Arquivo da tag: ver cinema brasileiro

Cinema Brasileiro no Cazaquistão

O Palhaço é um dos filmes da programação da Mostra

Talento e versatilidade de SELTON MELLO serão aplaudidos na Rússia…

Idealizado pela Linhas Produções Culturais, em parceria com a Embaixada do Brasil no Cazaquistão, festival estreia em Almaty e Astana com produções de destaque em 2011 e 2012

Pela primeira vez, a Linhas Produções Culturais, em parceria com a Embaixada do Brasil no Cazaquistão e o Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, realiza a Mostra de Cinema Brasileiro no Cazaquistão.

Com patrocínio da Embraer, a mostra acontecerá em duas das principais cidades do país. A partir desta sexta, e até dia 11 de dezembro, a Mostra passa por Almaty, um dos maiores pólos culturais da Ásia. Já entre os dias 10 e 13, o festival chega à capital Astana, destino preferido de muitos jovens empreendedores.

O projeto, que integra esforços da iniciativa privada e do poder público, tem como objetivo disseminar a cultura brasileira, apresentando produções cinematográficas contemporâneas a uma das mais importantes economias emergentes do mundo.

Para o embaixador do Brasil no Cazaquistão, Oswaldo Biato Júnior, a Mostra ganha este ano um novo impulso com a abertura em Almaty. “O Festival simboliza a importância do Brasil para o Cazaquistão, nossos vínculos culturais. A realização em Almaty, um dos maiores centros culturais da Ásia e maior centro financeiro do Cazaquistão, é a demonstração prática de nossa aproximação com o país”, afirma.

A opinião do embaixador é compartilhada por Fernanda Bulhões, diretora da Linhas Produções Culturais. “Há cinco anos organizamos o mesmo projeto na Rússia. O evento é um sucesso e já faz parte do calendário cultural oficial da capital do país. É um prazer poder expandir o festival para levar a um público cada vez maior a qualidade e diversidade do cinema brasileiro. Esperamos repetir o sucesso”.

Em cada uma das localidades, serão exibidos oito filmes. Para a abertura oficial, foi escolhido O Palhaço, de Selton Mello, na corrida por uma vaga ao Oscar 2013 na categoria Melhor Filme Estrangeiro. Além deste, foram selecionados outros grandes lançamentos do cinema nacional em 2011 e 2012: os dramas Amor?, de João Jardim,  Corações Sujos, de Vicente Amorim;  Estamos Juntos, de Toni Venturi; Heleno, de José Henrique Fonseca; Meu País, de André Ristum, e VIPs, de Toniko Melo. Completando a lista, o longa Capitães da Areia, de Cecília Amado, baseado no livro homônimo de Jorge Amado. A película comemora o centenário do escritor baiano, um dos mais festejados representantes da literatura brasileira.

Cronograma oficial da Mostra

Almaty:

7/12 (sexta-feira): O Palhaço, às 19h;

8/12 (sábado): VIPs, às 18h30;

Estamos Juntos, às 20h30;

9/12 (domingo): Corações Sujos, às 18:30

Heleno, às 20h30

10/12 (segunda-feira): Amor?, às 18h30;

Meu País, às 20h30;

11/12 (terça-feira): Capitães da Areia, às 20h

Astana:

10/12 (segunda-feira): Heleno, às 18h30;

                                 O Palhaço, às 20h30;

11/12 (terça-feira): Capitães da Areia, às 18h30

                                   Estamos Juntos, às 20h30

12/12 (quarta-feira): Corações Sujos, às 18h30

Meu País, 20h30

13/12 (quinta-feira): VIPs, 18h30

              Capitães da Areia, 20h30

Inscrições ao Curta Canoa…

Abertas até o próximo dia 15 as inscrições à oitava edição do Curta Canoa, que será realizado de 27 de novembro a 1ª de dezembro na praia de Canoa Quebrada, Aracati, Ceará.

Realizadores de todo o país podem inscrever filmes e vídeos de documentário, ficção, animação ou experimental, com duração máxima de 20 minutos, concluídos a partir de julho de 2010, versando sobre qualquer tema.

Para inscrever-se, o interessado deve preencher e enviar a ficha de inscrição disponível no site: http://www.jalimaproducoes.com.br . A ficha preenchida deverá ser enviada via e-mail e o original deve ser impresso, assinado e remetido, em anexo, junto com o DVD da obra pelos Correios para:

Rua João Cordeiro, 2391 – A – Altos – Bairro Joaquim Távora – Fortaleza, Ceará CEP: 60.110-301. A inscrição é gratuita.

A seleção será feita por uma comissão integrada por três pessoas, nomeadas pela diretoria do festival. As obras selecionadas serão divulgadas a partir de 10 de novembro.

As categorias a serem agraciadas com o Troféu Lua e Estrela são asseguintes:

Filmes – Melhor Filme, Direção, Roteiro, Fotografia, Trilha Original, Direção de Arte, Melhor Ator, Atriz e Som. Na Categoria Vídeo, Melhor Vídeo, Direção, Roteiro, Fotografia, Trilha Original, Direção de Arte e Som.

Além das mostras competitivas de filmes e vídeos brasileiros de curta metragem, o Curta Canoa 2012 conta ainda com a Mostra Latino-Americana de Curta Metragem, de caráter não competitivo, composta por vídeos e filmes convidados pela direção do festival. A programação terá também oficinas e seminários, além de encontros com especialistas e personalidades do segmento audiovisual.

O VIII Curta Canoa é uma realização da J.A.Lima Produções, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – Lei Estadual Nº 13.811, e Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

SERVIÇO

Curta Canoa 2012 – Inscrições abertas até 15 de outubro

Regulamento e ficha de inscrição: www.jalimaproducoes.com.br .

Info: 85-3251.1105 / 85-9635.3880 / 85-3226.0751. E-mail: adrianolima@jalimaproducoes.com.br e curtacanoa@jalimaproducoes.com.br

Lima Duarte e Paulo Figueiredo porque a Vida Continua…

 

Baseado no best-seller espírita E a Vida Continua, pelo espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier, o filme estreia em 14 de setembro. Trata-se do 13º e último livro da série “A Vida no Mundo Espiritual”.  

ELENCO 

Amanda Acosta iniciou sua carreira logo aos 4 anos de idade. Em 1998 foi convidada a interpretar Narizinho no espetáculo No Reino das Águas Claras, baseado na obra de Monteiro Lobato. Foi apresentadora do programa de TV Clipearte e atuou na minissérie Unidos do Livramento. Esteve na novela O Mapa da Mina, onde viveu a personagem Eva.

Ficou em cartaz de 2003 a 2005 com a peça O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, e em 2007, viveu a personagem Elisa Doolittle, em My Fair Lady. Em 2009, interpretou Sonia Walsk, no musical Esta é a Nossa Canção. Desde 2010 apresenta o programa Inglês com Música, na TV Cultura. No cinema, Amanda Acosta esteve, ainda criança, no filme A Princesa Xuxa e os Trapalhões, e já adulta no premiado curta-metragem Pelo Ouvido

Luiz Baccelli é ator, dramaturgo, professor, historiador e diretor do grupo teatral Ação Entre Amigos. Iniciou sua carreira profissional com Antunes Filho em 1968, participando dos espetáculos que percorreram vários países. Ganhou o Prêmio Molière de melhor ator por Xica da Silva. Durante 10 anos fez parte do grupo Tapa/Cia. Participou de novelas na Rede Globo, no SBT, na Band e Record. Entre outras, esteve em Sangue do Meu Sangue, Pérola Negra, Laços de Família, Amor e Ódio, A Escrava Isaura, Amazônia – de Galvez a Chico Mendes, A Favorita, Caminho das Índias e Araguaia. Nos cinemas, atuou em Ação entre Amigos (1998), Mater Dei (2000) e Os 12 Trabalhos (2006).

 

Ana Rosa nasceu na cidade de Promissão, São Paulo. Estreou aos 22 anos na TV Tupi e não parou mais.  Tanto que em 1997 entrou para o Guinness Book como a atriz que mais fez novelas no mundo. No teatro, atuou em As Lobas e Trair e Coçar É Só Começar, entre várias outras peças. É grande divulgadora do Espiritismo viajando pelo país com a peça teatral Violetas na Janela, e atuando nos principais filmes Espíritas feitos no Brasil. Em 2005 escreveu e publicou o livro Essa Louca TV e sua Gente Maravilhosa.

 Lima Duarte, nome artístico de Ariclenes Venâncio Martins, nasceu na cidade mineira de Sacramento, e sua carreira se confunde com a própria história do teatro e da televisão brasileiros. É um dos mais importantes atores do Brasil, dono de papeis inesquecíveis em mais de uma centena de novelas, minisséries e especiais de TV. Nos cinemas, atuou em mais de 30 filmes. 

DIREÇÃO E ROTEIRO 

Paulo Figueiredo iniciou sua carreira em 1963, na TV Excelsior de São Paulo, como ator no programa “Quem quiser que conte outra”. Após atuar em novelas como “O Grande Segredo” e “O Caminho das Estrelas”, transferiu-se para a TV Tupi, em 67, onde atuou em Antônio Maria e Nino, o Italianinho , entre tantos outros sucessos.

Paulo Figueiredo estreando na direção de cinema…

Na Globo, atuou em Marrom Glacê, Por Amor, Terra Nostra, Laços de Família. Na Record fez Escrava Isaura, Prova de Amor. Paulo Figueiredo já soma mais de 60 telenovelas e minisséries, sendo a mais recente Rei Davi, da TV Record.
No teatro, fez Sua Excelência, o Candidato (1984/85), Prima com Chantilly e Bodas de Papel, entre outras. Já participou de mais 10 filmes para cinema, entre eles Adultério por Amor, O Médium e Caminho dos Sonhos.

Além de ator, é também escritor, roteirista e diretor. Nos anos 90, escreveu a minissérie Ilhas das Bruxas, para a TV Manchete. Foi roteirista do programa Fronteiras do Desconhecido, da mesma emissora. Foi roteirista e co-diretor de vários especiais de fim de ano de Roberto Carlos, na TV Globo, ao lado de Augusto César Vannucci. Foi, ainda, roteirista e co-diretor de um programa inserido no Fantástico chamado Os Paranormais e autor – roteirista da telenovela Sangue do meu sangue, no SBT. Dirigiu a novela Serras Azuis, da TV Bandeirantes.

PRODUÇÃO EXECUTIVA 

Oceano Vieira de Melo – Pesquisador e documentarista espírita há mais de 30 anos, é empresário pioneiro no setor jornalístico do mercado de vídeo. Nos anos 80 fundou o Jornal do Vídeo que circula até hoje. É fundador e proprietário da Versátil Home Vídeo, empresa responsável por disponibilizar no mercado brasileiro de DVD títulos de grandes mestres do cinema, como Bergman, Visconti, Glauber Rocha, Truffaut, Antonioni, Rossellini, Herzog, Fassbinder  e muitos outros.

Produziu e dirigiu os documentários espíritas para a TV por assinatura e DVD Divaldo Franco – Humanista e Médium Espírita (2007), Eurípedes Barsanulfo – Educador e Médium (2006), Chico Xavier – O Grande Médium Espírita (2005) e A Grande Síntese de Pietro Ubaldi (2009), todas exibidos no Canal Brasil da Globosat.

 

Lima Duarte no set de ‘E a vida continua…’, dirigido por Paulo Figueiredo

FICHA TÉCNICA – E A VIDA CONTINUA…

Brasil, 2012 – 97 minutos

Baseado no livro E a Vida Continua…, do espírito André Luiz,

psicografado por Chico Xavier.

Direção e Roteiro Adaptado Paulo Figueiredo

Produtor Executivo: Oceano Vieira de Melo

Produtora Associada: Sonia Marsaiolli de Melo

Diretora de Produção: Giselle Figueiredo

Diretor de Fotografia: Toni Ciambra

Câmera: Bruno Martins

Diretora de Arte : Liana Obata

Editor: Daniel Melo

Diretor Musical Beto Ninni

Autor da Trilha Sonora) Beto Ninni

Técnico de Som Direto: Gustavo Ribeiro

Coordenação de Produção: Ricardo Parah

Patrocínio: Vegas Incorporadora

e JJO Construtora e Incorporadora

Apoio: Cinecolor Digital

Apoio Cultural: Federação Espírita Brasileira

Apoio Promocional: Telecine

Distribuição: Paris Filmes

 

ELENCO:

ATORES – Personagens

AMANDA ACOSTA – Evelina Serpa
LUIZ BACCELLI – Ernesto Fantini
LIMA DUARTE – Instrutor Ribas
ANA ROSA – Lucinda
LUIZ CARLOS DE MORAES – Instrutor Cláudio
RUI REZENDE – Desidério dos Santos
LUIZ CARLOS FELIX – Caio Serpa
ANA LÚCIA TORRE – Brígida
CLAUDIA MELLO – Alzira
ARLETE MONTENEGRO – Sra. Tamburini
ROSANA PENNA – Elisa
RONALDO OLIVA –  Túlio Mancini
SAMANTHA CARACANTE – Vera Celina
CESAR PEZZUOLLI – Amâncio
CARLA FIORONI – Enfermeira Isa 

Saiba mais: www.eavidacontinuaofilme.com.br

BESOURO vence mais um Festival, desta vez no Canadá

O filme Besouro, de João Daniel Tikhomiroff, conquistou o título de Melhor Filme Internacional no ReelWorld Film, realizado em Toronto, no Canadá.

A ação se desenrola no recôncavo baiano nos anos 1920 e conta a história de Manoel Henrique Pereira, o Besouro, capoeirista que lutou contra a opressão durante o período de escravidão no Brasil.

Besouro, longa que levou mais de 600 mil espectadores ao cinema, estreou em 2009, e recebeu alguns prêmios internacionais: melhor filme no Pan African Film Festival, em Los Angeles (EUA), em março, e, em 2010, levou o troféu Campus Giuventù Award, no Festival de Taormina, na Itália.

Também em 2010, foi apresentado na mostra Panorama Especial do Festival de Berlim.

Sobre o filme, vale lembrar as palavras do crítico Carlos Alberto Mattos:

“Besouro é aventura destinada a um público diversificado, que inclui o infanto-juvenil. A formação do mítico capoeirista baiano é contada como uma história de mestre e discípulo na linha Karatê Kid. O surgimento do herói se dá à base de culpa por um descuido na proteção ao mestre. Seus poderes sobrenaturais vêm do encontro com um Exu que reúne traços de guerreiros africanos, orientais e medievais. A rivalidade entre colonizadores brancos e lavradores e serviçais negros tem o sabor um tanto esquecido dos nordesterns. Já as lutas de Besouro ganham o caráter vertiginoso de O Tigre e o Dragão, tendo bananeiras no lugar dos bambuzais de Ang Lee.

Ungido por Exu, Besouro é capaz de incorporar-se em outras pessoas e transmitir sua força. Mas tem um ponto fraco, a sua kryptonita. Esse talvez seja o primeiro superherói afro-brasileiro explícito do cinema, o oposto da sátira subdesenvolvida encarnada pelo Superoutro de Edgar Navarro. Aqui a técnica aspira o top de linha da aventura contemporânea, com imagens de tirar o fôlego. É admirável como o filme integra a alta tecnologia com elementos da natureza tropical. Basta ver a importância dos rios, ventos, fogo, animais e paisagens brasileiros no protagonismo da trama.

João Daniel Tikhomiroff quer dialogar com o cinema de gênero internacional sem deixar de fazer um filme mestiço bem brasileiro. Besouro deve ser prestigiado não apenas por ser nosso, mas por ser um belo e luxuriante espetáculo popular”.    

Confira o trailler: http://www.youtube.com/watch?v=FXiob6SamEE

Atores brasileiros dignificam nosso Cinema

O Aurora de Cinema reproduz judicioso texto do jornalista Ricardo Calil porque desvenda lado relevante da produção audiovisual brasileira

Geração de atores garante futuro do cinema brasileiro

Algum tempo atrás, Selton Mello deu uma entrevista para o Canal Brasil dizendo algo como: “No futuro, as pessoas vão se dar conta de que o cinema brasileiro do começo dos anos 2000 foi marcado por uma geração de jovens atores”. Não lembro exatamente que nomes ele citou, mas certamente Wagner Moura, Lázaro Ramos, Matheus Nachtergaele, Caio Blat, Daniel de Oliveira e o próprio Selton deveriam estar entre eles.
 

A frase me voltou à cabeça ao assistir à impecável performance de Lázaro em “Amanhã Nunca Mais”, que chega aos cinemas nesta sexta-feira. Seria apenas a temporã e competente estreia em longa-metragem de Tadeu Jungle, que renovou a linguagem da TV brasileira nos anos 80, mas a interpretação de Lázaro leva o filme a outro patamar. Ele torna crível não apenas seu personagem – um anestesista incapaz de dizer não, vivendo um dia de pesadelo urbano em São Paulo –, mas tudo que ele toca.

Se olharmos para trás, veremos que vários outros filmes brasileiros recentes foram ou salvos da mediocridade ou tiveram um salto de qualidade graças ao trabalho desses atores. O que seria dos dois “Tropas de Elite”, de “VIPs”, de “O Homem do Futuro” sem Wagner Moura? De “Bróder” sem Caio Blat? De “Jean Charles” sem Selton? E assim por diante. Suas atuações são, sem exceção, superiores ao próprio filme. De certa forma, eles são co-autores dessas obras.

No cinema argentino, há um rosto oficial: Ricardo Darín. No brasileiro, há cinco ou seis. Eles deram a cara do cinema brasileiro pós-retomada, mais do qualquer diretor, talvez até mais do que qualquer temática (globochanchada, filme de favela) ou qualquer estética (televisiva, publicitária).

E ainda há uma série de atores e atrizes que pode se juntar a esse grupo quando tiver mais papeis de protagonista – de Irandhir Santos a Cauã Raymond, de Leandra Leal a Hermilla Guedes –, todos muito jovens. Além dos muitos diretores estreantes que chegaram à tela nestes últimos dois anos, essa geração de atores é uma promessa muito concreta de futuro para o cinema brasileiro.

Começa Hoje II Festival de Cinema de Jericoacoara



A segunda edição do Festival de Jericoacoara – Cinema Digital será aberta esta noite, às 20h, no Circo Jeri, com a exibição do filme Espelho Nativo, de Philipi Bandeira. 
 
Durante a semana do festival – até dia 21 -, o público terá acesso gratuito a 50 produções de até 15 minutos de duração, realizadas em tecnologia digital. O Ceará é o estado que  possui o  maior número de filmes selecionados: 12 no total. 
 
Ao longo do festival, os filmes selecionados serão apreciados por um júri composto por cinco pessoas ligadas à área do audiovisual.  As produções concorrem ao troféu Pedra Furada. As premiações, também em dinheiro, no valor de R$ 5 mil cada, serão destinadas às obras escolhidas pelo júri como as melhores em cada categoria: ficção, documentário, animação e experimental.  
 
 
Também receberá prêmio de R$ 5 mil a melhor produção dos estados Ceará, Piauí e Maranhão, em homenagem à chamada “Rota das Emoções”, que se inicia em Jericoacoara, passa pelo Delta do Parnaíba (PI) e se estende até os Lençóis Maranhenses.
 
O festival também destinará troféus aos vencedores dos quesitos: melhor filme, direção, roteiro, fotografia, trilha original e direção de arte. Além dos troféus para melhor ator e melhor atriz.
 
 
“Queremos mostrar a diversidade do novo cinema brasileiro, e as novas pessoas que estão fazendo esse cinema acontecer, nas suas cidades e comunidades, a cada dia”, afirma Francis Valle, idealizador do festival. “A relação do festival com a comunidade é outro aspecto muito importante. Para contribuir com Jericoacoara, o festival acontece na baixa estação, ajudando a garantir maior movimentação na cidade nesse período”.
 
O festival contará com uma Mostra Especial de Cinema Ambiental e com oficinas de cinema digital. Também prestará homenagem ao cineasta Nelson Pereira dos Santos, cuja presença está confirmada.
 
 
Nos dias 16 e 17 de junho, será exibido o filme Raízes do Brasil Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda, de Nelson. “Trata-se de um filme ainda inédito para muita gente. A exibição marca a comemoração dos 75 anos do livro ‘Raízes do Brasil’ e dá suporte às discussões do Seminário do Festival, que acontece dias 17 e 18, contando com participantes como os professores e pesquisadores Sílvio Tendler, Sylvia Porto Alegre, Babi Fonteles e José Osmar Fonteles”, afirma Francis.   
          
Também será exibido o curta “Meu Cumpadi Zé Kéti”, de Nelson Pereira dos Santos, como homenagem especial aos 90 anos de nascimento do sambista.
 
Simpatia de MIÚCHA também estará em Jeri…
 
Estarão presentes também à paradisíaca Jericoacoara, a cantora e roteirista Miúcha, o músico Paulo Jobim (filho do maestro Tom Jobim), e Georgiana de Moraes, filha do poeta e compositor Vinicius de Moraes.
 
 
Georgiana, a filha de Vininha, que tantas vezes subiu ao palco com o pai, também será presença reverenciada em Jeri…
 
Para saber mais: www.jeridigital.com.br 

A Felicidade de Jabor pelo olhar de Brida

O retorno de Arnaldo Jabor ao cinema, 25 anos depois

O pequeno Paulo (Caio Manhente) sonha grande, como toda criança. Vive no Rio de Janeiro, é filho de um militar e, de repente, estoura a Segunda Guerra Mundial. Dos oito aos 18 anos, irá aproximar-se de novos amigos e conhecer o amor e o sexo, sempre influenciado pelos ensinamentos do avô, Noel (Marco Nanini).

Havia grande expectativa no retorno de Arnaldo Jabor ao cinema, pela originalidade de seus filmes, os quais rodou durante o fim do Cinema Novo, e o destaque na fase da pornochanchada. Estava longe das câmeras desde 1986, quando fez o bom drama “Eu sei que vou te amar”.

O filme não é de todo ruim, mas poderia ter sido rodado por qualquer um. A história, agradável, com momentos ternos e outros engraçadinhos, é um olhar sobre a infância e a adolescência de um garoto carioca, durante os anos 1940 e 50, em tempos de guerra. Parece recorte de um período, que tenta refletir uma geração do pós-guerra, universalizando o tema, mas tudo de forma menor, sem vigor ou grandes emoções.

Jayme Matarazzo, Maria Luísa Mendonça e Roney Vilella em A Suprema Felcidade

O que me incomoda é a teatralidade dos atores em cena, misturado com a falta de timing. Culpa que se atribui ao diretor. Soa fake para cinema, castigado por um elenco mal aproveitado, e que não está em seus melhores dias. Marco Nanini é o único que segura as pontas, nos poucos momentos que aparece. Dan Stulbach está exagerado como o pai militar, Elke Maravilha envelhecida, sem destaque algum, e ainda rápidas aparições de Ary Fontoura, Jorge Loredo (o Zé Bonitinho), João Miguel (num papel cômico, como um pipoqueiro piadista), além de Maria Flor.

Jabor já foi melhor com “Toda nudez será castigada”, “Eu te amo”, “Tudo bem” e “Opinião pública”. Esse, junto com “Pindorama”, são seus filmes menores e descartáveis. Em suma, um drama ingênuo, desconcertado, teatral demais.

Tammy Di Calafiori estreando em cinema no filme de Jabor…

A Suprema Felicidade (Brasil2010125’) Direção: Arnaldo Jabor Com:Marco Nanini, Dan Stulbach, João Miguel, Maria Flor, Elke Maravilha, Ary Fontoura, Caio Manhente, Emiliano Queiroz, Roney Vilella e Maria Luísa Mendonça, entre outros.

DVD: Menu interativoSeleção de cenas Seleção de idiomas Seleção de legendas Tela: Widescreen Anamórfico (1.85:1) Áudio: Dolby Digital(2.0 / 5.1) Idioma: português Legenda: português, inglês e espanhol Extras: making of; trailer

Distribuição: Paramount Home Entertainment

Escolas Melhoram Aulas com recursos audiovisuais

Filmes, músicas e performances teatrais objetivam tornar matérias mais interessantes

* Aqui, abordamos situação hoje observada em escolas públicas do Rio de Janeiro… é  tão interessante que nós gostaríamos que a moda pegasse…

Avesso à leitura dos livros propostos em sala de aula, o estudante Matheus de Oliveira, de 16 anos, aluno do segundo ano do Ensino Médio, na capital carioca,praticamente devorou A morte e a morte de Quincas Berro D’água, do escritor baiano Jorge Amado. Essa mudança no entanto, só ocorreu quando, na aula de Literatura, a professora resolveu levar os alunos ao cinema para a assistir ao longa Quincas Berro D’água, adaptação cinematográfica da obra estudada em sala de aula.

Foto: Divulgação
Filmes e músicas tornam matérias mais interessantes para os alunos 

“Foi completamente diferente de ler o livro. O filme é engraçado e a gente nem sente o tempo passar. Depois de ver o filme, foi muito mais legal ler o livro”, sentencia Matheus.

A utilização de recursos audiovisuais e até mesmo tetrais para incrementar as aulas dos Ensinos Fundamental e Médio, além de cursos pré-vestibulares, é uma ferramenta a mais no processo de aprendizagem. E que costuma dar bons resultados. Aluna do quarto ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Abeilard Feijó, na Ilha do Governador, Julia Rangel, de 10 anos, achou muito mais interessantes as aulas de Ciências, que abordavam o tema Meio Ambiente, depois que assistiu, junto aos colegas, ao filme 2012.

“Aprendi que precisamos cuidar bem do planeta, não desperdiçar água, senão o que aconteceu no filme pode acontecer de verdade”, disse.

Psicopedagoga e coordenadora Pedagógica do Centro Educacional Lagoa (CEL), Isabella Figueiredo da Cunha afirma que é preciso utilizar recursos diferentes para tornar a aula mais eficiente e, ao mesmo tempo, divertida.

“Os alunos vivem num mundo em que a imagem tem um poder de atração muito grande. Unir consistência de conteúdo e estratégias que instigam a curiosidade e a atenção dos alunos, para que a aula não se torne meramente um show, além de pouco significativa  quanto à aprendizagem, é um desafio. As aulas que utilizam recursos da mídia trazem uma realidade viva para dentro do espaço da sala de aula, favorecendo a compreensão e a consolidação da aprendizagem”, explica.

Para motivar ainda mais os alunos em ano de vestibular, o próprio CEL criou o projeto Encontros, onde dois professores de História e Geografia aparecem utilizando figurinos de personagens da época a ser abordada durante as aulas especiais, que podem ser ainda acompanhadas por canções ao violão, com composições relacionadas ao tema. Tudo isso para fazer com que um universo, que pode parecer distante para o aluno, se aproxime mais de seu dia-a-dia.

Na Escola Estadual Mario de Andrade, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, os alunos, além de utilizarem estas ferramentas em sala de aula, também podem aproveitar em casa. É que a biblioteca da escola possui um sistema de empréstimo de DVDs para os alunos, que além de terem acesso às grandes obras da literatura, também podem assistir a clássicos do cinema, como Fale com Ela, do cineasta espanhol Pedro Almodóvar e Gladiador, do americano Ridley Scott.

No Sistema Elite de Ensino, colégio que possui unidades em vários bairros da Zona Norte do Rio, além da Baixada Fluminense, a mistura de cinema e aula deu tão certo que se transformou num projeto paralelo, onde os alunos realizam seus próprios curtas-metragens, com duração de 1 minuto, baseados nas matérias do currículo escolar. Coordenador do projeto, o professor Carlos Morais conta que, anualmente, chegam a ser produzidos mais de 100 curtas, que levam cerca de um mês para ficarem prontos.

“Os temas são propostos para se trabalhar em sala e possuem vinculação direta com as matérias de Filosofia, Geografia, Sociologia, onde são os próprios professores que os elaboram. Além disso, o trabalho também vale nota para as disciplinas”, explica.

Segundo Morais, o cinema tem o poder de criar um olhar crítico, além de ser formador de opiniões. Com isso, o aluno é colocado como cinesta e, como tal, deve ter a ideia da responsabilidade da sua posição perante o espectador. O professor também explica que, para  se produzir um filme de um minuto com fundamento, emitindo efetivamente uma mensagem, o estudante deve ter conhecimento do assunto abordado e, para isso, é necessário que se aprofunde no tema, adquirindo maior conhecimento sobre a matéria.

Para a pedagoga Marcia Soares, essa dinâmica filme + livro ou filme + aula rendem um novo universo ao aluno, estimulando outros tipos de percepções. De acordo com a pedagoga, o fato de um aluno não precisar imaginar o cenário onde se passa a ação ou o rosto dos personagens, em um filme, não tira dele a capacidade de se encantar por um livro. Pelo contrário.

“Assistir a uma obra adaptada da literatura para as telas pode fazer com que o aluno queira seguir o caminho inverso, ou seja, ler o livro antes dele parar no cinema, até para comparar se o que ele leu é parecido com aquilo que ele vai ver. E descobrir estas semelhanças e até mesmo diferenças pode ser um ótimo exercício”, analisa.

Além de tornar as aulas mais divertidas e lúdicas, este tipo de metodologia pode até mesmo gerar novos profissionais para a área do audiovisual, como explica Morais: “Temos ex-alunos que hoje estão caminhando para se tornar grandes profissionais, e alguns estagiando conosco”, finaliza.

* Texto de ANGÉLICA PAULO