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Viva CARPINEJAR, nosso MESSI da Literatura !

Comecei a ler os escritos do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar há alguns anos, meio por acaso, ao pesquisar coisas na web para minhas postagens aqui, e textos para sites e revistas para os quais assino matérias.

O encanto pela escrita de CARPINEJAR foi imediato. E de uns textos aqui, outros versos ali, de repente me vi, constantemente, em busca das palavras do poeta.

Hoje, sou sua FÃ, surpreendida positivamente a cada dia com seus escritos, impressionada cotidianamente com sua versatilidade e impressionante capacidade de expressar-se e, ao fazê-lo, conseguir tocar de forma inequívoca o coração de todos quanto o lêem, e já somos milhares… até quando diz estar apenas fazendo prosa, ou nas suas postagens no twitter, ou apenas respondendo entrevistas, CARPINEJAR é um Mestre da Palavra.

Nasceu Poeta e parece ter o invejável destino de encharcar o mundo com o reluzente cristal da diafania.

Chego a pegar carona em seu texto sobre o genial artilheiro argentino do Barcelona, Lionel MESSI, e digo que ‘Carpinejar não procura as palavras para escrevê-las, as palavras dançam no imaginário de Carpi procurando a chance de ser por ele descobertas e traduzidas em poemas’.

Deixo com você, leitor amigo, mais um texto do Poeta, de quem sou fã de primeira hora, e a quem Aplaudo com carinho, gratidão e profunda admiração.

Salve CARPINEJAR ! Viva a Poesia que consegue prosear com tantos leitores ao mesmo tempo, e os versos que conseguem transbordar emoção e contagiar pela profundidade, beleza e propriedade com o qual são ditos.

FALO EU TE AMO FÁCIL, FÁCIL

Nada acontece por acaso.

Em tudo há um porquê.

Era para a gente se encontrar.

… Apague essas frases, largue o curso preparatório de noivos.

Amor não é uma fatalidade, é algo que inventamos, é a responsabilidade de definir, de assinar, de honrar a letra.

Colocamos a culpa no destino para não assumirmos o controle, tampouco sustentarmos nossas experiências e explicarmos nossas falhas.

Amar é oferecer nossas decisões para o outro decidir junto, é alcançar o nosso passado para o outro lembrar junto, mas jamais significa se anular.

É vulnerabilidade consciente. É fraqueza avisada.

É entregar nossa solidão ciente de que é irreversível, podendo nos ferir feio, podendo nos machucar fundo.

Não existe nada mais horrível e mais lindo.

Ninguém nos mandou estar ali, ninguém nos obrigou a nos aproximar daquela pessoa, ninguém nos determinou a começar uma relação.

Não teve um chefão, um mafioso, um tirano, um ditador nos ordenando namorar.

Foi você que optou. Assuma até o fim que é sua obra, inclusive o fim. Assuma que sua companhia é resultado direto do seu gosto, sendo canalha ou santa. Não adianta se iludir e tirar o pé. Não vale fingir e mentir freios.

Amor não é hipnose, passe, incorporação. É você querendo o melhor ou pior para sua vida. É você roteirizando e dirigindo as cenas.

Aquele que tem receio de se declarar não se deu conta de que é o próprio diretor do filme, e que a tela vai mostrar o sucesso e o fracasso de sua imaginação.

Por isso, não tenho medo de dizer “eu te amo” desde o início. O amor aumenta para quem diz “eu te amo”.

Se vou errar, eu é que errei. Se vou acertar, sou eu que acertei. Se vou me danar, o inferno será meu.

Falo “eu te amo” já no segundo encontro. Já para assustar. Já para avisar quem manda. Já para estabelecer as regras do jogo.

Falo no calor da hora ou no moletom do entardecer. Amor não surge do além, amor se cria da insistência.

A precipitação é uma farsa. Não há como me adiantar e me atrasar em sentimento que eu mesmo realizo. É bobagem negacear prazos, esperar amadurecer limites.

Exponho minha paixão fácil, fácil. Nem precisa perguntar.

Aprendo a amar amando, para entender que a maior declaração ainda não é o “eu te amo”. É quando alguém confessa: “Não consigo mais viver sem você”.

Mas isso não é amor, é coragem.

* FABRÍCIO CARPINEJAR

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 31/12/2012 e 1/01/2013
Porto Alegre (RS), Edição N° 17299

Trama de Gilberto Braga: Novo Recorde, agora na Tv Paga

Mesmo que para saber quem matou Odete Roitman baste digitar as palavras certas no Youtube, a novela Vale Tudo volta a se transformar em fenômeno depois que começou a ser exibida no canal pago Viva, semana passada.

A trama, que além da vilã vivida pela atriz Beatriz Segall tem uma galeria grande de personagens inesquecíveis –como Heleninha (Renata Sorrah), Maria de Fátima (Gloria Pires), Raquel (Regina Duarte) e Solange (Lídia Brondi)– entra quase diariamente para os trending topics, a lista de assuntos mais comentados do Twitter, quando está sendo exibida.

“Alguém aqui está revendo a novela ‘Vale Tudo’? Eu estou praticamente escravizado”, comenta um usuário do serviço de microblogging. “Isso sim vale a pena ver de novo!”, se empolga outra.

O detalhe é que o horário escolhido para a reprise é de madrugada, às 0h45. A trama também passa novamente ao meio-dia.

Lídia Brondi e Glória Pires: personagens marcantes em Vale Tudo

Diversos usuários afirmam que a novela tem sido responsável pelo “sono tardio”. “Minha insônia tem nome: ‘Vale Tudo’. Que novela sensacional”, afirma um. “Bom dia para quem assistiu ‘Vale Tudo’ até de madruga e não conseguiu acordar às 7h”, ironiza outro.

Consultado, o canal Viva diz que ainda não tem os números de audiência da novela.

Mesmo sem dados oficiais, muitos internautas têm certeza de que a novela caiu mesmo –novamente– nas graças do público.

“Pelos comentários aqui, a reprise de ‘Vale Tudo’ no canal Viva está dando mais ibope que o ‘Programa do Jô’ (Globo)”, diz um. “Acho que se ‘Vale Tudo’ passasse no horário das 21h ia ter mais audiência do que ‘Passione'”, aposta outro.

  Divulgação  
A atriz Beatriz Segall, que viveu a empresária Odete Roitman na novela "Vale Tudo", que está sendo reprisada no Viva
Beatriz Segall, a empresária Odete Roitman na novela Vale Tudo, que está sendo reprisada

SAUDOSISMO

Entre os comentários sobre a novela, há principalmente elogios ao texto da trama, que para eles continua atual.

“O discurso de Odete Roitman sobre o Brasil continua atual. A reprise de ‘Vale Tudo’ é uma utilidade pública”, afirma um internauta. “Assistindo o canal Viva a gente consegue perceber como se desaprendeu a fazer televisão”, concorda outro.

Parte dos internautas se diverte ainda relembrando o final dos anos 80, “tempo em que videocassete era modernidade e só o filho da Odete Roitman tinha”.

Renata Sorrah como a alcoólatra de Vale Tudo

“Vou comprar a trilha sonora de Vale Tudo em vinil só para criar um clima…”, diverte-se um rapaz no Twitter. Para outra usuária do site, “é muito engraçado ver os atores todos novinhos”. Enquanto isso, um terceiro se choca com uma cena em que a mocinha e seu amigo se preparavam para fumar um baseado. “Estranho ver isso, mas era 1988”, afirma.

Sempre do Contra

Voz dissonante na internet, o autor de novelas Aguinaldo Silva, que assinou o texto de Vale Tudo junto com Gilberto Braga e Leonor Bassères, comentou sobre a reprise da novela em seu blog. Para ele, “quem vive de passado é museu”.

“Novela é ótimo quando está no ar, mas quando termina acabou, é descartável, a gente trata de pensar em outra, e depois em outra e em mais outra…”, escreveu.

“Quem disse que vou pagar 36 mirréis por mês pra ver uma novela que eu mesmo escrevi? Por causa de Odete Roitman? Mas quem precisa de Odete Roitman quando já teve Perpétua, Altiva Pedreira, Maria Regina, Nazaré, e já tem programado pelo menos meia dúzia de outras?”, questiona o autor.

Gilberto Braga, o bam-bam-bam da telinha: criador das melhores telenovelas

Silva diz ainda que não fica chateado de o crédito principal de Vale Tudo ser atribuído a Gilberto Braga. “‘Vale Tudo’ foi uma ideia original de Gilberto Braga, e é natural que isso seja sempre reafirmado”, afirma.

Os MicroContos e os Twitteiros Culturais

         Vencedores do concurso de microcontos realizado pela Fundação Volkswagem, foram anunciados durante Encontro dos Twitteiros na 21ª. Bienal do Livro de São Paulo,  por José Luiz Goldfarb. O terceiro colocado foi @vidaboah, com o microconto “Calou-se. E repetiu.” O segundo colocado foi @brunopvincentini, com o microconto “Vendeu os cabelos para comprar um chapéu”. O primeiro colocado foi @felipevalerio, que escreveu: “Esta é a vista que prometi. Agora pula”. Ele receberá 25 livros escolhidos pelo escritor Marcelino Freire, que também escolheu os vencedores. Conceição Mirandola, diretora de Administração e Relações Institucionais da Fundação Volkswagen, anunciou que a Fundação publicará um livro com os 300 microcontos recebidos.

            Os Encontros de Twitteiros Culturais (ETCs) foram destaques do estande da Fundação Volkswagen na Bienal do Livro, com o tema O Twitter e a Leitura – o papel das novas mídias sociais no incentivo à leitura. Do encontro de sábado, 21 de agosto, participaram a secretária municipal da Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin; Alexandre Schneider, secretário municipal de Educação de São Paulo; José Luiz Goldfarb, professor doutor da PUC/SP, curador do Prêmio Jabuti e coordenador do estande da Fundação Volkswagen; e Frederico Barbosa, poeta, professor e diretor executivo da POIESIS – Organização Social de Cultura. 

“No momento em que o mercado editorial discute o livro digital, o twitter, que é uma mídia digital, deve ser cada vez mais um instrumento fundamental para a difusão da leitura”, afirma Goldfarb. “Muitos pensam que com seus 140 toques o twitter é um inimigo dos livros e da cultura em geral. Mas não é isso que ocorre. O que faz uma pessoas no twitter? Lê e escreve, lê e escreve, lê e escreve. O twitter é uma poderosa ferramenta para a troca de ideias e informações e, até mesmo, para a melhoria  do vocabulário, além de ser muitas vezes uma porta de entrada para livros e outras formas de cultura”.

             A programação do estande foi resultado de uma parceria da Fundação Volkswagen com a POIESIS, da Secretaria Estadual de Cultura, através do programa São Paulo: um Estado de Leitores. Há uma grande programação com saraus de poesias todos os dias, feitos por grupos da periferia e contação de histórias. Também acontecem apresentações dos multiplicadores de leitura, capacitados pelo curso Entre na Roda, patrocinado pela Fundação Volkswagen.

            Veja alguns dos livros que o vencedor do concurso vai ganhar:

“Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século”, organizado por Marcelino Freire, Ateliê Editorial;  “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”; organizado por Ítalo Moriconi, Editora Objetiva;  “Millôr Definitivo – A Bíblia do Caos”, L&PM Editores; “Os Anões” (contos), Veronica Stigger; editora Cosac Naify; “Contos Negreiros”, Marcelino Freire,  Record;  “Ao Homem que Não Me Quis” (contos), Ivana Arruda Leite, editora Agir; Desgracida” (contos), Dalton Trevisan; Record; “Eles Eram Muitos Cavalos” (romance), Luiz Ruffato, Record; “A Passagem Tensa dos Corpos” (romance), Carlos de Britto e Mello, Companhia das Letras; “Histórias de Cronópios e de Famas” (contos), Júlio Cortazar, Civilização Brasileira; www.twitter.com/carpinejar (frases)  Fabrício Carpinejar, editora Bertrand Brasil; “Poesia Completa”,  Manoel de Barros; editora Leya; “Minha Alma É Irmã de Deus” (romance), Raimundo Carrero, Record; “O Velho e o Mar” (novela), Ernest Hemingway; Editora Bertrand Brasil; “Dois em Um” (poemas e haicais), Alice Ruiz, editora Iluminuras; “Ninguém É Inocente em São Paulo” (contos),  Ferréz, Objetiva; “50 Contos de Machado de Assis”, Machado de Assis, Companhia das Letras; “Poemas”, Francisco Alvim, editora Cosac Naify; “Belvedere” (poesia), Chacal, editora Cosac Naify; “Melhores Poemas”, Paulo Leminski, Editora Global  

Sobre o programa São Paulo: um estado de leitores

Criado em 2003, o programa “São Paulo: um Estado de Leitores” tem como objetivo estimular a leitura por meio da realização de projetos que coloquem o cidadão em contato direto com o livro e com os prazeres da leitura. Nesse período, o programa já inaugurou e revitalizou 112 bibliotecas públicas e doou mais de um milhão de livros às bibliotecas de 641 municípios do Estado de São Paulo. Foram instaladas também 410 salas de leitura através de parcerias com outras secretarias estaduais e municipais e instituições, além da doação de livros para bibliotecas comunitárias.  

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José Luiz Goldfarb

Contos no Twitter podem valer $$$

TWITTER INSPIRA MAIOR CONCURSO DE MICROCONTOS DA INTERNET

 Começam em maio as inscrições ao maior concurso de microcontos já realizado no âmbito da internet brasileira.

Iniciativa é do site colaborativo de prosa e poesia Talentos www.talentos.wiki.br, que no ano passado promoveu um concurso de poesias, que resultou na edição de livro  reunindo as 70 poesias mais bem classificadas pela Comissão Julgadora.

Desta vez, Talentos abre espaço para os microcontos, expressão literária que surgiu no rastro do estouro do Twitter, a rede social mais badalada do momento. Ali nasceu a Twitteratura,  literatura feita nos padrões do Twitter, ou seja, limitada aos 140 caracteres usados no microblog.

As pré-inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo http://www.talentos.wiki.br/pre.php. O concurso vai distribuir cerca de R$ 15 mil em prêmios.

O concurso de microcontos é uma iniciativa de Talentos – domínio da Editora MM Comunicação Integrada Ltda. Talentos (www.talentos.wiki.br) é ligado ao maior site de jornalismo colaborativo do Brasil, BrasilWiki! (www.brasilwiki.com.br), no ar desde outubro de 2006, que registra, em média, 270 mil acessos únicos por mês.

Talentos entrou no ar em agosto do ano passado. É um site participativo de prosa e poesia, onde autores compartilham seus trabalhos dentro do conceito wiki de colaboração.

Antes de entrar no ar como um site colaborativo, Talentos realizou, entre o final de abril e o início de julho do ano passado, o maior concurso digital de poesias da internet brasileira, que teve mais de 1.250 trabalhos inscritos.