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Literatura x Cinema: crítico LG de Miranda Leão fala sobre essa relação

Livro é livro, Filme é filme

Os jogos intertextuais, isto é, o diálogo entre as artes, tornaram-se, praticamente, uma marca das produções artísticas a partir da modernidade, e tal ocorre entre cinema e literatura

Palavras (as do título) com as quais o saudoso Walter Hugo Khoury (1929-2003), cineasta brasileiro dos melhores (recordem-se os êxitos de “Estranho Encontro” (1958), “Noite Vazia” (1964), “As Deusas” (1972), “O Anjo da Noite” (1974), “Filhas do Fogo” (1978), “Amor, Estranho Amor” (1982), para citarmos alguns dos mais louvados (iniciava a apresentação de um filme, seguida depois de um debate com a plateia de um dos prestigiados cineclubes paulistas.

Um ponto de vista

Walter Hugo Khoury não apreciava esse antigo “leia o livro, veja o filme” de alguns jornalistas, pois poderia sugerir que o filme era uma continuação do livro ou que ambos os veículos eram inteiramente independentes. Por isso mesmo, preferia o título de apresentação destas notas sobre cinema & literatura.

A frase de WHK nos leva ao tema deste texto informal sobre cinema e literatura, mas traz em seu cerne um lembrete tanto para os cinéfilos como para os aficionados de literatura: não esqueçamos, porém, a força expressiva das imagens por si mesmas, independentes de sua significação no conjunto de uma realização cinematográfica e da tipologia de François Truffaut, menos complicada em relação à de Giles Deleuze: afinal, Deleuze é filósofo, Truffaut, um dos mais respeitados realizadores da Nouvelle Vague francesa, desaparecido aos 54, quanto muito ainda poderia ter feito em favor da 7ª Arte. Como estamos vivendo o tempo do predomínio das imagens, iniciado já nas últimas décadas do século XX, não admira terem elas um poder sobre o espectador de cinema muito maior em relação às palavras escritas, os chamados signos linguísticos. Não estamos, é claro, subestimando o valor intrínseco da boa e criativa literatura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Walter Hugo Khoury e o crítico LG: amizade pelo Cinema

Polos distintos

Houve tempo no qual os críticos e/ou fãs de literatura ou de determinados autores (dos quais se fizeram filmes da categoria de “A Carta” (The Letter), de W. Somerset Maugham, levado ao cinema por William Wyler, ou de “Os Assassinos” (The Killers), de um conto de Ernest Hemingway, sob direção de Robert Siodmak, o primeiro deles de 1940 e o segundo de 1946, para só citarmos estes dois), houve tempo, dizíamos, no qual eram censuradas e menosprezadas as modificações, cortes e acréscimos feitos, por isso ou por aquilo, pelos chamados escritores de cinema, os “screenplayers”, “screenwriters” ou “scriptwriters”. No entanto, nas últimas décadas, como bem registra o filmólogo brasileiro Ismail Xavier em oportuno e substancial ensaio, as obras literárias e os filmes nos quais se baseiam ou se apoiam passaram a ser considerados como dois polos distintos e estes comportariam alterações de sentido em função, é lógico, de uma série de fatores.

Assim, a interação entre as mídias, como salienta Xavier, tornou mais difícil recusar o direito do cineasta ou realizador à interpretação livre de um romance ou peça teatral a serem transpostos para o cinema. Admite-se hoje até a possibilidade de o cineasta inverter determinados efeitos, propor outra forma de entender certas passagens do texto original, alterar a hierarquia de valores e redefinir o sentido da experiência dos personagens de sua atuação nas telas. “In verbis”, diz Xavier, “o original literário deixa de ser o critério maior de juízo crítico, valendo mais a apreciação do filme como nova experiência, a qual deve ter sua forma, e os sentidos nela implicados julgados em seu próprio direito”.

As fronteiras

Afinal, livro e filme estão distanciados no tempo, escritor e roteirista ou cineasta não têm a mesma sensibilidade e perspectiva, sendo portanto de esperar um “diálogo” do adaptador, não somente com o texto original, mas com seu próprio contexto. Por exemplo, se determinado livro, digamos, de cunho dramático gerado na Europa dos anos 20, enfocando conflitos familiares bem antes do advento do abominável nazismo (1933), caísse nas mãos de um roteirista interessado em filmá-lo, teria de sofrer modificações na sua adaptação para o cinema ou na transposição do drama humano para o nosso século, longe dos campos de extermínio do regime hitlerista.

Outro caminho

Quanto à transposição de uma peça teatral para o cinema, alguns roteiristas afirmam ser mais fácil levar a trama para fora do palco e dinamizar, em termos de linguagem fílmica, a intriga do autor, como em “O Tempo e os Conways”, de J.B. Priestley, teatrólogo inglês de renome. Haveria menos dificuldade de narrar, assim, os acontecimentos, recriando com uma câmara ágil e perscrutadora o corte preciso e os elos de continuidade, bem assim o impacto original da peça. De fato, o autor inverteu a ordem dos atos: do primeiro ato, de uma reunião festiva e alegre da família, quando todos felizes fazem seus planos para o futuro, passa-se para o terceiro ato e veríamos todos os sonhos e aspirações desfeitos, alguns no primeiro ato já não estão vivos no terceiro … Mas a continuação da peça com a reunião festiva do segundo ato logra um efeito irônico magistral: o espectador sabe agora como quase toda a família Conway do primeiro ato se desfez com a Grande Guerra e outras vicissitudes e marcas do tempo assassino. As comparações entre livro e filme devem valer mais para tornar mais claras as escolhas de quem leu o texto e o assume como ponto de partida, não de chegada

Noções acerca da intertextualidade

O processo das relações intertextuais implica, antes de qualquer outra coi8sa, a superposição de um texto a outro; isto é, a relação que se estabelece entre dois textos, uma vez que um realiza uma citação do outro. Apesar desse processo de construção artística constituir, hoje, uma dos traços das produções artísticas a partir da modernidade, sabe-se que, a rigor, sempre houve releituras, quer realizadas entre os mesmos gêneros, as mesmas naturezas de arte, quer entre procedimentos de criação diversos: literatura e cinema; literatura e pintura; escultura e pintura; música e dança; dança e pintura; literatura e música – e assim por diante. Ao deparar tais procedimentos, há o leitor no receptor a sensação de, contemplando uma arte, vivenciar a sensação de déjà vu. Este critério leva em conta as relações entre um dado texto e os outros textos relevantes encontrados em experiências anteriores, com ou sem mediação.

L.G. DE MIRANDA LEÃO é crítico há 50 anos e autor dos livros Analisando Cinema (Coleção APLAUSO/Imprensa Oficial de SP) e Ensaios de Cinema (edital BNB/programa Cultura da Gente)

“Ensaios de Cinema é livro obrigatório para quem gosta de cinema”

Segundo o escritor Batista de Lima, o livro de LG transmite a sensação de que se assistiu a um festival de clássicos do cinema de todos os tempos
 

Louco por cinema

Um crítico de cinema tem que ser, antes de tudo, louco por cinema. Antes de crítico, cinéfilo. Desses que assistem ao máximo de filmes para ter uma visão global antes da visão particular do que assiste. Há escolas, estilos e fases, até a história do cinema que já acumula uma bibliografia imensa em torno da sétima arte. Não é fácil, pois, trafegar por esses caminhos que possuem, como primeira estação, as salas de projeção. Não é fácil estar antenado com tudo o que está sendo produzido por aí.

Para se ter uma dimensão do árduo ofício de escrever sobre cinema, que se leia “Ensaios de cinema”, de Luís Geraldo de Miranda Leão. É um manancial tão grande de informações e comentários que dá a impressão de que L.G. tem passado seu tempo todo ou em salas de exibição, ou lendo sobre cinema, ou ainda agindo nas duas direções. Mas não é bem isso, quando se sabe que ele se aposentou como funcionário do Banco do Nordeste e ao mesmo tempo como professor da Universidade Estadual do Ceará.

Professor de Inglês da UECE, muito criterioso na sua didática, como testemunhou este escriba, seu aluno, teve antes, 10 anos de docência no IBEU. Estudou em Nova Iorque e ali manteve contato com o cinema americano da época. Curioso saber que ainda garoto, presenciou as filmagens de Orson Welles no Mucuripe, em torno da saga do jangadeiro Jacaré. Além de toda essa atividade, ainda dispôs de tempo para se tornar exímio enxadrista, organizador de torneios em nossa cidade. L.G. pertence à Academia Cearense da Língua Portuguesa desde sua fundação.

Como todo crítico de cinema, observam-se, nos seus estudos, as preferências pelos estilos e as intertextualidades. Daí que é fácil verificar sua facilidade de trafegar pelas produções de François Truffaut, tanto do que produziu para as telas como dos escritos no Cahiers du Cinéma. Por falar nisso é fundamental seu conhecimento da Nouvelle Vague, com a renovação do cinema francês e sua importância para a intelectualização do cinema europeu, com seu respingar em novos diretores americanos. Luís Geraldo é ensaísta zeloso quando trata desse assunto, pois conhece-o a fundo.

Esse seu zelo se mostra enfático quando escreve o ensaio “Macarthismo e a Caça às Bruxas: Olhar retrospectivo”. É que ele fundamenta historicamente esse episódio a partir da frase de Santayana de que “quem esquece o passado está condenado a revivê-lo”. Daí que vêm à tona no seu introito a esse ensaio episódios bem anteriores como as feiticeiras de Salém, a Inquisição com suas 32.000 vítimas, o holocausto na Segunda Grande Guerra. A partir daí ele chega ao cinema americano e o que sofreram Shirley Temple (com 10 anos de idade), Fritz Lang, John Huston, John Ford, Bertold Bretch, Jules Dassin, Joseph Losey e Charles Chaplin, entre outros.

Essa galeria de cineastas americanos e os franceses, além do seu passeio pelo cinema alemão, deixam no leitor cinéfilo aquela expectativa de encontrar os cineastas italianos, no livro. Acredito que deva ter ficado em outro de seus livros. O neorrealismo de Rosselline e De Sicca, os clássicos de Antonioni, Visconti, Scola e Fellini, as comédias de Monicelli e Dino Rissi povoam nossa memória e escrevem o momento de ouro do cinema italiano, que nunca mais foi o mesmo. Isso tudo sem falar em Pasoline. Quanto a Fellini, que cena antológica, Anita Ekberg (Anitona) se banhando na Fontana di Trevi no filme “A doce vida”, de 1960.

Se isso for considerado uma lacuna a ser preenchida no livro, ela se eclipsa com seu texto sobre Bergmann. Ernest Ingmar Bergmann tem tratamento especial no livro, o que demonstra a simpatia de L.G. pelo cineasta sueco. Sua ênfase quando comenta “O Sétimo Selo”, principalmente acentuando a célebre cena do jogo de xadrez entre o cavalheiro egresso das Cruzadas e a Morte faz com que reconheçamos ser uma das cenas antológicas da história do cinema. O mesmo ele faz ao descrever a cena do relógio sem ponteiros em plena rua em “Morangos Silvestres”, bem como as relações entre Bibi Anderson e Liv Ulman em “Persona”.

Toda essa simpatia de L.G. pelos filmes de Bergmann leva ao único momento do livro em que ele trata do cinema brasileiro, e exatamente por aquele cineasta nosso mais influenciado pelo diretor sueco. Trata-se de Walter Hugo Khouri. O ensaio que lhe é dedicado pode ser considerado a culminância do livro. Esse cineasta brasileiro, autor de uma extensa filmografia, influenciado por Bergmann, Antonioni e Fellini, trabalhou em sua obra introspecções e erotismo, principalmente em um momento político brasileiro de exceção em que a moda era o apelo social, era o filme político. Entretanto foi Luís Geraldo de Miranda Leão quem sempre visualizou a importância de sua obra, muito antes de alguns críticos que agora, mudando de opinião, veem a grandiosidade de Khouri.

Finalmente chega-se ao final do livro com a sensação de que se assistiu a um festival de clássicos do cinema de todos os tempos. Isso porque L.G. faz uma leitura ao mesmo tempo apaixonada e objetiva do que é grandioso da sétima arte. Esses seus “Ensaios de Cinema” podem figurar em qualquer bibliografia de pesquisas sobre o assunto. Afinal, seus escritos são tão verossímeis e impessoais, às vezes, que se constituem em um livro didático indispensável para quem estuda cinema.

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Mergulho no Mundo do Cinema

Caso você seja daqueles interessados em cinema, a recomendação do momento é ler Ensaios de Cinema, mais recente livro do crítico LG de Miranda Leão, jornalista com mais de 50 na estrada, com passagens por todos os grandes jornais de Fortaleza – Correio do Ceará, Unitário, Gazeta de Notícias –, ex-alunos dos mestres da Linguística e da Gramática – Aurélio Buarque de Hollanda, Rocha Lima, Paulo Rónai e Antônio Houaiss -, e colaborador do Diário do Nordeste há mais de duas décadas.

Ensaios de Cinema teve concorrido lançamento no Centro Cultural Oboé, ocasião na qual foi exibido o curta LG – Cidadão de Cinema, homenagem do cineasta capixaba Gui Castor ao profícuo ensaísta (o curta tem 15 minutos e é uma produção Ceará-Espírito Santo, com roteiro assinado pela filha do homenageado, jornalista Aurora Miranda Leão), e vem tendo prestigiados lançamentos em vários festivais de cinema pelo país – a exemplo do Festival Nacional de Cinema de Goiânia, Festival Aruanda de Documentários e Festival de Cinema de Anápolis. E já tem agendadas noites de autógrafos nos festivais de Patos (Cinema com Farinha), Campina Grande (ComuniCurtas), Taquaritinga do Norte (Curta Taquary), Festival de Cinema de Araxá (MG), e VII Curta Canoa (em Canoa Quebrada).

Ensaios de Cinema é mais um produto cultural lançado com o aval do programa Cultura da Gente – linha de ação do Banco do Nordeste que apóia a produção e lançamento de obras artísticas e culturais de seus funcionários aposentados (cuja responsável é a eficiente Rosana Virgínia). LG é um destes. Dedicou mais de 30 anos de trabalho ao BNB e foi lá, por exemplo, onde conheceu o aplaudido cineasta Walter Hugo Khoury, na década de 1970.

Khoury tinha vindo a Fortaleza a convite do BNB para realizar algumas peças publicitárias para a instituição. Ainda no avião, deparou-se com uma página do jornal Diário do Nordeste, onde alguns críticos da cidade apontavam seus filmes preferidos do ano anterior. LG era um desses e o único a indicar dois filmes de Khoury como alguns dos Melhores.  Logo ao chegar ao Banco do Nordeste, o cineasta paulista então perguntou ao fotógrafo da instituição, José Alves, se alguém ali conhecia aquele crítico. E qual não foi sua surpresa ao descobrir que LG trabalhava ali mesmo, como assessora do Gabinete da Presidência.

O encontro de LG e Khoury, crítico e cineasta, foi como o encontro de dois amigos de infância. E culminou com uma amizade que durou até o fim da vida de Walter Hugo Khoury, em 2003.
Os desdobramentos deste feliz encontro é um dos temas do livro Ensaios de Cinema, onde o leitor também pode ficar sabendo mais e melhor sobre a cinematografia de nomes emblemáticos como Orson Welles, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, François Truffaut, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, e ainda sobre a relevância do Cinema Europeu, Sueco e Alemão, e as dimensões dos filmes de guerra e dos filmes B, por exemplo.

O genial STANLEY KUBRICK tem sua filmografia dissecada pela pena do Mestre LG

Conhecido nas lides cinematográficas por seu profícuo exercício da crítica, o mais recente livro de LG – Ensaios de Cinema – tem prefácio com a assinatura do renomado crítico Rubens Ewald Filho, único jornalista brasileiro a cobrir, in loco, a badalada entrega do Oscar: “Tivemos o prazer de editar pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial uma seleção de seus textos. Mas que são apenas uma pequena representação do que ele escreveu nesta última década. Agora temos mais de seus escritos, maior e melhor. Neste livro, todos os textos referem-se a filmes, cineastas ou cinematografias especiais (como cinema alemão, sueco, americano) e há outra coisa que eu admiro, seu rigor. L.G. não  escreve sem ter visto pelo menos três vezes o filme ou a obra a qual se reporta.Antes de tudo, é um livro para mergulhar de cabeça e alma, coração aberto e olhos cheios de imagem”. 

Orson Welles é um dos cineastas analisados pelo crítico LG Miranda Leão

Enquanto da jornalista Neusa Barbosa (biógrafa de Woody Allen e editora do CineWEB), o crítico LG ganhou as seguintes palavras: 

É de admirar que um profissional da crítica mantenha intocado seu fôlego intelectual tantas décadas num mister assim polêmico, não raro ingrato e carregado de incompreensões. Afinal, alguns desavisados costumam confundir os críticos com infalíveis juízes do bom gosto e alguns entre estes, os mais vaidosos, aceitam assim ser considerados. Não é o caso de Miranda Leão que, embora mestre, ensina nas entrelinhas de seus iluminados comentários com a sutileza que cabe aos dotados da melhor sabedoria, amparado numa pedagogia que vem da enorme intimidade com o assunto que comenta.{…} Mestre em literatura de língua inglesa e portuguesa, Miranda Leão domina a língua com uma fina expressão, construindo frases certeiras que, embora se alonguem num estilo precioso, cultivado em épocas mais eruditas do que esta apressada nossa, sempre sabem onde querem chegar. Suas palavras acertam sempre no alvo, construindo análises e conceitos capazes de enriquecer o universo de seus leitores”. 

SERVIÇO

Livro ENSAIOS DE CINEMA

Editado pelo Banco do Nordeste do Brasil

(programa Cultura da Gente)

280 páginas, sugestão de preço: R$ 25,00 

ONDE ENCONTRAR

Livraria Oboé (Center Um)

Livraria CULTURA (www.livrariacultura.com.br)

Livraria Lua Nova (Benfica)

Locadora Distrivídeo 

Mais informações: 9103.0556 (Aurora)

Grandes Filmes e Cineastas Inesquecíveis em Ensaios de Cinema

Mergulho no Mundo do Cinema

Caso você seja daqueles interessados em cinema, a recomendação do momento é ler Ensaios de Cinema, mais recente livro do crítico LG de Miranda Leão, colaborador do Diário do Nordeste há mais de duas décadas.

Ensaios de Cinema teve concorrido lançamento no Centro Cultural Oboé, ocasião na qual foi exibido o curta LG – Cidadão de Cinema, homenagem do cineasta capixaba Gui Castor ao profícuo ensaísta (o curta tem 15 minutos e é uma produção Ceará-Espírito Santo, com roteiro assinado por estaredatora, filha do homenageado).

Ensaios de Cinema é mais um produto cultural lançado com o aval do programa Cultura da Gente – linha de ação do Banco do Nordeste que apóia a produção e lançamento de obras artísticas e culturais de seus funcionários aposentados. LG é um destes. Dedicou mais de 30 anos de trabalho ao BNB e foi lá, por exemplo, onde conheceu o aplaudido cineasta Walter Hugo Khoury, na década de 1970.

Khoury tinha vindo a Fortaleza a convite do BNB para realizar algumas peças publicitárias para a instituição. Ainda no avião, deparou-se com uma página do jornal Diário do Nordeste, onde alguns críticos da cidade apontavam seus filmes preferidos do ano anterior. LG era um desses e o único a indicar dois filmes de Khoury como alguns dos Melhores.  Logo ao chegar ao Banco do Nordeste, o cineasta paulista então perguntou ao fotógrafo da instituição, José Alves, se alguém ali conhecia aquele crítico. E qual não foi sua surpresa ao descobrir que LG trabalhava ali mesmo, como assessora do Gabinete da Presidência.

O encontro de LG e Khoury, crítico e cineasta, foi como o encontro de dois amigos de infância. E culminou com uma amizade que durou até o fim da vida de Walter Hugo Khoury, em 2003.
Os desdobramentos deste feliz encontro é um dos temas do livro Ensaios de Cinema, onde o leitor também pode ficar sabendo mais e melhor sobre a cinematografia de nomes emblemáticos como Orson Welles, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, François Truffaut, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, e ainda sobre a relevância do Cinema Europeu, Sueco e Alemão, e as dimensões dos filmes de guerra e dos filmes B, por exemplo.

Conhecido nas lides cinematográficas por seu profícuo exercício da crítica, o cearense LG Miranda Leão conta em seu Ensaios de Cinema com prefácio assinado pelo renomado jornalista Rubens Ewald Filho, único jornalista brasileiro a cobrir, in loco, a badalada entrega do Oscar: “Tivemos o prazer de editar pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial uma seleção de seus textos. Mas que são apenas uma pequena representação do que ele escreveu nesta última década. Agora temos mais de seus escritos, maior e melhor. Neste livro, todos os textos referem-se a filmes, cineastas ou cinematografias especiais (como cinema alemão, sueco, americano) e há outra coisa que eu admiro, seu rigor. L.G. não  escreve sem ter visto pelo menos três vezes o filme ou a obra a qual se reporta. Antes de tudo, é um livro para mergulhar de cabeça e alma, coração aberto e olhos cheios de imagem”.

 

SERVIÇO

Livro ENSAIOS DE CINEMA 

Editado pelo Banco do Nordeste do Brasil

(programa Cultura da Gente)

280 páginas, sugestão de preço: R$ 20,00

ONDE ENCONTRAR

Livraria Oboé (Center Um)

Livraria Lua Nova (Benfica)

Locadora Distrivídeo

Mais informações: (85) 9103.0556

Ensaios de Cinema na Oboé…

Ensaios de Cinema Será Lançado QUINTA na OBOÉ 

O mais constante crítico de Cinema em atuação no Norte e Nordeste, com mais de 50 de batente, LG de Miranda Leão é cearense, Bacharel em Literatura de Língua Inglesa e Portuguesa, aposentado pelo Banco do Nordeste do Brasil e pela Universidade Estadual do Ceará.
 
Na próxima quinta-feira, dia 20, LG lança seu novo livro ENSAIOS DE CINEMA (selo Cultura da Gente, programa do Banco do Nordeste que apóia iniciativas de funcionários aposentados), em noite festiva no Centro Cultural Oboé, quando será exibido o curta LG – Cidadão de Cinema, feito em sua homenagem pelo cineasta capixaba Gui Castor.

 

Ensaios de Cinema vem tendo ótima repercussão em festivais de cinema pelo país, já tendo sido lançado em Goiânia, Floriano (PI), João Pessoa, e no FestCine Maracanaú, e conta com convites também para lançamentos em São Luís, Santos, Rio de Janeiro, Jericoacoara, Canoa Quebrada, Campina Grande e Taquaritinga (PE).

 

Nomes como os de Orson Welles, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, François Truffaut, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, entre tantos outros, são foco da pena do Mestre LG a nos guiar delicada e inteligentemente pelas vastas searas onde se inscrevem as obras destes grandes samurais da alquimia de perceber a vida e adentrar o mundo, através de pontos-de-vista especiais transformados em sabedoria pela magia eterna da Sétima Arte, como diz sua filha e organizadora da obra, jornalista Aurora Miranda Leão.

 

Walter Hugo Khoury e LG: amizade registrada em Ensaios de Cinema         

Conhecido nas lides cinematográficas por seu profícuo exercício da crítica, Ensaios de Cinema tem prefácio do jornalista Rubens Ewald Filho: “Tivemos o prazer de editar pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial uma seleção de seus textos. Mas que são apenas uma pequena representação do que ele escreveu nesta última década. Agora temos mais de seus escritos, maior e melhor. Neste livro, todos os textos referem-se a filmes, cineastas ou cinematografias especiais (como cinema alemão, sueco, americano) e há outra coisa que eu admiro, seu rigor. L.G. não  escreve sem ter visto pelo menos três vezes o filme ou a obra a qual se reporta.Antes de tudo, é um livro para mergulhar de cabeça e alma, coração aberto e olhos cheios de imagem”.

   

 SERVIÇO

 LIVRO ENSAIOS DE CINEMA

LANÇAMENTO: programa CULTURA DA GENTE/ BANCO DO NORDESTE DO BRASIL

ONDE: CENTRO CULTURAL OBOÉ

QUANDO: Quinta-feira, 20 de Janeiro

HORA: 19:30h

 * Livro à venda na Livraria Oboé (Center Um)

 

Mais informações: 3264.7038

Novo Livro de LG Será Lançado Terça em Fortaleza

TERÇA, 7 de Dezembro, às 18h, crítico LG de Miranda Leão estará no TROCA de IDÉIAS do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza para lançar seu novo livro, que já teve lançamentos no FestCine Goiânia e no V Festival de Cinema e Vídeos dos Sertões, realizado em Floriano, no Piauí. Dia 13, o livro será lançado no Festival ARUANDA, em João Pessoa, e dia 17 no I Festival de Cinema de Maracanaú, região metropolitana da capital cearense.

O livro ENSAIOS DE CINEMA é editado pelo Banco do Nordeste do Brasil através do programa CULTURA DA GENTE, que apóia trabalhos de Arte & Cultura de funcionários aposentados da instituição.

                                        

            Ensaios de Cinema, Um Olhar Acurado sobre a Sétima Arte 

            De autoria do crítico LG de Miranda Leão, ENSAIOS DE CINEMA reúne alguns dos principais ensaios escritos pelo jornalista cearense ao longo de muitas décadas de dedicada inspiração à arte de imortalizar um filme através das reflexões por ele inspiradas.

  

Orson Welles, genial criador, é um dos pilares da preciosa pena de LG

            Nomes como os de Orson Welles, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, François Truffaut, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, entre tantos outros, são foco da pena do Mestre a nos guiar delicada e inteligentemente pelas vastas searas onde se inscrevem as obras destes grandes samurais da alquimia de perceber a vida e adentrar o mundo, através de pontos-de-vista especiais transformados em sabedoria pela magia eterna da Sétima Arte.

François Truffaut está no ensaio inicial, que saúda a Nouvelle Vague…

            Conhecido nas lides cinematográficas por seu profícuo exercício da crítica, LG lança agora seu segundo livro, cujo prefácio leva a assinatura do jornalista Rubens Ewald Filho: “Tivemos o prazer de editar pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial uma seleção de seus textos. Mas que são apenas uma pequena representação do que ele escreveu nesta última década. Agora temos mais de seus escritos, maior e melhor. Neste livro, todos os textos referem-se a filmes, cineastas ou cinematografias especiais (como cinema alemão, sueco, americano) e há outra coisa que eu admiro, seu rigor. L.G. não  escreve sem ter visto pelo menos três vezes o filme ou a obra a qual se reporta.Antes de tudo, é um livro para mergulhar de cabeça e alma, coração aberto e olhos cheios de imagem”.

 

Stanley Kubrick, um dos cineastas preferidos de LG, retratado em ensaio antológico 

Dos mais profícuos críticos de Cinema do país, Mestre LG – como é mais conhecido – é Bacharel em Literatura de Língua Inglesa e Portuguesa, aposentado pelo Banco do Nordeste e pela Universidade Estadual do Ceará. Nascido em Fortaleza, filho de pais amazonenses, LG é jornalista, Sócio-Honorário da Associação Cearense de Imprensa e membro fundador da Academia Cearense da Língua Portuguesa. Na área do Magistério, fez estudos em Nova Iorque e estágio didático nas Escolas Berlitz e Cambridge em Manhattan, tendo lecionado por uma década no Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) e na Escola Americana, sediada em Fortaleza nos anos 1960 e 1970.

Cultor de Cinema desde ainda garoto, presenciou as filmagens de Orson Welles no Mucuripe (fato registrado no documentário Cidadão Jacaré, de Firmino Holanda e Petrus Cariry), levado por seu pai (o cinéfilo e médico-pediatra Dr. João Valente de Miranda Leão, um dos fundadores da Maternidade-Escola de Fortaleza): viu o grande cineasta americano vadear na praia do Meireles e fazer algumas prises de vues. Foi dos mais atuantes membros do extinto Clube de Cinema de Fortaleza (CCF), décadas 1960 e 1970, através do qual ministrou diversos cursos e pronunciou palestras sobre A Arte do Filme com apoio nas obras de Welles, Bergman, Kubrick, Truffaut, Losey e Melville.

A Sétima Arte é assunto recorrente em seus artigos, publicados em todos os jornais já editados no Ceará.Tem artigos em diversas publicações, além de revisar, fazer apresentações e contribuir com a publicação de livros nas mais diferentes áreas, desde Poesia, passando por Cinema, Literatura, Língua Portuguesa, Inglês e diversos trabalhos acerca de Xadrez, seu exercício intelectual preferido, daí ter criado e organizar, há mais de duas décadas, o torneio Memorial CAPABLANCA de Xadrez, realizado anualmente no BNB Clube Fortaleza. Por seu dignificante trabalho em prol da Sétima Arte, recebeu homenagem do cineasta capixaba Gui Castor através do curta LG – Cidadão de Cinema, lançado em 2007. 

LG na cena de abertura do curta LG – Cidadão de Cinema, de Gui Castor

Como diz a jornalista Neusa Barbosa, “É de admirar que um profissional da crítica mantenha intocado seu fôlego intelectual tantas décadas num mister assim polêmico, não raro ingrato e carregado de incompreensões. Afinal, alguns desavisados costumam confundir os críticos com infalíveis juízes do bom gosto e alguns entre estes, os mais vaidosos, aceitam assim ser considerados. Não é o caso de Miranda Leão que, embora mestre, ensina nas entrelinhas de seus iluminados comentários com a sutileza que cabe aos dotados da melhor sabedoria, amparado numa pedagogia que vem da enorme intimidade com o assunto que comenta.{…} Mestre em literatura de língua inglesa e portuguesa, Miranda Leão domina a língua com uma fina expressão, construindo frases certeiras que, embora se alonguem num estilo precioso, cultivado em épocas mais eruditas do que esta apressada nossa, sempre sabem onde querem chegar. Suas palavras acertam sempre no alvo, construindo análises e conceitos capazes de enriquecer o universo de seus leitores”.

Walter Hugo Khoury e LG: amizade consolidada e registro em texto emocionante

VERA CRUZ Retoma Produção de Filmes

 

Começam esta semana as filmagens de LB PERSONA, a história da saga da realização do clássico O Cangaceiro, através da vida do seu diretor, Lima Barreto. 

Dirigido por Galileu Garcia e produzido pela Cinematográfica Vera Cruz, em co-produção com a Digital Films & Toon, o longa LB PERSONA promete levantar histórias inacreditáveis sobre um dos períodos mais intensos do cinema brasileiro.  

Fazia 33 anos que a Vera Cruz não produzia um longa: o último, de 1977, foi Paixão e Sombras, de 1977, dirigido por Walter Hugo Khoury

Produzido pela lendária Companhia Cinematográfica Vera Cruz em 1953, O Cangaceiro é o filme brasileiro mais visto até hoje no mercado internacional, acumulando em torno de 13 milhões de espectadores nas bilheterias de todo o mundo. Só em Paris, o filme ficou dois anos em cartaz.

 Primeiro longa brasileiro a conquistar um prêmio internacional em Cannes, O Cangaceiro terá agora toda a sua saga contada no “doc.fic” LB PERSONA, que a Vera Cruz começou a rodar em estúdio esta semana. 

Misturando linguagem documental com imagens ficcionais, LB PERSONA promoverá históricos encontros entre atores, produtores, diretores e técnicos da época, que gravarão depoimentos da mais alta relevância sobre a Vera Cruz, o filme O Cangaceiro, e também sobre a produção brasileira do período.

Como contraponto ficcional, o ator Milton Levy interpreta Lima Barreto e também sua Persona. Levy já atuou nas telenovelas e minisséries O Pecado de Cada Um, Angústia de Amor, Anjo Maldito, Canoa do Bagre, Tiro & Queda, Pícara Sonhadora, Pequena Travessa e Canavial de Paixões, entre outras. 

LB PERSONA tem direção de Galileu Garcia, jornalista, diretor, produtor e roteirista de cinema. Iniciou sua carreira como crítico de cinema, para depois ingressar no setor de publicidade da Vera Cruz, atuando nos lançamentos de Terra é Sempre Terra e Ângela. Participou como produtor em Sai da Frente, O Cangaceiro, Floradas na Serra, Na Senda do Crime, São Paulo em Festa, O Sobrado, O Gato da Madame, Paixão de Gaúcho e Osso, Amor e Papagaios, sendo que em O Cangaceiro, foi primeiro Assistente de Direção de Lima Barreto.

Galileu foi autor do longa Cara de Fogo, tendo roteirizado também As Aventuras de Pedro Malasartes, de Mazzaropi. Recebeu dezenas de prêmios por filmes e vídeos diversos.

  Sobre a VERA CRUZ

Fundada em dezembro de 1949, a CINEMATOGRÁFICA VERA CRUZ produziu ou co-produziu mais de 40 longas e documentários. Muitos deles adquiriram prestigio nacional e internacional, fazendo hoje parte integrante da história do Cinema Brasileiro. 

Entre seus grandes sucessos estão Caiçara, Ângela, Terra é Sempre Terra, Apassionata, Tico-Tico no Fubá, Sai da Frente, Nadando em Dinheiro, Sinhá Moça, O Cangaceiro, Uma Pulga na Balança, Na Senda do Crime, Candinho e Floradas na Serra. 

Tendo operado nos últimos anos principalmente como Distribuidora, a Vera Cruz recentemente iniciou um extenso trabalho buscando a recuperação de seu acervo e sua disponibilização ao grande público. Como parte deste trabalho, produziu o cd-rom “Vera Cruz e Seus Filmes”,  realizou várias exposições fotográficas a partir de seu acervo, e lançou em 2003 o livro Vera Cruz – Imagens e História do Cinema Brasileiro. No ano seguinte, realizou o restauro de seu acervo iconográfico constituído de mais de 10.000 negativos e documentos, e em 2005 implantou o site www.veracruzcinema.com.br

Voltou a produzir em 2009 com o DVD Hatha Yoga, e agora produz L.B. PERSONA, o primeiro longa metragem produzido pela Vera Cruz desde Paixão e Sombras, de 1977, de Walter Hugo Khoury.

 

 L.B. PERSONA

Produtora – Cinematográfica Vera Cruz

Co-produtoras – Digital Films & Toons  e Alexa Films

Direção – Galileu Garcia

Roteiro – Galileu Garcia

Produtor – Fred Khouri

Produtor Executivo – Sérgio Martinelli

Direção de Produção – Lu Lopes

Fotografia – Duda Catenacci

 

Patrocinio – FEMSA

Lei de Incentivo a Cultura do Estado de São Paulo – PROAC

 

Apoio Cultural – ESTÚDIOS QUANTA