desde pequenina e de quem pensava ter-se livrado através de umas e outras que ela aprontou pra cima da adversária, a novela AVENIDA BRASIL (TV Globo, 21h) vem dominando ainda mais a atençã odo público e da imprensa. O capitulo de sábado, em que Carminha passa um ‘chega pra lá’ quase defintivo em Nina, teve a magistral cena do quase enterro de Nina/Rita. A cena é, indubitavelmente, das mais criativas, bem realizadas e dramaturgicamente brilhante. APLAUSOS para João Emanuel Carneiro, sua trupe de colabores (do texto à realização na telinha), e ao seu magnânimo elenco.

Mas hoje, quando sabia-se que Nina voltaria a encontrar Carminha, o público respondeu em peso ao ‘chamado’ da trama e a novela teve seu maior índice de audiência, ultrapassando os 44 pontos – até então, ainda não alcançado.

Números divulgados pelo Ibope dão conta de que AVENIDA BRASIL reinou  absoluta na noite, alcançando 44,5 pontos. A segunda colocação ficou com o SBT, 6 pontos, seguida de 5 pela Record. Até então, o índice mais alto da novela era o de 43 pontos.

A expressiva (e merecida) audiência deve-se a essa torcida que vem ganhando contornos bem nítidos entre o público: a audiência quer ver a vitória de Nina e sabe que, até isso acontecer, ainda irá se surpreender muito.

Cauã Reymond esteve no programa do Faustão domingo e afirmou que a novela agora tem ‘cenas secretas’ sendo gravadas. Ou seja, para algumas cenas, o sigilo é total, e só entra no estúdio os atores cujos personagens estejam envolvidos.

A TV Globo quer evitar – em muito boa hora – que comecem a vazar notícias de próximas cenas, e o destrinchar de acontecimentos seja revelado, coisa que, quando acontece, causa muigta chateação em quem assiste à novela com emoção de telespectador fiel, e quer acompanhar o desenrolar da trama via tevê. Do contrário, melhor seria ler fotonovelas, já que a telenovela – assim como os filmes, mas sobretudo o gênero obra aberta televisiva, foi criado para se assistir via telinha, e não ficar conhecendo a trama via revistas, sites, ou comentários de colegas.

Você que não viu, mas quer checar a grande cena que foi ao ar hoje, cesse o site da Globo – www.globo.com – e confira. Amanhã, a cena continua, e haja competência.

A chegada de Carminha em casa, sozinha, crente que lá vai encontrar os empregados Lúcio e Janaína… e a personagem vai adentrando a casa, tudo no escuro, e, de repente, apenas um facho de luz acende e ela vê a ‘desaparecida’ Nina sorridente, e ainda ameaçando-a, e quando Nina diz pra ela acender a luz, Carminha acende e tem a surpresa inesperada… francamente, foi um show de Dramaturgia e Realização. Uma cena antológica, já nos arquivos das melhores cenas de telenovelas do país.

Resumindo: AVENIDA BRASIL está Sensacionallllllll !!!

Fafy Siqueira em Entrevista Exclusiva ao Aurora de Cinema

Atriz consagrada, querida dos amigos e amada pelo público, FAFY SIQUEIRA fala de humor, Dercy, trabalho no teatro, na música e mais…

 
AC – Como tem sido a experiência de fazer o Monólogos da Vagina ?

FS – Sou acima de tudo uma compositora e as palavras desta versão de Miguel Falabella são verdadeiros POEMAS.


 
AC – Que aspectos você destacaria da peça para explicar tantos anos em cartaz e tantas montagens de sucesso ?

FS – A seriedade do assunto – violência com a mulher – sem deixar que o assunto fique maçante, chato, didádico, careta. Não somos nada disso e mostramos há 12 anos no Brasil e em mais de 150 países.

AC –  O que você gosta mais de fazer: cantar, atuar, fazer humor, Tv  ou Teatro ?

FS – Depois que eu acabo de fazer uma canção,  me sinto como um Deus. Acho que a musica é o idioma dele. Poucas pessoas sabem que já compus para Xuxa, Sandy&Junior, Joanna, Sandra de Sá, Elimar Santos, Renato Aragão, mas gosto muito de cantar e de fazer humor na TV. Eu adoro tv : parece que estou brincando de casinha!


 
AC – A experiência de viver Dercy na telinha foi um marco na carreira e um capítulo bonito da história da televisão. Como foi pra você ‘encarnar’ uma artista que tinha tanta sintonia com você ?

FS – Foi um ORGASMO: Muito prazeroso e muito curtinho ! Agradeço a Maria Adelaide Amaral pela ideia, à TV GLOBO pela coragem,  ao Jorge Fernando que é a Própria Dercy, e ao elenco maravilhoso, principalmente a LOLÔ ! 

AC – Como nasceu sua relação com a Dercy e o que foi mais tocante de interpretar na minissérie ?

FS – Meu pai era dono de um restaurante que ela frequentava e era apaixonado pelo trabalho dela. Minha mãe também. Eles me impunham Dercy como eu imponho Beatles para meus sobrinhos… kkkkkkkkkk ! Depois estivemos juntas porque sempre vieram as comparações. O mais tocante de interpretá-la foi quando ela fez sua passagem para o céu !!!!!
 

 
AC – O que é mais difícil fazer quando se assume um personagem que existiu na vida real: as cobranças do público, da crítica, ou as próprias cobranças pessoais ?
 
FS -No meu caso, as pessoais porque as críticas foram excelentes.
 
FAFY com o saudoso Chico Anysio: cumplicidade e inspiração…
 
AC – O Brasil ainda chora a morte de Chico Anysio… pra vc, o que Chico representa para o humor do Brasil ?
 
FS Chico Anysio é pra mim quase uma religião!
 
AC – Que questões são determinantes para você aceitar fazer uma novela, uma peça de teatro ou um espetáculo musical ?
 
FS – SALÁRIO, Verdade e Diversão.
 
Momento de ‘causar inveja’: Fafy e o Rei Roberto Carlos
 
AC – Como você avalia as condições de trabalho para o artista hoje no Brasil: é mais difícil, mais fácil ou igual ao tempo em que você começou ?
 
FS – Tudo no mundo é mais fácil depois da internet. Eu gosto !
 
FAFY com as colegas de teatro: Adriana Lessa e Chris Couto…
 
AC – Que trabalhos você mais gostou de fazer e o que você ainda não fez e gostaria de realizar como atriz ?
 
FS – No teatro, o musical NOVIÇAS REBELDES, do Wolf Maia, e na TV, claro, DERCY DE VERDADE. Gostaria de fazer uma novela ou um seriado em que eu tivesse muitos filhos e netos também.
 
FAFY como Dercy na minissérie em homenagem à artista da Música, do Humor, da polêmica…
 
AC – Em tempos de grandes avanços tecnológicos e comunicação instantânea via web, você está bem entrosada, cheia de amigos e admiradores via Face. Como você avalia estes tempos de relacionamentos virtuais e contato mais direto com os fãs ?
 
FS – Adoro ! Encontro amigos do colégio, novos amigos e até parentes.
 
* Acompanhe FAFY em som e imagem pelo Youtube :
 

Show de ROBERTO CARLOS em Jerusalém vira livro

Conheça detalhes do show de Roberto Carlos em Jerusalém

Escrito pela jornalista Léa Penteado, Um show em Jerusalém – O rei na Terra Santa conta com fotos inéditas e uma entrevista exclusiva do Rei

“Que emoção estar em Jerusalém, nessa Terra Santa, onde tantas coisas nos levam a uma reflexão profunda sobre a história da humanidade. À Jerusalém, minha reverência.”

Com essas poucas palavras, carregadas de significado, o Rei Roberto Carlos deu início ao show inédito que realizou em Israel, em setembro de 2011. E que show ! Ao cantar músicas em português, espanhol, italiano e inglês, ele, mais uma vez, provocou grandes emoções. Mas surpresa mesmo fez no momento em que entoou a valsa Jerusalém de ouro em hebraico. E quando distribuiu rosas à plateia durante Jesus Cristo. Todos sabiam que o Rei havia plantado uma flor naquele lugar sagrado.

Um show em Jerusalém – O Rei na Terra Santa, lançado no final de 2011 pela Globo Livros, conta detalhes do show histórico, que ganhou neste mês de abril seu registro em DVD. Quem escreve é Léa Penteado, jornalista que trabalha há muitos anos com o empresário do cantor, Dody Sirena. Ela foi uma das primeiras interlocutoras quando Roberto Carlos teve a ideia de apresentar-se em Israel, logo após uma viagem que fez para Jerusalém. Do primeiro sim do cantor à participação da TV Globo, passando por todas as dificuldades de se produzir um evento deste porte, para milhares de pessoas, num país tão distante, com hábitos tão diferentes.

 

O livro traz também uma rara entrevista de Roberto Carlos, na qual ele abre sua vida para um jornalista israelense. Entre outros assuntos, fala sobre mulheres, carros, casamento e religião.

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Título: Um show em Jerusalém – O Rei na Terra Santa

Autora: Léa Penteado

Páginas: 176

Formato: 16 cm x 23 cm  

Preço: R$ 24,90

 

Um show em Jerusalém – O Rei na Terra Santa é ilustrado com fotos inéditas de Cláudia Schembri, profissional que acompanha Roberto Carlos desde 2006. As imagens revelam a emoção do cantor tanto em lugares sagrados como o Monte das Oliveiras e o Muro das Lamentações, como em encontros inesquecíveis como o que teve com o presidente de honra de Israel, Shimon Peres. Um livro imperdível para os fãs do cantor e de sua música.

Roberto Carlos, aplaudido por centenas, no mundo inteiro…

Rô Caetano Vê INSENSATO CORAÇÃO…

 
Com a sensatez, perspicácia e olhar acurado que lhe são próprios, querida jornalista MARIA DO ROSÁRIO CAETANO faz breve mas judiciosa análise da novela INSENSATO CORAÇÃO, do craque do estilo, GILBERTO BRAGA, atual atração das 21h na TV Globo.

Glória Pires e Gabriel Braga Nunes: fortes emoções aguardam desenrolar da trama…

Fiquei feliz de ver que minha admiração por Gilberto tem uma parceira da envergadura de Rô… parece que, como eu, ela também é uma noveleira braba

EBAAAAAAAAAAAA !!!

Vamos ao comentário:
 
            Li, com imenso atraso, em O Globo, análise de Patrícia Kogut (de quem sou leitora fiel) sobre possíveis causas da novela de Gilberto Braga & parceiros ainda não estar bombando no ibope.

Entre outras razões, ela aponta a semelhança de papéis atribuidos a determinados atores. Ou seja, eles (os atores) estariam, em curto espaço de tempo, repetindo  personagens muita semelhantes, ainda muito presentes na lembrança dos espectadores…

Paola Oliveira e Maria Clara Gueiros também na nova trama de Gilberto Braga

Na minha avaliação (ainda não perdi um só capítulo da novela de Braga!!!!), esta é uma causa secundaríssima.
Creio que o que está pegando é o tratamento OUSADO das relações familiares (a anatomia
rodrigueana de famílias disfuncionais), o sexo onipresente e despudorado e… também …. o racismo da sociedade brasileira. Ou, pelo menos, de parte dela. Com ousadia (muita CORAGEM, mesmo!),Braga & parceiros entregaram a um ator negro (Lázaro Ramos, talentosíssimo, que eu amo!!!) o papel de um PEGADOR.

E pegador de mocinhas brancas, louríssimas (como a maravilhosa, neste tipo de papel!!!, Debora Secco: a maluquete dela é fascinante!!!).
Lázaro — repito — é talentosíssimo e está dando conta do RECADO, com louvor.

Lázaro e Pitanga: dupla ainda vai dar muito o que falar…

Para agravar, em mentes mais fechadas,  ele nem é um tipo bonitão (como Rodrigo Santos, Toni Garrido, Seu Jorge, César Negro: é este o nome do black lindíssimo de “Boleiros 1”???)… Eu custo a esperar as entradas dele (Lázaro Ramos)… A sequência em que ele levou Carol (Pitanga) para um passeio de iate foi show… e o dia em que ele perfumou o dito cujo???

Fico pensando numa “Senhora de Santana” (lembram delas???) vendo isto. Deve ficar escandalizada e mudar de canal… Gilberto Braga pagou caro pela ousadia inicial de “O Dono do Mundo” (Fagundes desfrutando das primícias de Mallu Mader, antes do jovem marido dela!!!). É gente conservadora que está rejeitando a novela…

Deborah é destaque como Natalie Lamour: ibope sobe quando personagem aparece

 

Eu não me interesso pelo casal protagonista, achei as cenas a la AEROPORTO ultra-inconvincentes, folhetinescas demais… mas estou
adorando as partes “família” rodrigueana… E adorando ver o show de atrizes como
Ana Lúcia Torre (ouvi entrevista maravilhosa dela na Rádio Jovem Pan, incluindo REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR), Glória Pires, Debora Evelyn e Debora Secco (pavorosa em novela em que fazia uma roceira!!!), inigualável… Ninguém faz uma “bonitinha mas ordinária-angelical” melhor do que ela atualmente !!!!

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Deborah Secco: performance estupenda da atriz ganha elogios de Rô Caetano, que assinamos embaixo… Deborah vai “arrebentar” na trama gilbertobraguiana

Entre os homens, dá gosto ver Carvana rabugento-resmungando, Lázaro arrasando como PEGADOR (sem ter phisique-de-role para tal, só com o TALENTO), Gabriel Braga Nunes (que vi em Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo, em bela dupla com Paloma Duarte), etc….
Os diálogos “familiares-rodrigueanos” da  novela estão demais !!!!

Hugo Carvana em ótima atuação, ao lado do diretor Dênnis Carvalho: ponto alto de INSENSATO

         P.S. – Maurício Stycer escreveu um texto dos mais interessantes-instigantes, ontem, na Folha sobre o personagem de Lázaro Ramos. Mas não concordo com ele. Ele diz que o personagem é um negro que não sofre preconceito. Que é bem aceito sem causar nenhum contratempo, como o casal de gays de “Paraíso Tropical”.

Para mim, Lázaro interpreta um personagem cheio de arestas. Ele, quando era pobre, passou por maus bocados e contou isso a Carol (Pitanga) no passeio de iate. Mostrou-se ressentido pela pobreza de outrora, pelo pai alcóolatra (Milton Gonçalves, que entrará dentro de algumas semanas), pela discriminação que sofreu…

Mas hoje, famoso como designer, entra e sai em lugares finos, como se fosse BRANCO. É assim, no Brasil. PELÉ está aí para provar. Famoso e rico, ele é recebido em todos os salões. O personagem do Lázaro é o “Pelé de Gilberto Braga” (e Débora Secco é a Xuxa Meneghell dele)… Mas está na cara que ele faz o que faz com as mulheres (uma por noite, sem repetir, como se elas fossem um “vestido” aliás, um terno Armani) para se vingar de discriminações dos tempos em que era pobre e filho de alcoólatra.

Adeus a NILDO PARENTE…

É o cineasta LUIZ CARLOS LACERDA quem informa:

Triste notícia: hoje à tarde o nosso querido NILDO PARENTE  faleceu no Hospital Silvestre, em Santa Teresa (RJ), aos 75 anos, depois do terceiro AVC…

Nildo estava em coma há cerca de 2 meses. Ano passado fiz um documentário sobre ele para a série Retratos Brasileiros do Canal Brasil, exibido em outubro.

NILDO viu o filme e ficou muito feliz pela homenagem. Já tinha tido o primeiro AVC mas aparentava estar se recuperando. Estava contratado até hoje pelaTV Globo e iria participar, mais uma vez, de uma novela de GILBERTO BRAGA, destavez INSENSATO CORAÇÃO, mas não chegou a gravar.
Vamos prestar uma homenagem ao querido ATOR. Assim que souber do local e hora, eu avisarei. Hoje essa informação é capaz de sair no Jornal da Globo.
Adeus, amigo !
Beijos,
Bigo.
 
NILDO, ao lado de NEY MATOGROSSO, no curta DEPOIS DE TUDO
Com Daisy Lúcidi: destaque em PARAÍSO TROPICAL, do amigo Gilberto Braga
NILDO contracena com NEY MATOGROSSO no curta DEPOIS DE TUDO, de Rafael Saar
UM POUCO MAIS sobre NILDO PARENTE
 
Nildo Parente estreou no cinema, no filme O Homem que Comprou o Mundo (1968), de Eduardo Coutinho.

Em seguida, fez o papel principal no longa Azyllo Muito Louco (1969), de Nelson Pereira dos Santos, onde atuou ao lado de Luiz Carlos Lacerda e Leila Diniz, voltando a filmar com Nelson “Quem é Beta?” (1972), “Tenda dos Milagres” (1977) e “Memórias do Cárcere” (1983).

O período em que NILDO PARENTE mais atuou foi na década de 70, quando, em papéis de diferentes importâncias e sob a direção de cineastas diversos, fez mais de 20 filmes, entre esses “Anjos e Demônios” (1970), de Carlos Hugo Christensen: “São Bernardo” (1972), de Leon Hirszman: “Os Condenados” (1973), de Zelito Viana: e “Coronel Delmiro Gouvêa” (1977), de Geraldo Sarno.

Nos anos 1980 e no começo dos 1990, fez mais de dez filmes: “Luz del Fuego” (1981), de David Neves; “Rio Babilônia” (1982), de Neville D’Almeida; “O Beijo da Mulher-Aranha” (1984), de Hector Babenco; e “Natal da Portela” (1988), de Paulo Cezar Saraceni.

Nos anos 90, participou dos filmes “Bela Donna” (1998), de Fábio Barreto; “Seja o que Deus Quiser” (2002), de Murilo Salles; e “Inesquecível”, de Paulo Sérgio Almeida.

Seus principais trabalhos em teatro foram “Hoje é Dia de Rock”, de Rubens Corrêa; “Francisco de Assis”, de Ciro Barcellos; e “Ai Ai Brasil”, de Sergio Brito.

Nildo fez parte do elenco do Grande Teatro Tupi, onde encenou aproximadamente 20 peças do programa, de 1958 a 1963.

Na televisão, trabalhou em diversas novelas, como “Água Viva”, “América”, “Senhora do Destino” e “Celebridade”. Em 2007, Nildo Parente participou da novela Paraíso Tropical.

Em 2008, após participar do espetáculo “As Eruditas”, Nildo voltou aos palcos, desta vez ao lado de Francisco Cuoco e grande elenco, com a peça “Circuncisão em Nova York”. O ator também esteve na TV, em participação especial nos últimos capítulos da novela Amor e Intrigas, na Record.

Ainda em 2008, NILDO esteve no curta Depois de Tudo, co-produção da ONG Cinema Nosso com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e pôde ser visto também no longa Meu Nome é Dindi, de Bruno Safadi.

Em 2009, Nildo Parente fez participação especial na série “A Lei e o Crime”, da Record. No mesmo ano, subiu ao palco no espetáculo “Medida por Medida”.

Seu mais recente trabalho foi no longa-metragem Chico Xavier. dirigido por Daniel Filho.

NILDO PARENTE era cearense e esteve em Fortaleza muitas vezes, aqui tinha muitos amigos, entre eles a estilista Fátima Castro. Numa das últimas vezes, subiu ao palco do Teatro José de Alencar ao lado de EMILIANO QUEIROZ, conterrâneo e grande amigo, e Ada Chaseliov, entre outros, no belo espetáculo OS FANTÁSTIKOS
Encontrei com Nildo várias vezes e era sempre um prazer estar com o ator, figura das mais agradáveis e educadas, aquele tipo que de imediato chamamos BONACHÃO, além de ser um ator querido na classe artística, sem nenhuma afetação e muito talento.
NILDO PARENTE já deixa saudades… Descansa em paz, NILDO !
 

A Poderosa Empatia de ROBERTO CARLOS !

A cada vez vejo Roberto Carlos cantar, e uma enorme platéia, apaixonada, acompanhá-lo, mais impressiono-me com a poderosa força de sua expressividade artística.

São legiões de pessoas que há anos acompanham sua trajetória – no meio dessas, muitas crianças e pessoas que não acompanharam sua fase mais criativa – anos 70/80. Mesmo assim, a audiência é tomada de emoção por suas músicas e sua voz agradável, estando ademais o Rei cantando melhor a cada dia – é impressionante a maneira natural e quase translúcida como RC canta qualquer música… parece não fazer o menor esforço pra cantar tão bonito e bem, como se contasse uma história baixinho no ouvido de quem escuta…

Tudo isso me vem a propósito do belo show de Natal na praia de Copacabana, famosa mundo afora por conta das emblemáticas canções feitas em sua homenagem. Aliar Roberto Carlos à famosa praia carioca em pleno final de ano foi dos maiores acertos já anotados em se tratando de eventos de grande porte na capital carioca. Tudo concorria para o êxito da noite, atestado pela imprensa de qualquer parte do mundo.

Foi uma noite primorosa. Faltaram algumas canções, outros convidados poderiam ter acrescentado mais. Mas essas coisas serão sempre sentidas ante a qualquer show do Rei. Afinal, nós, público, sempre queremos muito mais além de Detalhes, Cama e Mesa, Proposta, Côncavo e Convexo, Jesus Cristo…

Eu, por exemplo, gostaria de ter ouvido a belíssima Cavalgada, e os clássicos As Canções que Você fez pra Mim, As Curvas da Estrada de Santos, De Tanto Amor, Quando, Você, A Distância, Rotina, Os Seus Botões, e outras as quais ele deu uma interpretação soberana, como Ninguém Vai Tirar Você de Mim (Edson Ribeiro & Hélio Justo), Força Estranha (Caetano Veloso), e Mais uma Vez (Maurício Duboc e Carlos Colla), dentre uma infinidade de pérolas.

Já disse no Twitter que a homenagem que a escola de samba carioca Beija-Flor fará ao Rei no carnaval 2011 fará com que o público do Sambódromo aumente significativamente no próximo carnaval. Homenagem justíssima. Há muito, Roberto Carlos já poderia ter sido tema de samba-enredo.

O capixaba de Cachoeiro do Itapemirim é ídolo pop no país, e também no exterior. Em abril deste 2010 recebeu homenagem na sede da gravadora Sony Music, em New York, pelos seus 50 de carreira e por ter alcançado a marca de 100 milhões de discos vendidos no mundo. O REI é, portanto, um grande tema para a avenida-matriz do samba, onde sonoridades várias e múltiplas coreografias dão o tom, transmutando corações de todo o país e além-fronteiras em alegrias multicores, próprias à cobiçada espontaneidade carioca.

A presença da cantora Paula Fernandes foi uma grata surpresa. E é importante destacar o naipe de músicos, há muito na estrada com Roberto. Isso de se olhar para o palco e ver senhores de meia-idade (a começar pelo maestro) e até o trio que atua como backing vocal, sem a “obrigatoriedade” de vender sempre o jovem como o que tem valor, é um traço de singular significado na trajetória do REI. Nele estão embutidos o valor que o artista consagra às amizades, a confiança nos companheiros de vida artística, o respeito que dedica à experiência, o lastro de carinho e apreço que os une há décadas. Isso é, no mínimo, um grande exemplo para os que estão ingressando na laboriosa sina musical.

No mais, nosso comovido e mais sincero aplauso a Roberto Carlos, Artista Brasileiro de inegável carisma, cuja trajetória intensa, profunda, serena e coerente sempre agrega passos de inestimável valor aos princípios norteadores de qualquer cidadania mais justa, fraterna e amorosa.

Sobretudo neste momento, no qual a informação corre célere, embora nem sempre verdadeira, é de suma relevância apostar na difusão de um Artista como RC, renovando as esperanças no ato da comunicação como uma saudável comunhão com o próximo.

Pra finalizar, deixo com você, leitor amigo, a abalisada análise do saudoso cronista Artur da Távola, intitulada Roberto Carlos, o rei simbólico:

A idolatria de um artista popular transborda os conceitos puramente artísticos, penetrando-se de elementos empático-mitológicos de impossível aprisionamento por palavras, conceitos ou análises de exclusivo corte lógico-ideológico-racional. No caso de Roberto Carlos, o lugar-comum expressa-se antes de mais nada por sua mediania. Não é bonito ou feio. A voz é normal, apenas afinada. Nada (salvo talento e sensibilidade) possui em forma de exceção. A sua mediania o identifica com as multidões porque consegue sujeitar o turbilhão de sua sensibilidade, a força do seu talento e as dores de suas amarguras, dentro de um invejável equilíbrio.

De todas as forças que se entrecruzam dentro de sua figura pessoal e a de comunicação resulta a percebida tristeza, representação do que todos sentem e nem sempre sabem e podem expressar.

Fortalece a mitologia do lugar-comum na arte de Roberto Carlos o fato de que o público percebe não haver ódio ou azedume em sua dor por conter-se. Nela, sim, há frustração, impossibilidade, tristeza. Não há raiva, imprecação, ressentimento. O que foi contido, não se recalcou: distribuiu-se pelas várias partes do seu ser, fecundando-as. O público fareja, longe, os representantes da sua frustração. Em maior ou menos escala, há, na vida, uma carga obrigatória de frustração. Ninguém vive sem se frustrar. Quando aparece um artista que, além de representar a frustração transforma-a em arte, em beleza, encanto, em canto, poesia, mensagem ,este receberá a adesão emocional de todos. Principalmente, se na maneira de o fazer mantenha vivos os elos de sua relação com o público, ou seja, a sua mediania […]Em suma: alguém que não ressalta o que o difere. Assim é, pois, um ídolo: a exata expressão de todos os demais em estado de equilíbrio, um igual !

[…] Parece ser a relação misteriosa e secreta com a Transcendência que o fez e faz ser, dela, um representante, carismático leigo a obter a idolatria, título máximo da profundidade do lugar-comum. Está mais para apóstolo que para mártir”.

Roberto Carlos: canções imortais que o tempo só faz consagrar mais e mais

ROBERTO CARLOS Lota Copacabana de Emoção

Show de Roberto Carlos

Roberto Carlos emocionou o público de 1 milhão, segundo os organizadores (Foto: Alexandre Durão/G1)

“Que prazer rever vocês. Mais uma vez aqui no Rio, mas a primeira nessa praia maravilhosa. Fazer esse show é meu melhor presente de Natal”, disse o cantor logo no início do show, cuja transmissão começou com Emoções, como já virou tradição.

Depois veio Além do Horizonte, cantado em coro pelo público. Roberto aproveitou para agradecer ao prefeito Eduardo Paes a oportunidade de se apresentar em Copacabana e para se desculpar por ter que usar um banco para se apoiar durante o espetáculo. Dizendo que “tudo fica mais difícil quando não se tem 35 anos”, ele contou estar com o joelho doendo muito e por isso não poderia fazer todo o show de pé, já que teria sofrido um acidente de moto recentemente.

Em seguida, o Rei homenageou o famoso bairro da Cidade Maravilhosa: “Quando cheguei ao Rio, meu sonho era morar em Copacabana”, revelou, emendando com uma versão de Copacabana, Princesinha do Mar.

Roberto Carlos começou show de Natal às 21h50 | Foto: João Laet / Agência O Dia

Roberto Carlos encerrou o espetáculo cantando Noite Feliz com o coral de 200 crianças da Escola de Música da Rocinha. E logo depois, com a ajuda do público, terminou a noite cantando Jesus Cristo em ritmo de samba, junto com a bateria da Beija-Flor. No telão, a imagem do Cristo Redentor, emoldurava o palco, enquanto o cantor jogava rosas vermelhas ao público.

Show de Roberto Carlos

REI dividiu o palco com membros da escola de samba Beija-Flor (Foto: Alexandre Durão/G1)

Como é tradição há mais de 3 décadas, o especial do REI integra a programação de fim de ano da TV Globo. Foi bonito e emocionante também ver a maior parte da platéia vestindo as cores preferidas do ídolo, azul e branco.

GILBERTO BRAGA de VOLTA !

As ondas batem de mansinho em frente ao apartamento de Gilberto Braga, no Arpoador. Com esse barulhinho, ele escreve Insensato Coração, sua próxima novela em coautoria com Ricardo Linhares, que estreia dia 17 de janeiro na Globo. Porém, nem tudo até agora correu em velocidade de cruzeiro. Os dois protagonistas saíram com a produção em curso. De Ana Paula Arósio, ele fala secamente, mas para Fábio Assunção tem palavras doces. Agora que os problemas foram contornados e o céu parece de brigadeiro, Gilberto retomou o trabalho intenso e promete uma produção em que voltará a retratar a classe média, como fez em “Anos dourados” e “Anos rebeldes”. No ar também no canal Viva com “Vale tudo” (que escreveu com Aguinaldo Silva e Leonor Bassères), um grande sucesso, ele afirma que pouco mudou em seu ofício desde 1988, quando criou a inesquecível Odete Roitman: “Como dizem meus amigos Titãs, o povo quer comida, diversão e arte.” Palavra de quem já está há anos reinando nessa praia.

Quais serão as principais marcas de Gilberto Braga em “Insensato Coração”? Devemos esperar vilãs espetaculares, festas memoráveis, enfim, o que você citaria?

GILBERTO BRAGA: Acho que a marca preponderante de “Insensato coração” é a minha volta à classe média, uma vertente que começou em “Dancin’ days” com a casa de Alberico (Mário Lago) e que eu desenvolvi mais em minisséries – “Anos dourados”, com as fofocas da Tijuca nos anos 50, e “Anos rebeldes”, com a casa do Damasceno (Geraldo Del Rey), pai de Maria Lúcia (Malu Mader). Assim, na espinha dorsal, temos em Florianópolis uma família em que há uma grande inveja de um personagem (Gabriel Braga Nunes) pelo irmão bem-sucedido (Eriberto Leão), num momento em que o casamento dos pais (Antônio Fagundes e Natália do Vale), juntos já há 35 anos, está em forte crise. O primeiro capítulo mostra uma comemoração desse aniversário de casamento que acaba virando uma grande lavação de roupa suja em família. No Rio, via Lázaro Ramos e Camila Pitanga, começa a parte glamourosa e com bastante comédia romântica. Deborah Secco defende a comédia, misturada a crítica social, com o personagem do Herson Capri, o banqueiro corrupto, que vai nos levar a falar de impunidade. Enfim, acho que a minha marca está lá, sim. E isso é curioso, porque eu nunca tive tantos coautores quanto nesta novela, sem contar com o parceiro maior, Ricardo Linhares. E o Dennis (Carvalho), depois de ler seis capítulos, disse que é “Gilberto Braga na veia”. Costumo opor em minhas novelas duas mulheres. Desta vez, pra variar, opus dois homens. O grande vilão é o personagem do Gabriel. A Glória Pires é uma vilã diferente, porque começa como boa moça, mas leva uma rasteira fortíssima e vai se vingar. Acredito que ela seja uma personagem muito forte.

Você estará no ar com duas novelas simultaneamente, “Insensato coração” e “Vale tudo”. Isso te faz pensar nas mudanças no panorama da audiência da televisão de lá para cá? Na época de “Paraíso tropical” você declarou que tinha uma expectativa em relação a números e ela se frustrou. Agora, está provado que isso não tinha nada a ver com a sua novela, era um patamar novo que tinha se estabelecido. O que você espera desta vez?

Minha cabeça é meio complicada. Acho que os números de “Paraíso” tinham razão de ser. O espectador não torcia pelo casal principal (Alessandra Negrini e Fábio Assunção). Espero que isso não se repita. Eriberto e Paola Oliveira estão formando um casal lindo, forte. Quanto às mudanças nos últimos 20 anos, acho que a televisão avançou, há mais concorrência, isso é ótimo para todos, especialmente para o espectador.

Gilberto Braga e o parceiro de novelas, Ricardo Linhares

Voltando a “Vale tudo”, o Brasil mudou muito de lá para cá, mas o que mudou para quem escreve novela? O que é impossível hoje com o politicamente correto e com a classificação indicativa? O politicamente correto te freia ou você não está nem aí para isso?

Para quem escreve novela acho que não mudou nada. Como dizem meus amigos Titãs, o povo quer comida, diversão e arte. Quanto ao politicamente correto, tento não pensar muito nisso, pra não pirar.

Mas, falando em “Vale tudo”, a que atribui a grande força que a novela mostra ter até hoje?

Apesar de estar tecnicamente ultrapassada por causa de iluminação etc., a história e os personagens são muito fortes, eu próprio me surpreendi vendo alguns capítulos. Não lembrava que a novela fosse tão interessante.

Gilberto Braga e uma das atrizes de seu “time”, Glória Pires

Você já declarou que gosta de trabalhar com sua turma de atores. Como ela é? Você cria personagens pensando num determinado ator? E agora como está fazendo para se inspirar de novo para os postos que eram de Ana Paula Arósio e Fábio Assunção?

Continuo com minha turma, escrevo para eles. Os dois saíram, tento me adaptar a Paola e Gabriel Braga Nunes, que estão ótimos, e com certeza vão entrar pra minha turma pra sempre. Já estamos escrevendo os novos capítulos pensando neles.

De que maneira os acontecimentos envolvendo os dois atores impactaram na novela – objetivamente – e como você pessoalmente sente isso tudo? Fica magoado? Ou consegue ver com frieza profissional?

Não comento esse assunto. A (Ana Paula) Arósio para não ser descortês com ela. E o Fábio por motivos óbvios. É um grande amigo, é como um filho, não vou falar publicamente dessa relação. Inclusive porque acho a vida mais importante do que o trabalho.

Fábio Assunção e Gilberto Braga: amizade de muitas décadas

Depois de ter enfrentado dificuldades com Fábio Assunção em “Paraíso tropical” e agora novamente, voltaria a trabalhar com ele?

Claro que sim, espero muito escrever pro Fábio o protagonista da minha próxima novela. Além de amigo, ele é um ator esplêndido.

* Texto e entrevista de PATRÍCIA KOGUT, publicada no jornal O GLOBO

LÍLIA CABRAL Finalista do Emmy

 

Atriz é Única Concorrente Brasileira

 

Os organizadores do 38º Emmy Internacional divulgaram no site oficial da premiação a lista de concorrentes nas dez categorias do evento. Para orgulho dos brasileiros, Lília Cabral figura na categoria melhor atriz por sua atuação na novela Viver a Vida, de Manoel Carlos (onde ela interpretou Tereza, a mãe de Alinne Moraes).

Lília está na disputa pelo título concorrendo com a alemã Iris Berben, a inglesa Helena Bonham Carter e com sul-africana Lerato Moloisane.

Além desta indicação, a TV Globo está presente em outras quatro categorias com os seguintes programas: Por Toda a Minha Vida: Cazuza concorre ao prêmio de Programa de Arte, Do-Ré-Mi-Fábrica como melhor Programa Infanto-Juvenil, Som & Fúria como Melhor Minissérie, e Kuarup na categoria Documentário.

Os vencedores serão anunciados dia 22 de novembro, em cerimônia a acontecer em Nova York.

CASSETA & PLANETA: IMPERDÍVEIS !

Sensacional estes artistas fantásticos que fazem do CASSETA & PLANETA a melhor opção das noites televisivas das terças.

Quanto mais os vejo atuando, mas me convenço do quão o dom da interpretação é uma ferramenta natural que cada intérprete carrega consigo, ou não.

Não sendo atoresde formação, mas tendo um talento multifacetado de fazer inveja a qualquer iniciante na arte de dar vida à crição dramatúrgica, os CASSETA E PLANETA vem-se superando a cada programa, e, sobretudo nesta terça quase finda, extrapolaram na dose de competência, criatividade e humor refinado

A paródia da novela Passione (Pegassione) é irrepreensível. Hubert “fazendo” o papel de Bete Bobeia (requintada alusão à personagem de Fernanda Montenegro) é qualquer grande nota no abecedário crítico de quem se dedica à análise da programação televisiva e/ou à análise de atuação de atores.

E o quadro final de hoje, com os DJs MC Ferrow e MC Deu Mal foi pra lá da conta…

UM SUPER DEZZZZZZZZZZ com imenso LOUVOR e Alegria aos 6 fabulosos do CASSETA & PLANETA (Hubert, Reinaldo, Marcelo Madureira, Beto Silva, Cláudio Manoel e Hélio de La Peña) por tudo quanto nos proporcionam de catarse, entretenimento, reflexão saudável e necessária.

 

Hubert: sensacional na paródia da novela PegassioneSARAVÁ !!!