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Edição 10 da Revista Tatuí

 

Da edição 00 para a número 10. Com essa veia essencialmente experimental, a Revista Tatuí de Crítica de Arte circula no universo das artes visuais como uma das mais importantes e experimentais revistas de crítica de arte do País. O lançamento da edição número 10 acontecerá em Fortaleza no próximo dia 26, às 19 horas, no auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste.

Como é tradição, exemplares da revista serão distribuídos gratuitamente.  Haverá também um Troca de Idéias de duas editoras da revista – Ana Luisa Lima e Clarissa Diniz – com o público. Paralelamente ao lançamento, as duas editoras ministrarão juntas, no mesmo auditório, a oficina “Experimentação editorial coletiva sobre crítica de arte”. Com inscrições gratuitas, a oficina acontecerá de 26 a 29 (de 14h às 18h) e no dia 30 (de 13h às 17h). As inscrições prosseguem até dia 26.

Depois da número 00 (lançada no último mês de julho) – que marcou um retorno da revista a um caráter ainda mais experimental em sua edição –, mais uma vez 8 artistas/críticos/curadores/cineastas/escritores/designers de vários cantos do país se juntam em residência – de imersão total, ao longo de 21 dias – para “gerar” a nova edição da Tatuí, a número 10.

Entre julho e agosto deste ano, numa casa alugada em Olinda, um time de peso, cuja atuação profissional transborda definições tradicionais, pôde dar uma “nova” dimensão à atual complexidade das possibilidades da arte. Os residentes foram Pablo Lobato (MG), Daniela Castro (SP), Kamilla Nunes (SC), Deyson Gilbert (SP), Vitor César (CE) e Cristhiano Aguiar (PE), que se juntaram às editoras Ana Luisa Lima e Clarissa Diniz. E a revista só saiu da residência editorial quando pronta para ir para a gráfica, sendo editada e diagramada ao longo dos dias de convívio e produção do corpo editorial convidado para a Tatuí nº 10.

A Tatuí 10 traz grande variedade de textos, de caráter analítico, ficcional, poético, gráfico e de intervenção. “Esta edição reúne um conjunto de pensamentos que problematizam a linguagem, borrando as fronteiras entre literatura, crítica, arte e design em colaborações desenvolvidas também em parceria entre os editores e, em alguns casos, a partir de apropriações/traduções de textos/imagens/pensamentos alheios”, explica Clarissa Diniz, uma das editoras.

 

Residência

Elaborada ao longo de uma vivência de caráter coletivo e colaborativo, a Tatuí 10 traz, em seu projeto editorial, evidências dessa experiência como, por exemplo, nos vários textos que pensam sobre o lugar da fala, do silêncio e do pensamento nas relações sociais e na arte (como na imagem, na crítica de arte e na história). As negociações entre indivíduos, para a constituição de um tecido social, é também outro foco da revista. Permeando questões como essas – como horizonte metodológico de parte da Tatuí 10 -, a liberdade em apropriar-se (das mais variadas formas) de pensamentos de outros indivíduos, coletivizando a autoria tanto internamente – entre o grupo de residentes-editores – como socialmente, a partir do empréstimo e da releitura da obra de pessoas como Hélio Oiticica, Haroldo de Campos ou Ulises Carrión, processo compositivo indicado no sumário da revista.

 

Projeto gráfico

Discutido por seu corpo editorial e executado pelo editor e designer Vitor César, é também pela forma gráfica que a Tatuí edição 10 incorpora as discussões que permeiam seus textos/poemas/ficções… constituindo-se a partir de apropriações/traduções de identidades visuais genéricas (como livros de romance ou cartas datilografadas) e de imagens, colecionadas ao longo do período da residência editorial e identificadas aos conteúdos abordados na revista.

 

Tatuí de Crítica de Arte

A Tatuí, revista de crítica de arte com versões online (www.revistatatui.com) e impressa, surgiu no Recife (PE) em 2006 a partir do encontro de críticos de arte em formação. Seu primeiro número, em forma de fanzine, foi concebido durante o SPA das Artes (evento anual de artes visuais da cidade), sob a ideia de uma crítica de imersão, experimento de crítica de arte que pretendia não se vincular à concepção de distanciamento crítico.

Nos números seguintes da Tatuí, expandiram-se suas intenções editoriais. Contando com apoios pontuais que em muito colaboraram com seu financiamento, a revista – mantendo seu caráter de independência, experimentalismo e pluralidade – tem proposto debates aos quais se agregam colaborações diversas cujos conteúdos alicerçam um observatório acerca da arte hoje produzida, em especial, no Brasil. Atualmente, encontram-se publicados nove números da revista, com tiragem média de 1.500 exemplares.

 

“Experimentação editorial coletiva sobre crítica de arte”

Ementa

Tomando como ponto de partida a experiência da revista Tatuí, suas editoras propõem esta oficina, que tem por intenção a discussão acerca das possibilidades da crítica de arte a partir da construção coletiva de um projeto editorial composto de textos e outros tipos de conteúdo crítico, produzidos ao longo do período proposto. Partindo dessa prática, pretende-se investigar a relação entre arte e crítica, objeto e sujeito da análise, forma e conteúdo, pensamento e práxis, levando em consideração as especificidades do contexto local. Ao final da oficina, ocorrerá o lançamento do produto editorial, com debate aberto ao público.

 

Público-alvo

A oficina é voltada para todo aquele interessado em arte e seu debate crítico (história, sociologia, filosofia, antropologia e crítica de arte, entre outros). Como a oficina pretende gerar um produto editorial, é importante que os participantes tenham interesse na escrita, bem como disponibilidade de tempo para produção de textos (e/ou outros conteúdos) para além do horário dos encontros. A oficina é indicada para no máximo 15 participantes.

 

Datas e Horários

26 a 30 de outubro, sendo de 14h às 18h no período de 26 a 29 (terça-feira a sexta-feira), e de 13h às 17h no dia 30 (sábado). No dia da abertura da oficina (terça-feira, 26), será lançada a revista Tatuí, edição nº 10, às 19h, com uma troca de ideias entre as editoras e o público presente, no auditório do CCBNB-Fortaleza (3º andar).

 

Ministrantes da oficina

Ana Luisa Lima (PE) – Editora da revista Tatuí. Graduada no curso de Lic. Ed. Artística/Artes Plásticas pela UFPE. Foi curadora do I Salão Universitário de Arte Contemporânea – UNICO (SESC-PE), já escreveu diversos textos para exposições e catálogos, é pesquisadora membro do Grupo de Pesquisa do MAMAM (crítica e história da arte), Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – Recife-PE. É autora de um dos artigos do livro Artes Visuais: Conversando Sobre (Org. Madalena Zaccara e Sebastião Pedrosa), Editora Universitária/UFPE, além de ser crítica de arte convidada da Sala Recife.

 

Clarissa Diniz (PE) Editora da revista Tatuí. Crítica de arte, é graduada em Lic. Ed. Artística/Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco, UFPE. Membro do coletivo Branco do Olho. Foi premiada com bolsa-pesquisa do 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, a partir da qual publicou o livro Crachá – aspectos da legitimação artística (Recife: Massangana, 2008). De curadorias desenvolvidas, destacam-se Encarar-se – Fernando Peres e Rodolfo Mesquita (Museu Murillo La Greca, Recife-PE, 2008), O Lugar Dissonante, co-curadoria com Lucas Bambozzi (Espaço Cultural Torre Malakoff, Recife-PE, 2009) e contidonãocontido, co-curadoria com Maria do Carmo Nino e EducAtivo Mamam (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, 2010). Tem textos publicados em revistas, catálogos e livros especializados. Foi curadora assistente do Programa Rumos Artes Visuais 2008/2009 (Instituto Itaú Cultural, São Paulo). Integra do Grupo de Críticos do Centro Cultural São Paulo, CCSP.