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SERCINE: Ainda dá tempo inscrever !

As inscrições ao terceiro SERCINE – Festival Sergipe de Audiovisual prosseguem até dia 26.

Este ano, o festival sergipano reforça a busca peça democratização do acesso do público a obras audiovisuais de grande destaque, possibilitando a disseminação de trabalhos de novos realizadores, e visando a disseminar a produção audiovisual da região nordeste, além de promover o acesso de portadores de necessidades especiais ao cinema através de mostras de acessibilidade.

Se você é Realizador de Cinema e deseja participar, esta é a sua chance ! Os realizadores podem concorrer na Mostra Competitiva Cão de Telha, voltada ao Cinema Nordestino, e na Mostra Competitiva Nacional Universitária, voltada para realizadores universitários de todo o país.

Mais informações: www.sercine.com.br

O SERCINE é uma realização da Cacimba de Cinema e Vídeo, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Letícia Spiller mobiliza todas as atenções do Curta-SE

Atriz participa do festival de cinema em Aracaju e tem atuação elogiada em filme do cineasta André da Costa Pinto, de Campina Grande

Que ela é linda, doce, afetuosa, e boa atriz, sabemos todos ainda que por vê-la apenas pela TV, Teatro e Cinema. Mas Letícia Spiller, ao vivo e a cores, é muito mais do que nos passa a telinha.

A atriz carioca, loura e de lindos olhos verdes, versátil e muito dedicada ao ofício, surpreendeu a todos nesta sua breve passagem por Aracaju, onde não vinha há 10 anos – a última vez veio com uma peça de teatro.

Com o filho Pedro, Letícia Spiller ao lado dos produtores Deyse Rocha e Adriano Lírio…

E o que Letícia foi assediada ontem na capital sergipana, sobretudo no Shopping Jardins – que abriga o Multiplex CINEMARK, onde acontecem as exibições da 12a edição do Curta-SE -, não estava no script, por mais que se saiba o quanto a atriz é querida e admirada em todo o país.

Tive a grata satisfação de acompanhar, de longe, observando detalhes, o quanto a presença de Letícia Spiller mexeu com os participantes do Festival que acontece em Aracaju, e o quanto o seu carisma, beleza e tocante simpatia contagiaram as pessoas que circulavam pelo shopping, e também os muitos funcionários do lugar, que paravam a todo instante para reverenciar a atriz, pedir fotos, autógrafos, ou simplesmente cumprimentá-la.

Sempre com um sorriso no olhar e muito afetuosa com todos, Letícia não se fez de rogada e recebeu a todos com um belo sorriso em seu rosto angelical e uma simpatia de causar ‘inveja’.

Difícil apontar atriz com a projeção de Letícia Spiller e encontrá-la tão solícita, dedicada à divulgação de um novo trabalho, e recebendo com benfazeja delicadeza aos gestos de carinho do público.

Tive a alegria de ouvir várias pessoas elogiarem com gosto este filme ‘Tudo que Deus criou’, do ousado cineasta André da Costa Pinto, e, sobretudo, de ressaltarem o quanto ficaram fortemente impressionadas com a atuação de Letícia.

De fato, Letícia Spiller vive uma cega, engraçada e sofrida, no longa de estreia de André da Costa Pinto. O personagem é totalmente desprovido de glamour e reverte-se num desafio para qualquer atriz. Se essa atriz é bonita por natureza, e assim fomos acostumados a vê-la em tantos trabalhos, o desafio torna-se ainda maior. E fico feliz em verouvir diversos elogios à Letícia, vindos dos mais diferentes perfis de público, sobretudo por saber o quão grande, intenso e profundo é o preconceito com os bonitos, as louras, os que atuam na TV Globo – como se a versatilidade, a competência, e o talento de alguém pudesse ser medido pelo tipo de vínculo empregatício que tem.

Benza Deus ! LETÍCIA SPILLER está tão bem no filme ‘Tudo que Deus criou’ que talvez seja ela a atriz que mais chama a atenção porque a sua personagem escapa a qualquer paradigma anterior em sua carreira, e porque sua interpretação extrapola os padrões do esperado.

Letícia Spiller: surpreendente atuação em Tudo que Deus criou

Simplesmente, LETÍCIA SPILLER dá um Showwwwww em ‘Tudo que Deus criou’ e, com este belo, visceral, humano, e corajoso filme de André da Costa Pinto, simplesmente insere seu nome no panteão das grandes Intérpretes de nossa Cinematografia.

E eu fui testemunha de depoimento da atriz afirmando, aqui em Aracaju, que seu trabalho no filme de André da Costa Pinto é ‘meu melhor trabalho no cinema’.

PARABÉNS, portanto, à bela e doce Letícia Spiller, à UEPB por investir no talento dos Artistas de Campina Grande e por patrocinar integralmente o longa de André da Costa Pinto, e o Aplauso AURORA DE CINEMA para este filme que ainda vai causar muita polêmica e buchicho por onde passar. E que passe muito, em todas as telas do país, porque o Brasil precisa conhecer o Cinema aguerrido que vem chegando com toda força e luz de Campina Grande.

Um beijo carinhoso em Letícia Spiller e nossos votos de vitoriosa carreira para o filme de André da Costa Pinto. Porque Tudo que Deus criou foi pensando nas coisas belas, boas e lindas que os Artistas podem, e devem, criar e espalhar pelos quatro cantos do planeta. Saravá !!!

* Sobre o filme Tudo que Deus criou, você pode ler a crítica AURORA DE CINEMA em https://auroradecinema.wordpress.com/criticas-teatro-cinema-e-musica/tudo-que-deus-criou-um-filme-tao-sincero-como-andre-da-costa-pinto/

Sergipe é uma curtição de Cinema…

  A 12a edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE) continua recebendo inscrições. Até 13 de abril, os realizadores podem inscrever suas produções através do site www.curtase.org.br

Podem ser inscritos curtas de até 15 minutos, compreendidos nas categorias vídeo iberoamericano, vídeo de bolso (celular), vídeo sergipano, 35mm (que também serão exibidos em formato digital). Além disso, há a mostra competitiva de longas a partir de 70 minutos.

Uma das novidades do festival comandado por Rosângela Rocha este ano é a inclusão de mais uma categoria: Videoclipe. A partir da solicitação de diversos músicos e bandas, a direção do Curta-SE decidiu incluir esta categoria. Além das mostras competitivas, o Curta-SE traz também as mostras informativas, exibidas em espaços alternativos e em cidades do interior sergipano.

Rosângela Rocha: preparando uma extensa programação pro Curta-SE 12…

O festival Curta-SE, um dos mais concorridos do país, promove também seminários, oficinas e workshops gratuitos, abertos ao público. A 12ª edição do Curta-SE acontecerá de 17 a 22 de setembro.

SERCine recebe inscrições. Festival será em Maio

Com sua primeira edição realizada em 2011, o objetivo do SERCine é estimular a produção audiovisual em Sergipe e possibilitar o acesso do público às produções  de diversos gêneros do país. Além disso, pretende contribuir para a produção e divulgação do conteúdo audiovisual sergipano e universitário.

Quem informa é Baruch Blumberg, idealizador do Festival: este ano, o SERCine conta com uma programação de mostras, oficinas e mesas de debate. O festival acontecerá de 7 a 12 de maio e os realizadores podem concorrer em duas categorias: Nordeste e Universitário, sendo esta última aberta a todo o país. Durante as mostras serão exibidos longas e curtas  selecionados.

As inscrições estão abertas até dia 29, podendo participar do processo seletivo curtas-metragens de 2010, 2011 e 2012, realizados em qualquer suporte. Todas as exibições serão realizadas em formato digital.

Para mais informações: http://www.facebook.com/l/7AQF9xzUgAQHNx9mQuCvPz1-it4T-IP12IAHjAvcdbRSxmw/www.sercine.com.br

O SERCine é uma realização da Cacimba e uma produção da Rolimã Filmes e Sete Nove Audiovisual.

Um dos melhores do país, CURTA-SE abre inscrições…

As inscrições ao 12º Festival Iberoamericano de Cinema de SergipeCurta-SE começaram dia 30 de janeiro e seguem até 13 de abril.

Segundo a Coordenadora, Rosângela Rocha, a novidade para esta edição é a inserção de uma nova categoria para a mostra.

A partir deste ano, os videoclipes se juntam aos curtas-metragens de até 15 minutos, distribuídos nas categorias 35mm, vídeo (DVD, internet, CDrom) e vídeo de bolso (celular), vídeos sergipanos.  Os realizadores também podem inscrever filmes de longa-metragem, a partir de 70 minutos. As inscrições seguem até 13 de abril.

Como tradição, o festival exibe 5 curtas na mostra curta-se cineclubista.

Serão selecionados 20 vídeos iberoamericanos, dez vídeos sergipanos, dez vídeos de bolso, cinco longas, dez em 35mm e dez videoclipes. Os vídeos de cada categoria passarão pela análise de três jurados.

Além das mostras competitivas, o Curta-SE traz também as mostras informativas, exibidas em espaços alternativos e em cidades do interior sergipano. O festival promove também seminários, oficinas e workshops gratuitos abertos ao público.   

A 12ª edição do Curta-SE acontecerá de 17 a 22 de setembro.

A lista de selecionados deve ser divulgada na segunda semana de julho. Mais informações: www.casacurtase.org.br.

Por causa de Sergipe, bate em meu peito…

Desde adolescente, nutria uma espécie de namoro à distância com Sergipe. Um amigo, egresso das minhas andanças teatrais, me dissera sobre o quanto a graça de Aracaju o tinha encantado. E desde ntão fiquei com aquela vontade guardada de conhecer a capital sergipana.

Acabei demorando anos pra chegar em mais este ponto do Nordeste. Mesmo parecendo incrível, ir a Segipe, partindo do Ceará, é, no mais das vezes, mais caro que ir ao Rio Grande do Sul. E quase sempre tive de optar por um custo menor.

Comecei a escorregar do teatro para o cinema por conta da profissão de repórter: até tornar-me editora de Arte & Cultura, cobri para a imprensa escrita muitos eventos ligados ao teatro, à música, às artes plásticas. Depois, as ações na área do cinema passaram a ser maiores e mais constantes.

E foi indo ao Festival de Cinema do Maranhão, a convite de meu querido amigo Euclides Moreira Neto (!!!), que cheguei, por acaso, mais perto de Sergipe. Porque foi lá no Guarnicê – o encantador festival multicolorido da encantadora São Luís, comandado por Euclides décadas alvissareiras – onde conheci Rosângela Rocha, cineclubista e guerreira na vontade de incluir Sergipe no mapa do audiovisual brasileiro.

Eu, Rosângela e Celso Sabadin fomos jurados de videoclip numa das edições do lendário Festival Guarnicê de Cinema, a convite de Euclides. Tornei-me, a partir dali, assídua frequentadora do Guarnicê e amiga de Sabadin, a quem encontro com razoável frequência em festivais de cinema. Com Rosângela, os encontros foram mais esparsos, mas mesmo assim sempre benfazejos: encontrei-a algumas vezes em festivais em Goiânia, João Pessoa e outros tantos. Havia sempre um amável convite para conhecer Aracaju, mas alguma coisa sempre adiou este encontro.

Quando comecei a mergulhar com mais afinco na Cultura Popular, descobri o quanto Sergipe é rico na sua formação e o quanto tem de singular e múltiplo em suas matrizes culturais. Quando vi pela tevê a dança do Parafuso, típica do município de Lagarto, fiquei tomada de vontade de ver aquilo de perto. E, sobretudo, fiquei doida pra entrar na dança com os brincantes sergipanos. 

Mesmo descobrindo ser o Parafuso uma manifestação onde só dançam homens – todos vestidos de branco e com o rosto pintado de branco -, o que tenho vontade até hoje é de cair na dança rodando, rodando, como fazem os sábios brincantes do bailado tão original. Porque dançar é uma delícia e dançar rodando, então, nem há como definir.

   

“Quem quiser ver o bonito/Saia fora e venha ver/Venha ver os parafusos/A torcer e a distorcer”…

Pra quem não sabe, o Parafuso é uma dança criada pelos escravos, que fugiam das senzalas à noite para ter um pouco de alívio, e dançar. E para não serem reconhecidos por seus senhores, usavam branco e saíam rodando pelas fazendas para dar a impressão, a quem os visse de longe, que eram lençóis balançando ao vento. Daí o branco, dos rostos e das vestes.

Grupo de “parafusos” em foto de Álvaro Villela…

Sacada de mestre !

Essa história me fascina desde que a descobri. E como sou meio João Moreira Salles – “gosto de filmes ao contrário” – eu alimento a vontade de entrar nessa dança, toda de branco, rodando, rodando, parafusando…pra fugir sei lá de quem…

Ponte João Alves, ligando Aracaju à ilha de Santa Luzia…  

Mas essa digressão é apenas pra exemplificar o quanto Sergipe me despertava interesses vários, há tempos. Desde a vontade de conhecer a bonita e simpática Aracaju até a vontade de ir mais fundo nas profundezas culturais de um país enorme, desconhecido da maioria de seus habitantes, e cheio de histórias mirabolantes a revolver em seu redemoinho de crenças, simbolismos, etnias, manifestações artísticas e culturais, sons/cores/formas e gestos de seu imaginário.

A Ponte do Imperador, visitada em 1860 por D. Pedro II – O nome “Sergipe” tem origem na língua tupi e significa “no rio dos siris”…

Este ano, finalmente, deu certo ir a Sergipe. Passei uma adorável semana em Aracaju, a convite da aguerrida Rosângela Rocha.

A semana na capital sergipana foi motivada pela realização do CURTA-SE, um diversificado, importante, alegre e competente festival de Cinema, este ano em sua décima-primeira edição e com uma cartela de vídeos e filmes ibero-americanos.

Aguardem um próximo post onde falarei mais sobre o CURTA-SE.

CINEMA faz bonito em Sergipe e Aurora de Cinema confere

O dia no festival de cinema de Sergipe teve hoje seu ápice com o colossal passeio turístico a MANGUE SECO – lugar de tanta beleza que já foi pra televisã oe pro cinema, várias vezes.

Tony viegas, Aurora M. Leão, Rosângela Rocha (!) e Amilton Pinheiro

Beth Formaggini, uma presença sempre iluminada: encontro de ouro em Aracaju…

Cavi Borges, Aurora, Flávio Bauraqui e Amilton Pinheiro rumo à ilha da Sogra e ao Mangue Seco… pense num dia bommmmmmmm !

A poética simplicidade das moradias da comunidade de Mangue Seco…