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Lucas Sá, da Universidade de Pelotas, tem mais um curta pronto

O jovem maranhense Lucas Sá parece ter uma vocação nata para o audiovisual.

Tive a alegria de conhecê-lo em festival no Ceará, em 2010, quando contava ainda 17 anos e afirmava, com determinação, que queria estudar Cinema. Àquela época, ele já chegava com 2 curtas prontos, os hoje premiados You Bitch Die!!! (3 minutos) e ABATE – este um trabalho marcante, que deixou a mim – e a quem por lá estava, como os queridos cineastas Zeca Ferreira, Leo Tabosa e Filipe Wenceslau – encantados.

Lucas Sá, o Harry Potter do curta-metragem brasileiro…

Desde lá, percebemos que Lucas (carinhosamente ‘batizado’ por mim de Harry Potter – pela sagacidade evidenciada nas conversas e nas realizações audiovisuais) teria uma estrada prodigiosa na carreira que pretendia abraçar.

E assim tem sido. Lucas Sá virou um de meus queridos ‘afilhados’ e tenho muito orgulho e alegria quando sei de seus passos, a partir do curso de Cinema que faz com dedicação e afinco na Universidade de Pelotas.

Nessa onda, Lucas conta do mais recente trabalho, o curta O Membro Decaído. 

O projeto de realização desse curta surgiu nas aulas de roteiro, ministradas pela professora Cintia Langie, no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).  

Com a palavra, Lucas Sá: “Essa história já permeia em mim há algum tempo, quando meu tio de Salvador me contou, há um ano,  sobre um caso de extrema violência urbana. Eu anotei essa história bizarra e a partir daí comecei a criar a minha versão do ocorrido, colocando fatos que me interessavam, tanto esteticamente quanto narrativamente, além de ser uma invenção do que poderia ter ocorrido pela mente de outro autor. Não sei se esse fato ocorreu realmente ou se foi só mais uma das mentiras que espalham por aí, mas esta ‘mentira’ me interessou muito”.   

Prossegue LUCASO roteiro é denso e se estende mais na imagem do que nas palavras, buscando ser explicado por auxílio apenas da imagem, independente do texto ou dos diálogos, sendo guiado, sobretudo, pelas ações. O protagonista é sempre o centro dessas ações mas, ao mesmo tempo, ele é o mais distante do meio que o cerca e que o encaminha para ocasiões indesejáveis.   
 
O clima das cenas busca uma aura de tensão e naturalidade, tanto dos atores quanto do comportamento da câmera. Esta se mantém como uma observadora das ações: ela não interfere no espaço cênico, só nos encaminha à medida que o personagem central, o homem, se move. Os quadros, na maioria das vezes, são fixos e nos remetem a uma fotografia de enclausuramento do homem em relação ao espaço urbano, utilizando uma coloração fria, contrastada com o laranja e o vermelho, que intensificam a violência gráfica e o clima de fim de tarde.   
 

A equipe do curta é dividida entre amigos e familiares, que já trabalharam comigo em outras produções, como os atores e primos Gabriel Coelho (You Bitch Die!!!), Verbena Sá (Verbena e Limão / You Bitch Die!!!) e Laura Sá, a musa Natasha Sharon de You Bitch Die!!! Já a equipe técnica é formada por Rayssa Baldez, que atuou e produziu o curta-metragem ABATE, Airton Rener (editor do Lucas’Ville) , Gabriel Magalhães, Lucas Kurz (dirigiu e escreveu comigo o Verbena e Limão) e Lucas Mendonça Fernandes, este último  responsável pela montagem e efeitos visuais, grande Mendonça !  

Enquanto aguardamos a chance de ser dirigida por Lucas, vamos desejando toda sorte à carreira do novo curta, e muito êxito ao querido Lucas HARRY na UFPel, na carreira e em novos projetos.

SARAVÁ !!!