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Quarentena: zero abraços e muitos livros

Clipe Livros

50 personalidades indicam livros como companhia na Quarentena

A ideia é ótima e se espalhou pelas redes, jornais, rádio, televisão e novas mídias. E como ideia boa não precisa ter exatamente um dono mas sim uma consequência, foi assim:

Tudo começou com lives culturais noturnas, no finalzinho de março. Quem tomou essa iniciativa e convidou o blog #auroradecinema foi o jornalista, roteirista, documentarista e escritor carioca Valmir Moratelli. Dos encontros virtuais com amigos, parceiros, colegas de profissão, artistas e pessoas interessantes de diversas áreas, nasceu a ideia de colocar todo mundo para fazer pequenos vídeos indicando livros para esta quarentena forçada.

Jornalista Laurentino Gomes lança livro no Recife sobre escravidão

E assim foi:: cinquenta pesso@s, de diferentes nichos – atrizes, atores, escritores, escritoras, engenheiros, advogados, jornalistas, médicos, professores/professoras – gravaram, de suas casas, evidenciando o livro como bom companheiro no isolamento. 

Escritor contumaz e grande amante da literatura, Valmir Moratelli não podia estar em lugar mais indicado que o de incentivador da leitura Num país onde o livro é tão caro e a população, de modo geral, é tão cartente de educação, a leitura é ingrediente ainda mais essencial. Foi esse o mote para a campanha comandada por Moratelli, cujo vídeo está disponível nas redes e na conta dele no Instagram: @vmoratelli.

Valmir e Ma João

Valmir Moratelli e a atriz portuguesa Maria João no lancamento de livro dele, no Rio.

A ação nas redes sociais objetiva também chamar atenção para o fato da venda online das livrarias estar despencando. Muitas delas dependem dessa venda para continuar pagando os funcionários nesta pandemia.

Amandha Lee estará na próxima novela da Record - TV & Novelas - iG

Amandha Lee, atriz e tri-atleta, também participa do clipe de incentivo à aleitura.

O clipe da campanha de INCENTIVO à LEITURA está nas redes sociais desde abril e conta com a participação das atrizes Cinnara Leal e Dandara Mariana, da autora Rosane Svartman, do advogado Ricardo Brajterman, da fotógrafa Nana Moraes, e de muitos outros. 

Romeu Evaristo revela ter superado depressão e comemora nova fase ...

Dandara Mariana e o pai, o também ator Romeu Evaristo, estão no clipe de incentivo à leitura para esta quarentena !

Livro Hibisco roxo - Chimamanda Ngozi Adichie | TAG Livros Como Deixar um Relogio Emocionado - 9788573200492 - Livros na ...

Livros de Ruth Manus | Estante VirtualMe Ajude a Chorar – Fabrício Carpinejar | Le Livros Amazon.com.br eBooks Kindle: Onde os porquês tem respostas ...O QUE AS TELENOVELAS EXIBEM ENQUANTO O MUNDO SE TRANSFORMA - 1ªED ...

Livro Vinícius Sem Ponto Final. João Carlos Pecci. Prim

Poesia, música, telenovela, feminismo e antirracismo estão entre os livros indicados !

Catanduva reverencia VINÍCIUS DE MORAES

Muito mais que Ipanema, bairro que o Poeta tornou amado em todo o mundo, a Cidade Feitiço presta tocante Homenagem à memória do Poeta do Amor Maior…

Vina OSCA

Hoje  noite é de celebração a VINÍCIUS DE MORAES em Catanduva. A apresentação da Orquestra Sinfônica de Catanduva – OSCA – está grifada para às 20:30h, no Teatro Municipal Aniz Pachá, com ENTRADA FRANCA.

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Mais uma auspiciosa ação da Secretaria de Cultura de Catanduva.

Mas tão melhor quanto o concerto desta noite foi a surpresa feliz que tive na tarde quente de segunda-feira na Cidade Feitiço.

Saí para divulgar a realização da I Mostra de Cinema de Catanduva, que começa amanhã, e qual não foi meu impacto ao deparar-me com um ‘tótem’ (peça publicitária) na Praça da República saudando Vininha através de um de seus poemas. Imediatamente, fotografei, feliz com a Homenagem que eu ficaria muito honrada de assinar. E enquanto ia andando e postando a foto no Instagram, fui vendo outro e outro e mais outro, e uma dezena de ‘tótens’ em honra da memória do notável Poetinha, que chegou ao Centenário no sábado passado, 19 de outubro.

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O primeiro tótem que encontramos: Vinícius de Moraes Decididamente

Encontrar aquela inesperada, bem vinda, tocante e merecidíssima Homenagem ao Poeta carioca nascido no bairro da Gávea e grande responsável pela criação da Bossa Nova e pelo imenso amor que os brasileiros e os visitantes do mundo todo nutrem pela bela cidade do Rio de Janeiro, foi uma alegria tão poderosa quanto indefinível.

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Era como se alguém ali na Cidade Feitiço – onde estou para contribuir com a realização da I Mostra Cinema de Catanduva – tivesse sintonizado com a minha emoção e a vontade de cantar e dizer aos quatro ventos os versos mais lindos de Vininha, contar ao mundo sobre a grandeza da alma e da generosidade do Poetinha, e espalhar célere e decididamente o quanto AMO O POETA e o quanto ELE FAZ FALTA neste mundo de tanta parafernália tecnológica, ideias descartáveis, sentimentos desprezíveis, e valores humanitários em desuso.

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Com aquele encontro com a obra de VINÍCIUS DE MORAES, de supetão, bem no centro onde o comércio impera e a comunidade mais se encontra, ganhei minha segunda-feira em Catanduva.

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Quisera saber de mais homenagens como a de Catanduva ao Poeta Vinícius de Moraes. Quisera saber que, no dia de seu Centenário, Ipanema passou a chamar-se IPANEMA VINÍCIUS DE MORAES. Quisera ler nalgum jornal que o bairro da Gávea ganhou uma estátua em honra à memória do Poeta que ali nasceu e faleceu num triste dia 9 de julho. Quisera saber que a cidade do Rio de Janeiro ganhou um feriado relevante e poeticamente necessário pelo Dia do Aniversário de VININHA.

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Registro de um dos mais populares afro-sambas de Vininha… Saravá !

Quisera ter convivido com Vininha, sabê-lo agora bem feliz cantando e encantando mais e mais jovens de todas as idades… ou, como diria um dos mais célebres seguidores do Poeta, o grande cantor/compositor Chico Buarque, cuja música CHORINHO é a que me vem ao coração neste momento de lembrança intensa do Poetinha:

“Ai, quem me dera ter um choro de alto porte
Pra cantar com a voz bem forte
E anunciar Vinícius à luz do dia…

… Meu choro é coisa pequena mas roubado a duras penas do coração”

* Aqui você pode ouvir o belo Chorinho de Chico Buarque – compositor de influência clara e assumida pelo Poeta Vinícius de Moraes, a quem conheceu ainda bebê pois Vininha era amigo pessoal do pai de Chico, o grande intelectual Sérgio Buarque de Hollanda:

http://www.kboing.com.br/chico-buarque/1-1127902/

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O Poeta imortalizou muitas coisas, como a Mulher, o Amor, o Violão e o bairro carioca de Ipanema…

 

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Vininha espalhado pelo calçadão da Praça da República, em Catanduva: tocante Homenagem no Centenário do Poeta do Amor Maior

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Jornalista Aurora Miranda Leão encantada diante da reverência ao Poeta Vinícius de Moraes espalhada no coração da Cidade Feitiço

 

 

Começa Hoje II Festival de Cinema de Jericoacoara



A segunda edição do Festival de Jericoacoara – Cinema Digital será aberta esta noite, às 20h, no Circo Jeri, com a exibição do filme Espelho Nativo, de Philipi Bandeira. 
 
Durante a semana do festival – até dia 21 -, o público terá acesso gratuito a 50 produções de até 15 minutos de duração, realizadas em tecnologia digital. O Ceará é o estado que  possui o  maior número de filmes selecionados: 12 no total. 
 
Ao longo do festival, os filmes selecionados serão apreciados por um júri composto por cinco pessoas ligadas à área do audiovisual.  As produções concorrem ao troféu Pedra Furada. As premiações, também em dinheiro, no valor de R$ 5 mil cada, serão destinadas às obras escolhidas pelo júri como as melhores em cada categoria: ficção, documentário, animação e experimental.  
 
 
Também receberá prêmio de R$ 5 mil a melhor produção dos estados Ceará, Piauí e Maranhão, em homenagem à chamada “Rota das Emoções”, que se inicia em Jericoacoara, passa pelo Delta do Parnaíba (PI) e se estende até os Lençóis Maranhenses.
 
O festival também destinará troféus aos vencedores dos quesitos: melhor filme, direção, roteiro, fotografia, trilha original e direção de arte. Além dos troféus para melhor ator e melhor atriz.
 
 
“Queremos mostrar a diversidade do novo cinema brasileiro, e as novas pessoas que estão fazendo esse cinema acontecer, nas suas cidades e comunidades, a cada dia”, afirma Francis Valle, idealizador do festival. “A relação do festival com a comunidade é outro aspecto muito importante. Para contribuir com Jericoacoara, o festival acontece na baixa estação, ajudando a garantir maior movimentação na cidade nesse período”.
 
O festival contará com uma Mostra Especial de Cinema Ambiental e com oficinas de cinema digital. Também prestará homenagem ao cineasta Nelson Pereira dos Santos, cuja presença está confirmada.
 
 
Nos dias 16 e 17 de junho, será exibido o filme Raízes do Brasil Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda, de Nelson. “Trata-se de um filme ainda inédito para muita gente. A exibição marca a comemoração dos 75 anos do livro ‘Raízes do Brasil’ e dá suporte às discussões do Seminário do Festival, que acontece dias 17 e 18, contando com participantes como os professores e pesquisadores Sílvio Tendler, Sylvia Porto Alegre, Babi Fonteles e José Osmar Fonteles”, afirma Francis.   
          
Também será exibido o curta “Meu Cumpadi Zé Kéti”, de Nelson Pereira dos Santos, como homenagem especial aos 90 anos de nascimento do sambista.
 
Simpatia de MIÚCHA também estará em Jeri…
 
Estarão presentes também à paradisíaca Jericoacoara, a cantora e roteirista Miúcha, o músico Paulo Jobim (filho do maestro Tom Jobim), e Georgiana de Moraes, filha do poeta e compositor Vinicius de Moraes.
 
 
Georgiana, a filha de Vininha, que tantas vezes subiu ao palco com o pai, também será presença reverenciada em Jeri…
 
Para saber mais: www.jeridigital.com.br 

Espalhe Alegria, Sorria e Seja Jovem

Meu lema, já disse aqui – e todos quanto me conhecem, sabem -, segue à risca o que apregoava Mestre Vininha:

“É melhor ser alegre que ser tristeA alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração…”

Daí que encontrei esta pérola de texto, assinado por Fernanda Dannemann, e quero dividir o prazer da leitura com você, leitor amigo do Aurora de Cinema… 

Aproveite e se delicie, como eu… 

Rir é a grande dificuldade do mundo adulto

Por que será que uma simples risada é tão difícil para a maioria das pessoas? Ver graça nas coisas, rir de si mesmo, brincar?Já reparou?Eu, por gostar de rir, já fui considerada infantil por muita gente. 

 
E percebi que, em algum momento da nossa existência, o riso torna-se pejorativo, como se ter bom humor fosse sinal de imaturidade, de não levar a vida a sério, de ser irresponsável. Deixar de rir e brincar é como um ritual de passagem para a vida adulta.Mas desde quando que, para “levar a vida a sério”, a gente precisa ser sisudo, estampar um ar de preocupação no rosto, de preferência andar pela rua olhando para baixo, não perder tempo com coisa tão fútil como uma brincadeira?Isso me lembra a educação ideal nos tempos da minha avó, quando gargalhar era coisa de gente vulgar, ser feliz em público era falta de educação, demonstrar afeto era quase pecado e – horror! – um arroubo de paixão era a passagem sem escalas para a casa do Cruz Credo! 

Sei que diante da multidão de infelizes que há por aí, a alegria alheia arde nos olhos igualzinho a luz na retina da vampirada. O bom-humor ofende, é quase pornográfico, e chega aos ouvidos desse povo com o tom malévolo da ironia, como se fosse um deboche ao seu jeito amargo de vegetar.

Para eles, a alegria é uma afronta: como se estar feliz, hoje em dia, num mundo tão corrupto e mal, fosse displicência, egoísmo ou maluquice.

Pois olha… falta de educação é viver como se a vida fosse um eterno sermão de missa: a seriedade do começo ao fim. Ou um problema de física quântica. Ou um velório, onde tudo é só tristeza e saudade…

O caso é que as pessoas, no decorrer do tempo, se esquecem de rir e de brincar, e acabam acreditando que isso seja coisa da infância. Quando se dão conta, já não sabem mais como é, se esqueceram e precisam mesmo reaprender, fazer o caminho de volta às pequenas alegrias da vida, que são, no fim das contas, as mais importantes.

Se você faz uma brincadeira, elas não entendem e respondem com sua habitual seriedade adulta, e por quê? Uma piada pode virar tese de mestrado ou, na pior das hipóteses, de promotor de justiça. E por quê? 

Porque as pessoas levam a vida a sério demais.O máximo que conseguem é rir dos outros, fazer do próximo um bode expiatório e jogar sobre ele seu sarcasmo… e acreditam, em sua ignorância, que isso seja brincar. Crêem que esse riso, que é de escárnio, seja de alegria. Quando já nem sabem, quase, o que é a alegria.

Cuidado! Não se torne um deles… se tem andado sério demais, agarre-se à lembrança de quando era jovem de alma, e tinha um coração leve e cheio de esperança. De quando seu raciocínio era limpo de julgamentos e de certezas irredutíveis. De quando seu dia era aberto aos novos amigos e aos novos acontecimentos, e rir era tão natural quanto conversar. De quando a diversão era tão simples, que não precisava ser planejada. 

Sua infância passou, mas sua alegria pode ser cultivada e florescer a vida inteira. Isso é ser jovem, o que é bem diferente de ser infantil ou idiota.

Obrigada pela lição de vida, Fernanda !

Que o Poeta te receba em PAZ, Luciana !

 De cortar o coração saber da passagem prematura de LUCIANA DE MORAES, tão bem humorada, festeira e a mais parecida fisicamente com o pai, o inesquecível poeta de ‘SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ” e tantas outras pérolas…

A família de Luciana de Moraes está toda reunida neste momento de dor e luto, por conta de sua morte trágica. Mariana, sobrinha de Luciana e neta de Vinicius de Moraes, contou que a tia provavelmente estava mesmo deprimida, o que poderia tê-la levado a cometer o suicídio. O velório acontece amanhã, a partir das 7h, no São João Batista. O enterro está marcado para o meio-dia…

Aqui, para amenizar as saudades, alguns dos momentos alegres de Luciana de Moraes, em cliques de Cristina Granato, pinçados da bem informada coluna de HILDEGARD ANGEL…

Maria Gurjão (acaçula de Vina), Georgiana e sua filha, Diana, Luciana e Suzana de Moraes (a primogênita) na festa de casamento de Diana de Moraes, em junho de 2008, na Hípica, RIO

Diana, na festa de seu casamento, com as tias Luciana e Suzana de Moraes

Luciana de Moraes, Jards Macalé e Mariana de Moraes, na Argumento do Leblon

Em recente homenagem ao pai, no Ministério da Cultura, quando o Poeta foi reconhecido como Embaixador do Brasil Post-Morten

Adeus a Luciana de Moraes

Filha do compositor Vinicius de Moraes é encontrada morta

Luciana de Moraes, que cuidava do espólio artístico do Poeta, foi encontrada em frente ao prédio onde morava

 

Luciana de Moraes, filha do compositor Vinicius de Moraes, morreu hoje 

Morreu no início da manhã desta quinta-feira (28) uma das filhas do compositor e poeta Vinicius de Moraes, Luciana de Moraes, de 55 anos. O corpo foi encontrado em frente ao prédio onde Luciana morava, no Leblon, bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro. 

De acordo com informações da Polícia Militar, Luciana teria caído da janela do apartamento 301, onde morava com uma companheira e um enteado. No entanto, as circunstâncias da sua morte serão investigadas pela 14ª DP (Gávea).

O corpo foi encontrado, por volta das 7h30, pelo porteiro do prédio que chegou a chamar os bombeiros, mas ela já estava morta.

Ela era a terceira filha (dentre as mulheres) de Vinicius, chegou a viver (quando ainda muito jovem) com o ator Claudio Marzo, e atualmente era responsável pela administração dos bens deixados pelo artista.

Ainda segundo informações da Polícia Civil, os relatos de pessoas próximas a Luciana revelam que a causa do possível suicídio foi depressão causada por problemas  financeiros.

“Já ouvimos duas domésticas e uma secretária particular da vítima. As testemunhas contam que Luciana estava muito deprimida nas últimas semanas por causa de dificuldades referentes a dinheiro”, disse a investigadora.

Quando receberam o chamado para socorrer Luciana, homens do Corpo de Bombeiros se deslocaram para o seu prédio, no Leblon. No entanto, ela já estava morta. 

Luciana era filha do compositor com sua terceira mulher, Lila Bôscoli.

A propósito do Resta Um…

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal 

Estávamos todos contagiados. O mesmo sentimento de euforia e entusiasmo contagiou a mim, Ingra Liberato, Rosamaria Murtinho, Miguel Jorge, Rogério Santana e Alex Moletta naquela agradável noite goiana, ancoradouro privilegiado para nossa emoção, transformando em vibração entusiástica os pilares e preceitos nos quais se ergueu a Belair. A calorosa sensação de ter encontrado alguma coisa que parecíamos buscar há tempos, invadiu o espírito de todos, e nossa vontade era sair abraçando cada um, como dizia a inspirada letra de Chico : “Era uma canção, um só cordão, uma vontade, de tomar a mão de cada irmão pela cidade”… Sim, era como se, a partir das contundentes e belas imagens garimpadas por Bruno Safadi e Noa Bressane, tudo começasse a criar sua própria lógica e os sentidos eregiam conexões absolutamente inovadoras, criando sensorialidade onde antes havia interrogação e tédio. Uma incisiva sintonia aflorou e o rosto de cada um estampava fulgores até então impensáveis.

Capital goiana foi a concha envolvente que abrigou o RESTA UM

Assim, foi-se desenhando com mais clareza a idéia inicial de fazer um registro imagético do inesperado encontro em Goiânia, cidade aprazível demais para deixarmos perder-se nos desvãos do andamento voraz do cotidiano, próprio da modernidade líquida onde estamos imersos(tão bem definida pelo sábio sociólogo Zigmunt Balman).

Miguel Jorge, Ingra l.iberato, Alex Moletta, Aurora, Rogério Santana, Rosamaria Murtinho e Débora Torres: cada um, a seu modo, contribuindo pro RESTA UM

Qual deveria ser o próximo passo então ? Como alinhavar os elos das intersecções que fomos amealhando ao longo daqueles dias, arejados de imagens e plenos do oxigênio das afinidades que se impõem pela naturalidade de ideais siameses ? Como traduzir pelo gesto da palavra e a alquimia do olhar análogo aquela luminosidade que nos arrebatava e intrometia-se em nossas conversas, todas as horas, noite adentro ? Como significar a eloqüência do instantâneo entrosamento em Goiânia e o contato absolutamente conversor expresso no encontro com a Belair ? A Belair de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignêz…

Cineasta Júlio Bressane, inspirador do clima nas gravações do Resta Um

As idéias então foram tomando assento: no restaurante do hotel, na van que nos conduzia ao cinema, nas cadeiras da sala de exibição, nas trocas de assunto a palpitar quando, a maioria de nós, assumia a função de jurados.

Então Samuel Reginatto, imagem da alegria numa única noite de cinema e festa, se juntou a Júlio Léllis, cineasta amante da Literatura e da sensatez; e se somou à disponibilidade integral de Ingra Liberato, ganhando a benfazeja cumplicidade de Rosamaria Murtinho; e conquistou Miguel Jorge, sábio escritor que de imediato aderiu à nossa idéia de fazermos um filme; e chegou até a Alex Moletta, ator e roteirista a nos encher de ânimo e verdade; e encontrou guarita em Débora Torres, chegando até Rogério Santana, e extrapolando fronteiras para ganhar Sílvio Tendler, Henrique Dantas e o próprio Bruno Safadi. 

Assim, em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos.

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, mostra o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que Aurora Miranda Leão ora nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo que viu e qual o sentido deste filme. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado.

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir.

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou.

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, um ator com a competência de Mauro Mendonça, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik.

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um texto de Rubens Ewald Filho pra ler, um poema de Jorge Salomão que não nos sai da cabeça, um personagem para Fernando Eiras interpretar e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar.

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Imagem de Aos Pés, premiado curta do cineasta gáucho Zeca Brito…

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e um novo mergulho nas invenções fílmicas de Zeca Brito.

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho.

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis.

 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes

Claudette Soares em Biografia Aplauso

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Imprensa Oficial As muitas histórias de Claudette Soares em livro da

 Imprensa Oficial

Claudette Soares foi personagem de vários movimentos importantes da música brasileira e mulher à frente de seu tempo. Agora sua história foi transformada em livro pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial, com lançamento marcado para 6 de outubro (quarta-feira), às 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.
Claudette Soares fez parte de vários movimentos fundamentais na música brasileira. Fez sucesso no auge da era do baião (ganhou o título de Princesinha do Baião das mãos do mestre Luiz Gonzaga), em meados dos anos 50, na fase pré e no ápice da bossa nova. Foi ainda atuante no período dos festivais da canção, classificando-se diversas vezes entre as finalistas, e finalmente, já nos anos 70, celebrizou-se também como grande intérprete romântica, gravando Roberto Carlos num período em que ainda reinavam preconceito e patrulhamento entre as turmas das músicas ditas “bregas” e “chiques”. Tudo isso está relatado pelo jornalista, produtor e pesquisador musical Rodrigo Faour no livro “A bossa sexy e romântica de Claudette Soares”, da Coleção Aplauso, com 280 páginas e fartamente ilustrado. Editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, será lançado em São Paulo na quarta, dia 6, a partir das 18h30, na Loja de Artes da Livraria Cultura, em São Paulo – Av. Paulista, 2.073.

Claudette começou sua carreira aos 11 anos como cantora mirim, no “Programa do Guri”, comandado por Silveira Lima, na Rádio Mauá. Passou por outros programas de calouros, enfrentando a oposição da mãe, que não queria que ela levasse a carreira de artista tão a sério, até conquistar os microfones das rádios Nacional, Tupi e Tamoio, onde integrou o elenco do famoso programa Salve o Baião.

Mulher à frente de seu tempo, não queria casar e ter filhos como as outras mulheres de sua idade. Mesmo assim, ela fazia o marketing contrário, conforme atestam as revistas da época: “Com quarenta e um quilos de talento, Claudette Soares olha pro repórter e diz: ‘Sucesso que é bom, agrada. Mas toda mulher precisa casar!’”. Ou, ainda: “Claudette Soares: ‘Só serei eternamente feliz quando casar e tiver filhos’”. Assim, tornava menor a pressão. Mas gravava músicas com letras ousadas e acumulou romances com diversos rapazes, inclusive grandes músicos, como o polêmico affair com o pianista Walter Wanderley, casado na época com a cantora Isaurinha Garcia. O casamento chegou quando ela já estava com 37 anos, em 1971. Ela se apaixonou por Julio César, organista de sua banda, 15 anos mais novo.

Faour contextualiza também os bastidores efervescentes da música brasileira nas décadas de 1950 e 60, e sublinha o conselho do jornalista e compositor Ronaldo Bôscoli a Claudette, incentivando-a a trocar a Cidade Maravilhosa pela Terra da Garoa: “Aqui no Rio você será mais uma cantora de bossa nova, igual a todas as outras. Em São Paulo, um dia você poderá contar a sua história”. O empurrão definitivo foi dado por Pedrinho Mattar, num telefonema: “Tô tocando na Baiuca, você vem?”. Acabou formando com o trio de Pedrinho uma parceria marcante na noite paulistana dos anos 60, atuando nas principais boates da cidade, como Baiúca, Claridge e especialmente no Juão Sebastião Bar, onde, devido à sua baixa estatura, cantava sentada em cima do piano para que toda a plateia pudesse vê-la melhor. Acabou sendo uma de suas marcas a bordo de sucessos como “Primavera”, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes.

Sobrevivente da Era do Rádio, Claudette Soares fez sucesso na era da canção moderna e teve a chance de lançar ou ajudar a popularizar músicos como César Camargo Mariano – que estreou num disco seu, em 1963 – e compositores como Gonzaguinha e Taiguara, além de ter participado do primeiro disco de Eumir Deodato como arranjador. Foi a única cantora a dividir LPs com o ícone da música sofisticada brasileira, Dick Farney, e a primeira a gravar um disco-tributo aos iniciantes Chico, Caetano e Gil, em 1968. Graças aos moderníssimos arranjos de Antonio Adolfo, César Camargo, José Briamonte, Rogério Duprat e Roberto Menescal, e as composições de Jorge Ben Jor, Marcos Valle, Adolfo, Chico, Menescal e tantos outros craques, pôde colocar sua voz macia a bordo de uma “bossa sexy” ímpar, criando um dos trabalhos mais sensuais dentre as cantoras do movimento bossanovista.

O livro relata ainda a fase em que Claudette se afastou do meio artístico, durante 14 anos, a partir de 1977, por várias razões, principalmente não fazer concessões e ter de se sujeitar a cantar ou gravar canções que não fizessem parte de seu estilo, apenas por pressão da indústria e dos novos modismos. A volta aos palcos aconteceu em 1991, no show “Nova leitura” e culminou também na sua separação de Júlio César. A partir de então, recuperou o tempo perdido, em sucessivos projetos e gravações. A parte final do livro é reservada a uma espécie de ping-pong, em que conta suas preferências e gostos pessoais, revelando seu gênio forte e também um senso de humor muito particular, ácido e franco. Amigos e colegas de profissão, como Erasmo Carlos, Marcos Valle, Gilberto Gil, Aldir Blanc, César Camargo Mariano, Agildo Ribeiro e Beth Carvalho, entre muitos outros, dão depoimentos sobre a cantora. Também há uma discografia minuciosa, incluindo as participações em discos de outros intérpretes, capas originais e todos os autores que gravou.

Eu Te Amo em Clássicos da MPB

Jeri também teve futebol e Afonsinho…

 

Encontro inusitado no festival de cinema de Jeri: realizadores encontram ex-craque Afonsinho, que jogou pelo querido BOTAFOGO de Vinicius, João Moreira Salles e Garrincha…

Sobre AFONSINHO, publicamos este contundente texto de Plínio Sgarbi:

Como o Navegante Negro do Aldir Blanc, aquele que tinha por monumento as pedras pisadas do cais, Afonsinho não colheu todas as glórias que um craque como ele poderia colher. Mas obteve uma glória que poucos jogadores obtiveram na carreira: o respeito como cidadão e líder. Em meio a tantos jogadores que se calaram, Afonsinho teve a coragem de lutar, ainda mais… naquela época.

Se o futebol teve um herói de esquerda, esse cara foi o Afonsinho. Personagem carismático, destemido, engajado, por vezes quase quixotesco, o rebelde meia do Botafogo ocupou um lugar muito especial no imaginário coletivo do Brasil dos anos 70, um país ansioso por transformações sociais e em busca da tão sonhada abertura política. Ele foi o primeiro líder profissional das estrelas dos gramados a lutar pelo seus direitos, uma luta pela qual pagou um preço caro, mas que, como ele mesmo não se cansa da dizer, valeu a pena.

 
Afonsinho dentro de campo era um gênio, no toque de bola e no drible, fora dela o gênio foi cassado, por suas escolhas não serem do agrado dos generais e dos cartolas de então.
Infelizmente o meio campista nunca foi convocado para a seleção Brasileira, o que se justifica pelo fato de suas posturas serem de confronto ao regime militar e a estrutura do futebol nas décadas de 70 e 80 do século XX.


Afonso Celso Garcia Reis, jogador, médico, musicista, boêmio, viveu até sua adolescência em Jaú, cidade do interior de São Paulo. No início da década de 60 ingressou nas divisões de base do XV de Jaú e em seguida, foi jogar no Botafogo Carioca.

 

Recordação feliz do festival de Jeri: realizadores confraternizam com ex-craque alvinegro. Na foto, emoldurando AFONSINHO, Carlos Segundo, Valério Fonseca, Aurora Miranda Leão,  Zeca Ferreira, Síria Mapuranga e Lucas Harry Sá…