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Fábio Assunção volta ao teatro em texto de Woody Allen

Fábio Assunção prepara-se para voltar ao teatro: próximo dia 8, no Teatro Frei Caneca, em Sampa. ele sobe ao palco no espetáculo Adultérios.

 Adultérios (cujo título original é Central Park West), tem texto de Woody Allen. Afastado dos palcos há 11 anos ( a última atuação foi em  Quem tem medo de Virgínia Woolf ?, em 2000, dirigido por João Falcão), Fábio está feliz e tranquilo:
 
“Ter ficado 11 anos sem fazer teatro não é uma grande questão como colocam. Durante esse tempo, trabalhei muito, fiz televisão e cinema. Alguns textos chegaram até a mim, mas decidi focar em outras coisas. Considero fazer teatro um grande acontecimento, pois não é algo que faço toda hora, mas, quando faço, é com muito prazer. Eu me envolvo e mergulho na alma do personagem”, diz o ator, que, após apresentar duas cenas da peça ao lado de seus colegas de elenco – o veterano Norival Rizzo e a atriz, bailarina e coreógrafa Carol Mariottini -, abandonou o figurino e voltou à sala vestido com calça e sapatos pretos e a camiseta do Corinthians.

Bem humorado e simpático, Fábio brincou com os jornalistas: “escolhi minha melhor roupa para hoje”, sob gritos de apoio e vaias. Norival e o diretor, Alexandre Reinecke (Toc Toc e Trair e Coçar é Só Começar), também entraram na brincadeira e escolheram as camisetas da Portuguesa e Ponte Preta, respectivamente, para a entrevista.

A trama Adultérios se passa em Nova York, à beira do Rio Hudson, e narra o inusitado encontro entre o roteirista de cinema Jim Swain, de recente sucesso, e o mendigo Fred. Jim está à espera de sua amante, Bárbara, para terminar o relacionamento. Fred, esquizofrênico e extremamente inteligente, acusa Jim de roubar uma de suas histórias para escrever o roteiro de um novo filme. Em meio a uma divertida e tensa discussão, os dois se vêem cada vez mais próximos, até que Fred acaba se tornando um conselheiro sobre a relação de Jim e Bárbara.

Uma das grandes sacadas da peça está na alternância entre Fábio e Norival na interpretação dos dois papéis masculinos. Segundo Heinecke, a ideia surgiu logo que o texto chegou às suas mãos. “Considero essa decisão como um desafio para nós três. Isso sem contar que a contribuição dada por cada ator enriqueceu ainda mais os personagens”, afirmou. “São personagens complementares e, portanto, interpretá-los foi benéfico para nós, pois, ao fazer um, passávamos a entender mais o outro. Além disso, quando trocamos os papéis, a peça muda completamente. É como se fossem dois espetáculos, com ritmo e astral muito diferentes”, acrescentou Fábio.

Dirigir uma peça de Woddy Allen e, especificamente, Adultérios, era uma vontade antiga do diretor, que sempre pensou em Fábio como parceiro na nova empreitada.

  

“Fábio foi a primeira pessoa para quem mostrei o texto, mas, na época, infelizmente tivemos problemas com direitos autorais e o projeto ficou parado. Por sorte, no meio de 2010, após um ano e meio de negociações, consegui os direitos e convidei Fábio novamente”, diz  Heinecke. Para o diretor, a peça guarda semelhanças com o novo longa de Allen, Meia Noite em Paris. “Ambos os protagonistas são escritores que se sentem menos brilhantes do que gostariam de ser. A diferença é que, no filme, isso é explícito e, na peça, é implícito.”

Além de retornar aos palcos, Fábio Assunção comemora a boa fase pessoal e profissional. Prestes a inaugurar sua própria produtora e a voltar à televisão num episódio da série As Brasileiras, com direção-geral de Daniel Filho, o ator ainda arranja tempo para interpretar outro papel, o de pai coruja:

Dá até vontade de voltar a ser corinthiana, só por causa dele… Benza DEUS ! 

“Eu faço tudo o que for preciso, até troco fralda e dou mamadeira”, conta Fábio, que tem dois filhos: o primogênito João, de 7 anos, fruto da relação com a empresária e produtora Priscila Borgonovi, e a recém-nascida Ella Felipa, de um mês, do casamento com a publicitária Karina Tavares.