Arquivo da tag: VideoFilmes

VideoFilmes Lança Moscou em DVD

Eduardo Coutinho registra exercícios do Grupo Galpão

                                                  

Em Moscou, Eduardo Coutinho acompanha o mineiro Grupo Galpão, dirigido por Enrique Diaz, durante ensaios da peça As Três Irmãs, texto do dramaturgo russo Anton Tchekhov, por três semanas. Ao propor a idéia ao Galpãoos atores só saberiam qual o texto no primeiro dia de filmagemCoutinho deixou claro que o interesse maior era a experiência do processo e não o resultado final,  importando mais a construção, o caminho – embora nunca explicitado -, do que a chegada.  


As Três Irmãs conta a história de Olga, Macha e Irina que, sem perspectivas com a vida levada na província, sonham em voltar para Moscou. O filme é composto de fragmentos dos workshops, improvisações e ensaios de uma peça que nem estrearia.

Moscou (Brasil/Rússia – 2008/2010 – 78’) Direção: Eduardo Coutinho DVD: Menu interativo Seleção de cenas Seleção de legendas Áudio: Dolby Digital (2.0) Idioma: português Legendas: inglês, espanhol e francês

Extras: Viewpoints – Workshops – Morte de Vanda – Reuniões

Distribuição: Videofilmes

Fla-Flu Musical Chega às Telas

Roda Viva. Chico Buarque e o MPB4 ficaram em 3º lugar do festival que, sob a ditadura, virou cenário de uma disputa ideológica Em abril, os diretores Renato Terra e Ricardo Calil já haviam falado com o Estado, superexcitados com a escolha de seu documentário Uma Noite em 67 para abrir a etapa paulista do É Tudo Verdade. O maior festival de documentários do País foi uma vitrine e tanto para o filme que surgiu como desdobramento da monografia de conclusão do curso de Comunicação de Terra, em 2003. Ele se debruçou sobre a era dos grandes festivais de música, nos anos 1960/70. Decidido a fazer um longa documentário, chamou seu amigo jornalista, Calil. Trabalharam cinco anos no projeto, ganharam apoio da Videofilmes e da TV Record, que abriu seu arquivo.

Quatro meses e meio mais tarde Uma Noite em 67 está chegando aos cinemas, depois de passar pelos festivais de Ouro Preto e Paulínia. É o tipo do filme que levanta o público e Terra e Calil já se acostumaram a ver espectadores exaltados – e eufóricos com o que para muitos ainda é uma novidade. Uma Noite em 67 dirige seu foco para a noite de encerramento do Festival da Record de 1967, talvez o mais emblemático dos festivais de música ocorridos no País. Algo decisivo ocorreu naquela noite. O Brasil vivia sob uma ditadura e o palco virou cenário de uma disputa ideológica. A guerra da canção de protesto com a guitarra elétrica, símbolo da dominação imperialista, que Gilberto Gil usou em Domingo no Parque.

Colocar guitarra elétrica na MPB era considerado de direita. Os artistas de raiz, contrários à guitarra, eram de esquerda. Houve um clima de radicalismo – um Fla-Flu musical, como define Calil. “Não quisemos fazer um filme didático, mas trabalhar o emocional, entregando ao público um documentário que as pessoas precisam completar.” E elas completam – e como! Quatro músicas dominavam a competição – Ponteio, Domingo no Parque, Roda Viva e Alegria, Alegria. “Até hoje elas polarizam as opiniões. Tem gente que reclama por que Alegria, Alegria não ganhou, ou Roda Viva,” O público que viveu a época agradece aos diretores por trazê-la de volta. Os jovens, porque o filme os projeta num mundo que não conheceram. “Tem gente que vem falar com a gente chorando, no final”, diz Calil.

Embora o desfecho seja conhecido, o formato é de thriller, com direito a suspense. “Daniela Thomas deu um retorno muito interessante”, conta Calil. “Ela considerou o filme hitchcockiano.” Renato Terra avalia que essa reação decorre de uma característica do próprio filme. “Não montamos o filme (com Jordana Berg) visando a esse efeito, mas para expressar as diferenças entre as pessoas em cena. Havia ali concepções diversas de música, comportamento, política. Isso gera um confronto, suspense.”

Terra considera um privilégio ter feito o filme com apoio da Videofilmes. “Tínhamos o (Eduardo) Coutinho, o João (Moreira Salles), grandes documentaristas, que discutiam com a gente, davam sugestões, questionavam nossas escolhas e isso muitas vezes nos levava a fortalecer ainda mais o que queríamos.” Os diretores já foram sondados para levar Uma Noite em 67 ao Festival de Roterdã. “Não fechamos nada, mas acho legal. Esses artistas possuem grandeza, têm uma carreira internacional, há demanda pelo filme.” O público aplaude Dzi Croquettes em cena aberta nos cinemas que exibem o outro documentário. Aplaudirá Uma Noite em 67?

 “Acho que sim”, diz Terra. “São filmes que provocam orgulho, fortalecem a cidadania. Mostram do que somos capazes.”

Luiz Carlos Merten – O Estado de S.Paulo

VideoFilmes lança trailer de Uma Noite em 67

Selecionado para abrir a 15ª edição do É Tudo Verdade em São Paulo, o documentário Uma Noite em 67 já tem trailer oficial. O filme, com a direção de Renato Terra e Ricardo Calil, traz para o cinema a final do III Festival de Música Popular, que se transformou num marco da história cultural do Brasil.  

O longa tem depoimentos inéditos de Chico Buarque, Caetano Velloso, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, finalistas do Festival. 

Uma Noite em 67 é uma produção da Videofilmes. 

Para fazer download do trailer acesse o link:

 http://www.sendspace.com/file/v2qmok  

Ficha técnica

Direção: Renato Terra e Ricardo Calil

Coprodução: VideoFilmes e Record Entretenimento

Produção executiva: João Moreira Salles e Maurício Andrade Ramos

Consultoria: Zuza Homem de Mello

Direção de Fotografia: Jacques Cheuiche

Som: Valéria Ferro

Montagem: Jordana Berg

Mixagem: Denilson Campos

Produção: Beth Accioly

Coordenação de produção: Carolina Benevides

Coordenação de finalização: Bianca Costa

Pesquisa: Antônio Venâncio

Doc Brasileiro Vence Guadalajara

O documentário Entre a Luz e a Sombra, de Luciana Burlamaqui, ganhou o prêmio de melhor documentário Ibero-Americano no 25º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara.

Entre a Luz e a Sombra acompanha a vida de três pessoas que se conheceram no Carandiru: a atriz Sophia Bisilliat e a dupla de rap 509-E formada por Dexter e Afro-X.

A relação entre os três protagonistas surgiu em 1999, quando Sophia desenvolvia o projeto “Talentos Aprisionados” no Carandiru e conheceu o trabalho dos rappers. Impressionada com a força das letras da dupla, arranjou uma gravadora para os dois, que lançaram o CD Provérbios 13. Para promover o álbum, a atriz conseguiu uma autorização judicial inédita para que Dexter e Afro-X pudessem divulgar o trabalho fora da prisão, contanto que retornassem ao presídio todos os dias.

O doc marca a estréia na direção cinematográfica da jornalista, produtora televisiva e sócia da Zora Mídia (empresa especializada na produção de documentários e longas-metragens focados em temáticas humanistas), Luciana Burlamaqui, que praticamente realizou a obra sozinha. Com uma câmera digital na mão, acompanhou durante sete anos a vida dos três personagens. Além de diretora, foi cinegrafista, roteirista e produtora.

As filmagens começaram no ano seguinte. A idéia inicial, que era filmar durante um mês, transformou-se numa produção que levou 16 anos para ganhar vida.

Em Guadalajara, outros 13 filmes latino-americanos estavam na disputa. Entre a Luz e a Sombra questiona os métodos do sistema carcerário por meio de quatro personagens centrais.

O filme já foi lançado no circuito nacional – nas grandes capitais – no ano passado, com produção da VideoFilmes.

Uma Noite em 67 – É TUDO VERDADE

O filme Uma Noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil, foi o selecionado para abrir a 15ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, em Sampa, próximo dia 8. Uma Noite em 67 é de arrepiar. Uma fascinante viagem na máquina do tempo”, testemunha o crítico Amir Labaki, diretor do É Tudo Verdade

Segundo a dupla Renato e Ricardo, ambos estreantes na direção, o longa foi concebido como um convite para viver a final do III Festival de Música Popular, que se transformou num marco da história cultural do Brasil. Além das imagens de arquivo, os grandes finalistas Chico Buarque, Caetano Velloso, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Edu Lobo e Sérgio Ricardo enriquecem o documentário com depoimentos inéditos sobre aquela noite.  

A idéia é que a sala de cinema reproduza um pouco da estrutura do teatro da Record, com as pessoas sentadas diante daquele espetáculo que está acontecendo na frente delas. Fizemos um filme que não dá muitas respostas prontas, opiniões fechadas. Estamos propondo uma experiência”, explica Renato Terra.

Uma Noite em 67 é uma produção da Videofilmes.  Mais informações www.umanoiteem67.com.br e www.eradosfestivais.com.br 

É Tudo Verdade 

O festival acontece entre 8 e 18 de abril em São Paulo e entre 9 e 18 de abril no Rio de Janeiro.  É Tudo Verdade é o principal evento dedicado à cultura do documentário da América Latina.

A sessão de abertura é exclusiva para convidados e a entrada é gratuita em todas as demais sessões.  

Ficha técnica

Direção: Renato Terra e Ricardo Calil

Coprodução: VideoFilmes e Record Entretenimento

Produção executiva: João Moreira Salles e Maurício Andrade Ramos

Consultoria: Zuza Homem de Mello

Direção de Fotografia: Jacques Cheuiche

Som: Valéria Ferro

Montagem: Jordana Berg

Mixagem: Denilson Campos

Produção: Beth Accioly

Coordenação de produção: Carolina Benevides

Coordenação de finalização: Bianca Costa

Pesquisa: Antônio Venâncio

 João Moreira Salles: Documentarista de escol, tudo que o cineasta produz é de excelente qualidade

WALTER e JOÃO MOREIRA SALLES MUITO ALÉM

O StudioCanal, uma das maiores produtoras de cinema da Europa, firmou parceria com a VideoFilmes, dos irmãos Walter Salles e João Moreira Salles.

A aproximação vai permitir a empresa europeia lançar filmes da produtora aos países onde opera (França, Reino Unido e Alemanha), além de vender internacionalmente para outros territórios.

WALTER SALLES: ao lado do mano João, sempre fazendo MAIS pelo Cinema Brasileiro

O primeiro longa a se beneficiar é o inédito Quincas Berro D’Água, de Sérgio Machado, diretor que há muitos anos tem parceria com Walter Salles, desde Central do Brasil (Sérgio é baiano e dirigiu também os premiados  Onde a Terra Acaba e Cidade Baixa.