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Inscrições abertas a 3 festivais cearenses

Cine CE, Jericoacoara e FestCine Maracanaú mobilizam realizadores de todo o país

Conforme já publicado aqui anteriormente, as inscrições ao Cine Ceará – festival comandado pelo cineasta Wolney Oliveira – prosseguem abertas até o final deste mês. O concorrido festival será realizado na primeira semana de junho, em Fortaleza. O regulamento completo do festival, organizado pela Associação Cultural Cine Ceará, encontra-se em http://cineceara.com

No CineCE 2011, wolney Oliveira e Nicette Bruno

Já os que quiserem se inscrever para o Festival de Cinema Digital de Jericoacoara  tem somente até o próximo dia 15 para efetuar suas inscrições. O festival é coordenado pelo escritor, produtor e cineasta Francis Vale e vai acontecer também em junho – de 15 a 21. Acesse http://www.jeridigital.com.br/

Enquanto isso, o FestCine Maracanaú se firma como uma boa janela audiovisual no vizinho município de Maracanaú, e as inscrições prosseguem até 15 de maio.

Podem ser inscritos filmes e vídeos de qualquer país e de todo o Brasil, produzidos a partir de 2009 e finalizados no formato digital.

Além das mostras competitivas de longas e curtas-metragens, o FestCine Maracanaú inclui ainda a Mostra Rodolfo Teófilo, dedicada a obras de realizadores da Região Metropolitana de Fortaleza, com duração de até 20 minutos; e a Mostra Novas Mídias, com produções de até 5 minutos, realizadas em mídias digitais – câmeras fotográficas, celular, webcam, dentre outros dispositivos.  

Embora ainda sem data marcada, o festival está previsto para acontecer no segundo semestre, sob a batuta do cineasta e produtor Afonso Celso. Em 2011, um dos destaques foi a participação de profissionais dos estúdios DreamWorks, Bill Tessier e Chris Kirshbaum, que pela primeira vez ministraram no País um workshop de animação e efeitos especiais.

Aurora Miranda Leão, Walter Webb, Marília Medina e Fabiano de Souza na edição 2011 do Fest Cine Maracanaú

Também abrilhantaram a realização do II Festival de Cinema de Maracanaú os  atores Jayme Matarazzo, Nathália Dhill, Marília Medina e Cláudio Jaborandi, além dos cineastas Walter Webb (BA-SP), Caio Soh (RJ) e Fabiano de Souza (RS). 

Mais informações: http://www.festcinemaracanau.com.br

Vem aí o II Festival de Cinema de Anápolis…

Com coordenação-geral de débora torres, Cidade goiana prepara nova edição de seu concorrido Festival

 

Na próxima semana, será divulgado o Edital do Festival, o qual este ano terá mais uma mostra competitiva: a de CURTAS DOCUMENTÁRIOS do CENTRO OESTE, além da principal Mostra – que reverencia a memória do pioneiro ADHEMAR GONZAGA – com exibição de LONGAS METRAGENS BRASILEIROS DE FICÇÃO PREMIADOS e curtas anapolinos de todos os gêneros.
 
 
 
Débora Torres envia um carinhoso convite, no qual reafirma seu propósito de realizar um amplo painel audiovisual e aprofundar os laços afetivos, a partir do fazer cinematográfico:
 
 
Conto com a presença de todos vocês! Alguns como convidados, outros como jurados, ou ainda como homeageados. Mas,sempre com grande prazer.
E VIVA O CINEMA BRASILEIRO !!!
 
 
 
Aurora Miranda Leão, Walter Webb e Débora Torres curtindo a primeira edição do Festival de Cinema de Anápolis…
 

Teus Olhos Meus vence FestCine Maracanaú

Boa seleção de filmes, repercussão na comunidade e congraçamento foram as palavras-chave na segunda edição do FestCine Maracanaú

Afonso Celso, coordenador-geral do FestCine Maracanaú, e o diretor Caio Sóh, do filme vencedor…

Clima de confraternização e olhar de alegria: a produtora Luana, Caio Sóh, Nathália Dill e Jayme Matarazzo do filme Teus Olhos Meus

Cena de Teus Olhos Meus, lançado em Los Angeles e aplaudido também no Ceará…

O longa dirigido por Caio Sóh tem trilha sonora de Maria Gadú e debutou mundialmente no LABRFF  – 4º Los Angeles Brazilian Film Festival, realizado de 27 a 30 de abril, no The Landmark Theatre, em Los Angeles.

Nesse festival, o filme sagrou-se o grande vencedor do 4th Los Angeles Brazilian Film Festival – LABRFF , vencendo em 5 categorias: Melhor Roteiro (Caio Sóh), Melhor Filme, Melhor Ator (Emílio Dantas), Melhor Atriz (Paloma Duarte) e Melhor Trilha (Maria Gadú, Maycon Ananias e Aureo Gandur).

Caio Sóh, Aurora Miranda Leão e Jayme Matarazzo: brinde ao Cinema !

Cineasta e produtor Walter WEBB troca idéias com Fabiano Souza, cineasta e professor de cinema da PUC-RS

Marília Medina, atriz do curta Sildenafil: talento reconhecido e premiado no Ceará

Os realizadores Christopher Faust (PR), Allan Deberton e Arthur Leite (ambos do Ceará) eram alguns dos concorrentes…

Cláudio Jaborandy, um dos homenageados desta edição em Maracanaú, recebe caloroso abraço de Aurora Miranda Leão…

Estudantes que participaram das oficinas do FestCine Maracanaú, tietam produtor Walter Webb e atriz Marília Medina…

Rosemberg Cariry conhece cineasta e produtor Walter Webb…

Os vencedores do II Festival de Cinema de Maracanaú

* Aguardem novos posts…

Presenças no FestCine Maracanaú

A segunda edição do FestCine Maracanaú – – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias, começa terça e prossegue até domingo no Cine Teatro Dorian Sampaio, localizado na cidade da Região Metropolitana de Fortaleza. 
 
 
Este ano, participarão os diretores de animação do estúdio norte-americano DreamWorks – Bill Tessier e Chris Kirshbaum, os quais vão ministrar workshop sobre animação 3D e efeitos especiais; cineasta/produtor Walter Webber, que ministrará o seminário “Do Roteiro a Produção”, e  o ator cearense Cláudio Jaborandy.
Sobre os convidados

Chris Kirshbaum 
Trabalha em animação há 16 anos, e tem sido  animador de personagens em 3D da DreamWorks Animation desde 2003. Créditos de animação incluem: Shark Tale, Over the Hedge, Flushed Away, Kung Fu Panda, e Monstros vs Aliens. Chris atualmente traba nos futuros filmes da empresa além de ensinar na Gnomon School em L.A.

Bill Tesser 
Animador na  DreamWorks Animation. Seus créditos incluem os filmes “Flushed Away”, “Bee Movie”, “Monsters vs. Aliens”, “How To Train Your Dragon” e “Kung-Fu Panda 2”. Iniciou sua carreira na Sony Pictures Imageworks onde ficou  um verão antes de ser contratado para animar em “Harry Potter ea Pedra Filosofal”, seu primeiro filme. Durante seus cinco anos na Imageworks ele trabalhou em “Stuart Little 2”, “Matrix Revolutions”, “O Expresso Polar” e “Open Season”, entre outros projetos. Seu interesse em animação nasceu de seu amor  pelas histórias e de contar histórias. Possui um M.F.A. em Animação da Oficina de Animação na Escola UCLA de Teatro, Cinema, Televisão. Anteriormente ministrou aulas de animação introdutória  no UCLA Animation Workshop e Laguna Colégio de Arte e Design. 


Walter Webber  
Cineasta, premiado em Cannes, com mais de 50 anos de experiência em cinema. Foi ator e produtor de TV bis orimpórduos da televisao no Brasil e trabalhou com nomes como os dos pioneiros Lima Duarte, Hebe Camargo e Cassiano Gabus Mendes. No teatro, trabalhou em espetáculos com Walmor chagas e Cacilda Becker, Paulo Gracindo, Paulo Autran e tantos outros.Da TV e do Teatro para o Cinema foi um passo decisivo e Webb já trabalhou com nomes mundialmente conhecidos como Francis Ford Coppola, John Booman, Roberto Faenza, Nicholas Ray, Anthony Mann, Renato Aragão e muitos outros. Seu nome figura e, algumas das mais emblemáticas fichas técnicas do Cinema e tem no currículo relevante participação ao lado de Glauber Rocha, Roberto Pires e Rex Schindler como um dos mais ativos participantes do movimento que originou o Cinema Novo.

 
Cláudio Jaborandy 

Pernambucano de nascimento, ainda criança veio morar em Fortaleza, onde começou a vida artística. Em 1987, gradou-se no Curso de Arte Dramática na Universidade Federal do Ceará (UFC). Em 1998, no Curso profissional de vídeo-cine-tv na escuela d’alts estudis de la imatge i el disseny (idep) Barcelona-Espanha.

Seus trabalhos incluem atuações no teatro, cinema e televisão. Suas interpretações deram vida a personagens produções no Teatro, entre as quais,  1992 – “Ópera Don Giovanni” de Mozart, direção Bia Lessa,  1994 – “Oropa, França e Bahia”, direção Nehle Franke e 1995 – “Matança de Porco” de Peter Turrine, direção Nehle Franke. No   Cinema, participou de  “Oropa, França e Bahia” de Glauber Filho ,  “Iremos à Beirute”, de Marcus Moura, 1999 – “Latitude Zero”, de Toni Venturi, longa 35mm,  “Lua Cambará”, de Rosemberg Cariry, longa 35mm, “O Caminho das Nuvens”, de Vicente Amorim;  Plastic City – direção Yu Lik Wai e  2010 – documentário Amor? – direção João Jardim. Na televisão, atuou em produções da TV Cultura e  Band. Ator da Rede Globo, teve papeis marcantes com forte identidade nordestina e popular em novelas e minisséries – . 2004 – “Um Só Coração”;  2006 – “JK”; Participação nas novelas: – “Da Cor do Pecado” e   “Celebridades” ; na série  Carga Pesada e na minissérie “Mad Maria”.  Atuou nas minisséries  2007 – Amazônia – série Rede Globo; 2008 – Queridos Amigos – série Rede Globo, 2009 – Viver a Vida – novela Rede Globo; 2010 – Participação em A Grande Família – série Rede Globo;  2011 – Morde e Assopra – novela Rede Globo. Artista premiado, é detentor dos prêmios:  1995 – 28º Festival nacional do cinema de Brasília /DF;  Melhor ator – Filme :”O Amor não acaba às 15:30″;  1999 – Rio Cine Festival – mostra competitiva de curta metragem – Melhor ator – filme – “Náufrago”; 7º Festival Chileno Internacional Del Cortometraje -Melhor ator – filme – “Náufrago”; 2001 – VI Festival de Cinema do Recife -Melhor ator – filme – “O Prisioneiro”;  V Festival de Cinema Lusobrasileiro de Santa Maria da Feira – Portugal – Melhor ator – filme -“Latitude Zero”; XXI Cine Ceará – Festival de Cinema do Ceará – Melhor ator – filme – “O Prisioneiro”, curta metragem;  Festival de Kiev – Ucrânia – Melhor ator – filme -“Latitude Zero”;Melhor ator – filme – “Rapsódia Para Um Homem Comum”, no Festival de Brasília, no Festival de Cinema do Maranhão e no FAM que acontece em Florianópolis.
 
Serviço
 
 
II FestCine Maracanaú – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias  
De 4 a 9 de outubro
Local: Cine Teatro Dorian Sampaio
Endereço: Rua Edson Queiroz, 5. (Ao lado Funcult), bairro Antônio Justa. 
Grátis 

RESTA UM.. filme marcante na cabeça de cada um

São tantas as opiniões que anotamos sobre nosso curta RESTA UM, que resolvemos publicá-las para partilhar com você, leitor amigo, que já conhece ou ainda vai ver este exercício audiovisual coletivo…

Roteiro inteligente, edição competente e condução elegante com Ingra Liberato esbanjando sensualidade.
                                               – Maria Letícia, cineasta

Foi um grande prazer te ajudar nessa. Adorei o filme!
               – Cavi Borges, cineasta

Importa pelo que é capaz de despertar no espectador…
                            – Edinha Diniz, pesquisadora de Música
Absolutamente transgressor, dá gosto ver, faz bem à alma.
                                               – Jorge Salomão, poeta

Bom de ver, leve, descontraído e alegre como sua diretora. Já disse que quero fazer parte do próximo.

                                      – Vera Ferreira, atriz


 Leve, descontraído, dá vontade de assistir mais de uma vez para adentrar melhor neste universo a que o filme nos remete.
                                                                     – Sérgio Fonta, ator

Supimpa ! Um sopro de bendita transgressão no universo audiovisual contemporâneo.
                                            – Carmem Araújo, filósofa

Uma excelente loucura, digna do Bressane… Você é demais, parabéns!
                                          – Miguel Jorge, escritor


Enfim, um filme que faz exatamente o que se propõe: instigar, confundir, mexer com o intelecto. E é gostoso de ver…
                                                      – Alice Gonzaga, pesquisadora

Resta Um é uma bela homenagem à Belair, mostra que ainda hoje a intuição pode vencer a forma e criar algo sensível e singelo.
                                                                          – Alex Moletta, dramaturgo

Tá muito legal o filme e é uma honra ter um trechinho do Áurea passeando lá dentro. Ver o filme deu vontade de estar lá.

                                                                          – Zeca Ferreira, cineasta


 Aurora constrói com habilidade e leveza um painel espontâneo sobre o fazer cinematográfico, renovando nosso espírito de querer encontrar o novo.  
                                                      – Jorge Ritchie, ator     

           
Um filme que reaviva a crença no cinema de invenção. 
                                                – Phylis Lilian Huber, jornalista

Inteligente, ousado, instigante, tão experimental como sua própria diretora.

                                                – Walter Webb, produtor e cineasta

Aurora, o filme é muito bommmmmmm ! Estou encantado… ele passa o tempo inteiro uma enorme vontade de fazer e isso é contagiante. E que atriz espetacular essa Ingra ! Parabéns !

                                                               – Gui Castor, cineasta

 

* O CARTAZ de RESTA UM é criação do amigo Chico Cavas Júnior…

ARRASTÃO ANÁPOLIS !

Aurora de Cinema na cobertura do Festival 

 Bela Semente em Prol do Cinema Brasileiro

 

Anápolis, o segundo mais desenvolvido e promissor município de Goiás, bem próximo à bela e hospitaleira Goiânia, acolheu em abril passado um bom bocado do cinema brasileiro. A prefeitura deu chance e Débora Torres, uma mulher aguerrida, dedicada às produções que assina, competente, forte, solidária e disposta, semeou mais um terreno em Goiás, que deverá gerar belos e imponentes galhos para açambarcar todo o variado painel que, cada vez mais, o cinema brasileiro descortina.

Aurora Miranda Leão, Débora Torres, Ed Cafezeira e Almir Torres no resort ESTÂNCIA

O I Festival de Cinema de Anápolis, de 12 a 18 de abril, foi um momento precioso de encontro entre gente que faz cinema – nos bastidores, nos palcos, nas platéias, por trás das câmaras e nas telas dos quatro cantos do mundo.  Estive por lá, com muita honra, como jornalista convidada, e fiquei encantada.

Desde a acolhida no aeroporto, onde três jovens da equipe de Débora já me esperavam há algum tempo – Pedro Pinheiro, Tatiana Lopes e a bela Jéssica – . Ali, reencontrei o simpático casal Laura Pires e Edvaldo Cafezeira, dois queridos de longa data. Assim, tudo foi muito convidativo, desde o início.

Aurora recebe caloroso abraço de Débora Torres na chegada a Anápolis…

O trajeto Goiânia-Anápolis é feito em estrada com boa manutenção e se faz ligeiro. Chegar e dar de cara com o precioso espaço do resort Estância Park foi outra boa surpresa. Foi lá que revi minha querida amiga Débora, idealizadora e coordenadora-geral do Festival que seria aberto àquela noite. Ela vinha acompanhada do irmão Almir, outro que deu a maior força para o êxito do Festival.

Fomos almoçar no amplo e vem servido resto da Estância e lá reencontrei o colega de batente, Cid Nader, outro cujo astral sempre favorece momentos aprazíveis.

Quando a noite começou a se insinuar, nos trouxe junto o abraço da querida Alice Gonzaga, grande baluarte do nosso Cinema, feliz por estar acompanhando a meritório Homenagem ao pai, que nomina a mostra competitiva de longas-metragens.

Aurora Miranda, Selva Aretuza e Alice Gonzaga: companheiras de cinema em Anápolis

A abertura foi no Teatro Municipal: noite festiva, platéia lotada e a primeira exibição pública do filme Hollywood no Cerrado, de Tânia Montoro e Armando Bulcão, um documentário revelador para o quão Anápolis tem a ver com parte da história do cinema, sobretudo o de Hollywood: afinal, no município goiano que agora envereda pelas trilhas do audiovisual, viveu e floresceu muita gente de prestígio no cinema norte-americano, como Joan Lowell, Mary Martin, Larry Hagman, Gilbert Adrian.

Nesta noite, a atriz francesa Eliane Lage – grande diva do cinema brasileiro nos anos 50 (há três décadas, feliz moradora de Pirenópolis), reencontrou-se, depois de tantos anos, com os amigos Walter Webb e Alice Gonzaga. Um belo encontro, abonado em frente ao palco do Teatro Municipal de Goiânia.

Débora Torres, cineasta Alberto Araújo e Tânia Montoro em noite de cinema em Anápolis

A platéia anapolina adorou se ver na tela: suas reações de aprovo eram indisfarçáveis, e ouviam-se muitos risos durante algumas passagens. Oxalá o filme tenha boa visibilidade pelas telas do país e chegue também em solo americano. A comunidade anapolina merece.

O festival teve duas mostras competitivas: a de Longa-Metragem de Ficção Brasileiro, adequadamente chamada Adhemar Gonzaga, num justo e belo preito ao jornalista pioneiro da indústria cinematográfica no Brasil, e a mostra Curta Anápolis, para dar visibilidade à produção anapolina, de todos os gêneros. O Troféu Anápolis, criado pelo artista plástico Napefi, foi entregue a personalidades como Vladimir Carvalho, Miguel Jorge, Tizuka Yamazaki, Ingra Liberato, Murilo Rosa, Luiz Carlos Vasconcellos e Mallu Moraes, além de ter sido entregue aos representantes dos filmes vencedores.

A programação também disponibilizou seu foco para as crianças da rede municipal de ensino – tendo sessões super concorridas – e proporcionou o I Encontro de Cineclubes do Centro-Oeste – com direito à oficina cineclubista coordenada por Carol Paraguassu, e a presença muito intensa de cineclubistas da região.

Edvaldo Cafezeira, Aurora Miranda, Walter Webb e Débora Torres…

Em Anápolis também aconteceram diversas oficinas – alvitres da agilidade mental e disposição para o trabalho que Débora Torres demonstra a todo momento, mesmo quando não se dá conta disso – com aulas de roteiro, produção e direção ministradas pelo baluarte Walter Webb.

Walter Webb distribui simpatia entre Eliane Lage e Alice Gonzaga: trio-Patrimônio

Aliás, sobre esta figura é preciso um parêntese especial: Walter Webb foi presença das mais solicitadas e encantadoras em Anápolis, a todos dedicando uma palavra especial, uma atenção calorosa, um bom fio de enriquecedora conversa, em qualquer direção. Uma enorme alegria conhecê-lo e privar de seu convívio.

Aurora Miranda Leão e a alegria de reencontrar ator Guido Campos

Falando nisso, o que não faltou em Anápolis foi a convivência  com pessoas do mais significativo quilate… ainda estou por descobrir se isso é fruto da energia revitalizante que emanava da acolhedora Estância Park (o belo resort que nos serviu de cenário e aconchego por uma semana) ou se esses “presentes” se configuram no espaço a cada vez que minha irmã querida Débora Torres toma a colcheia e toca pra frente uma enorme caravana de holofotes em direção aos artistas do Cinema e ao cinema dos Artistas Brasileiros.

Serina Raruá e Aurora Miranda Leão: Sétima Arte acontecendo em Anápolis

Desta vez, ela nos trouxe a delicadeza e prestatividade de Serina Raruá, além da disponibilidade sempre atenta de Ângela Torres e a presença sempre benfazeja de Guido Campos e Rubens Ewald Filho, este Homem-Cinema sempre a encantar com sua simplicidade, simpatia, riqueza de memória e conhecimento abalizado sobre tantos temas, um mestre na arte de seduzir e encantar porque nele notoriedade, prestígio, desafetação, riqueza espiritual e carisma são um só trevo de cinco folhas.

E por falar nele, Rubens destacou o quanto a história de Anápolis revela uma espécie de predestinação para o cinema, uma vez que ali viveram, entre os anos 40 e 50, Janet Ganyor – atriz principal do grande clássico do cinema, o filme Aurora, de Murnau -, e seu marido Gilbert Adrian (um dos grandes estilistas de Hollywood). E citou também a presença de Mary Martin, atriz de grandes musicais da Broadway, em cuja biografia há uma marcante passagem pela cidade. “Com uma história dessas, com certeza já estava escrito nas estrelas que Anápolis está diretamente ligada ao cinema”

Secretário Augusto César, Débora Torres, Rubens Ewald Filho e o prefeito Gomide

E assim, divididos entre ricos papos sobre a Sétima Arte, piadas e generosos encontros nos espaços da Estância Park, de dia, e filmes, debates e fartos churrascos noturnos, transcorreu aquele adorável período do festival de cinema de Anápolis.

Neusa Borges, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida: respirando cinema em Anápolis

Churrascaria Los Pampas foi ponto de encontro todas as noites… Haja churrasco !

A cada noite, um debate após os filmes, comandados ora por Débora ora por Guido, reunia público e realizadores num importante intercâmbio de idéias artísticas e disponibilidade para a informação. Toda noite também o entorno do Teatro Municipal acolhia o público, imprensa e convidados com um barzinho agradável e de preços convidativos, aliado a um bom momento musical com artistas da cidade.

Aurora Miranda Leão e Laura Pires na noite-lançamento biografia Roberto Pires

Em Anápolis, também havia uma janela para livros sobre cinema: ali foram lançados o ótimo livro do amigo Alex Moletta – “Criação de Curta-Metragem em Vídeo Dgital” -, o histórico livro de Beto Leão sobre os 100 Anos do Cinema Goiano, e a biografia do cineasta baiano Roberto Pires, que sua viúva Laura Pires autografava emocionada, junto ao lançamento da cópia restaurada do filme Redenção, título iniciático da carreira de Roberto e primeiro longa-metragem baiano.

O festival possibilitou também que, a cada noite, os filmes exibidos no dia anterior pudessem ser vistos por maior número de pessoas, sendo então ofertados em algumas praças de Anápolis, e a equipe comandada pelo elétrico Itamar Borges registrava tudo em making-of.

Débora Torres e o Secretário Augusto César abraçam necessidade do Festival

Os filmes concorrentes eram: Orquestra de Meninos, representado por Murilo Rosa (homenageado com o Troféu Anápolis) – seguido por uma legião de fãs que o acompanhou o dia inteiro em Anápolis: o ator arrebatou uma multidão ao belo parque Ypiranga numa tarde em que diversas orquestras da cidade tocaram em sua homenagem.

Aurora M. Leão e Felipe Brida: jornalistas também tietaram o premiado Murilo Rosa

Murilo foi atencioso e simpático com todos, não se furtando a posar para fotos, dar autógrafos e espalhar beijinhos e abraços entre as tietes. Na visita ao parque municipal, Murilo Rosa (sempre acompanhado dos pais) foi recebido pelo prefeito Antônio Gomide, o secretário de Cultura, Augusto César de Almeida, a diretora municipal de Políticas Públicas, Agueda Maria Zimmer, a coordenadora do programa Criar e Tocar, Marisa Espíndola, e por professores da rede municipal de ensino.

Ator, que passou infância em Anápolis, recebeu bela homenagem do Festival

Dila Guerra e Manaíra Carneiro apresentam o premiado  Cinco Vezes Favela…

Cinco Vezes Favela, o emblemático filme produzido por Cacá Diegues, foi representado por uma das diretoras do primeiro episódio, a pulcra e simpática Manaíra Carneiro, e por Dila Guerra, atriz do último episódio do filme – que Rubens me avisou logo tratar-se de “grande atriz”. As duas foram iluminadas presenças no festival e participaram ativamente do debate pós-exibição.

Darlene Glória em cena de Feliz Natal, longa de Selton Mello

Feliz Natal, o impactante filme de Selton Mello, foi representado por sua mãe, a elegante Selva Aretuza, e pelo ator Leonardo Medeiros. Obra colecionadora de prêmios em festivais pelos quatro cantos, o filme de estréia de Selton é ainda melhor do que esperava, digno mesmo de todas as honrarias: aponta um diretor vigoroso, criador de um roteiro instigante (parceria com Marcelo Vindicatto), enriquecido por uma fotografia (Lula Carvalho) em plena sintonia com o leitmotiv do argumento, com enquadramentos belos e inusitados – há pelos menos três momentos em que isso é patente: na vertigem de Mércia (personagem de Darlene) rodando entre luzinhas decorativas do Natal; na cena do personagem Caio (Leo Medeiros) deitado em posição fetal no meio da rua; e na cidade que nos é dada ver se descortinando em seu anoitecer por trás de um muro alto, branco – lindo a mais não poder…

Leonardo Medeiros e Selva Aretuza apresentando Feliz Natal, de Selton Mello

Selton é dono de invejável sensibilidade, evidenciada sobretudo pelos artistas que convoca para trabalhar com ele, dando qualificado destaque ao trabalho de artistas como Darlene Glória, Lúcio Mauro, Emiliano Queiroz, e Paulo Guarnieri. Supimpa este Selton ! Exponencial ator e um diretor de envergadura.

A cineasta Anna Luíza Azevedo entre Eduardo Cardoso e Bianca Menti

Dia seguinte, a cineasta Anna Luíza Azevedo, e os jovens atores gaúchos Eduardo Cardoso e Bianca Menti representaram o filme Antes que o Mundo Acabe, título que fez daquela a noite mais positivamente energizada do festival.

Bianca Menti e Pedro Tergolina em Antes que o mundo acabe

Filme sensível, onde desponta o talento promissor de Pedro Tergolina (de rara beleza), muito bem aproveitado em cenas ao lado de Eduardo e Bianca, Elisa Volpatto e Murilo Grossi. Roteiro caprichado, assinado a quatro mãos por Paulo Halm, Jorge Furtado, Giba Assis Brasil e a própria Anna Azevedo.  Antes que o Mundo Acabe findou por sagrar-se vencedor em diversas categorias e na mais importante delas, Melhor Filme. Um justo reconhecimento a uma obra eivada de méritos, pronta para ser vista, revista e sair encantando, a cada vez em que for exibida.

Já na madruga, Aurora, Eduardo Cardoso, Bianca Menti e Cid Nader em papo de cinema

Fiquei fascinantemente impressionada com mais este belo exemplar do cinema gaúcho e me enchi de saudades de Porto Alegre (o filme tem ademais este mérito, de mostrar a capital gaúcha como uma cidade que precisa ser visitada, fartamente cultural, tranqüila e acolhedora).

Ana Carbatti: mais um prêmio ao talento, premiada por Os Inquilinos

O último filme em competição, Os Inquilinos, do sempre polêmico Sérgio Bianchi, também recebeu vários troféus, incluindo Melhor Atriz e Atriz Coadjuvante (respectivamente, Ana Carbatti e Cássia Kiss).

 

Murilo Rosa (ao lado de Débora Torres) cumprimenta prefeito Antônio Gomide

Necessário salientar: merece parabéns o prefeito Antônio Gomide e a equipe de sua Secretaria de Cultura (na pessoa do secretário Augusto César de Almeida), que apostaram num projeto de suma relevância, não só para a cidade de Anápolis mas pra todo o estado goiano e para os muitos que, diariamente, precisam acordar com a certeza de que vale a pena investir no sonho de fazer Arte no Brasil e prosseguir criando, construindo um cinema que, a par de todas as dificuldades, se mantém ativo e pulsante, cotidianamente.

Murilo Rosa encantou Anápolis e contribuiu com brilhantismo para sucesso do Festival

Idealizado pela cineasta e produtora-executiva Débora Tôrres, o I Festival de Cinema de Anápolis foi organizado pela Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Anápolis em parceria com a ACAA – Associação Cultural e Artistica de Anápolis – , o Cineclube Xícara da Silva, e o Pontão de Cultura Tenda Jovem.

E pra encerrar, vou tentar lembrar de todos com quem estive nestes tão agradáveis dias em Anápolis. É difícil mas vou tentar não esquecer ninguém.

Murilo Rosa foi Melhor Ator por Orquestra de Meninos e encantou em Anápolis

Primeiro a alegria de reencontrar Rubens Ewald Filho e Alice Gonzaga, além de Laura Pires, Edvaldo Cafezeira, Ângela Torres e Itamar Borges. Na última noite, o abraço que não podia faltar, no querido escritor Miguel Jorge, poeta de aguçada sensibilidade. Depois a beleza e simpatia de Manaíra Carneiro, carioca estreando muito bem na direção de longa com Cinco Vezes Favela, acompanhada de outra carioca que também se tornou querida: a super simpática Dila Guerra, participante antenada de debates e conversas sobre cinema.

Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Itamar Borges, Mallu Moraes, Felipe Brida, Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga em noite de confraternização em Anápolis

Escritor Miguel Jorge e roteirista Alex Moletta também abrilhantaram festival

E ainda a tranqüilidade pacificadora de Cid Nader e o jeito bem-vindamente  solícito de Felipe Brida, boa-praça de carteirinha.  Sem esquecer de Mallu Moraes, João Batista de Andrade, o embaixador Lauro Medeiros, além de Neusa Borges, Umberto Magnani, Sérgio Bianchi, Selva Aretuza, os atores Leonardo Medeiros, Guido Campos, Eduardo Cardoso e Bianca Menti;  o casal Lucília e Vladimir Carvalho, e a presença sempre bem-vinda de Walter Webb e do querido amigo Alex Moletta.

Documentarista paraibano de Brasília, Vladimir Carvalho, homenageado com Troféu Anápolis, fez contundente discurso ao recebê-lo

E teve ainda o Paulo e o Marcos, conduzindo com simpatia e bom humor todo mundo pra qualquer lugar, e a Serina Raruá, misto de elegância, pragmatismo e disponibilidade. Ficando pro final quem chegou por último: o charme alegremente cativante da esplendorosa Zezeh Barbosa, que chegou no finalzinho mas não precisou nem de cinco minutos pra conquistar a simpatia e adesão de todos. E ainda gravou eloqüente participação no curta O Sumiço de Alice, que virá na seqüência, fruto dos dias ensolarados e prolíficos em solo anapolino.

E para celebrar a última noite do I Festival de Cinema de Anápolis, não podia faltar uma animada festa, que aconteceu na boate Nobel, onde dancei à beça, ao lado de curtidores da noite – como Débora, Serina, Mallu, Itamar, Ângela, Guido e Zezeh –, e na qual precisei “assumir” as pick-ups várias vezes pois o DJ (o simpático Nelsinho) não tinha sequer uma música do “trio fantástico” (Paralamas), nem tampouco uma faixa dos Beatles… a noitada foi inesquecível mas resolvi, a partir de então, assumir meu lado DJ.

Vencedores da mostra de curtas: ator Marcus Annoli e equipe do filme “Entre”

Que venha o Anápólis 2012 !

Dila, Laurita, Mallu Moraes, Aurora Miranda e Zezeh Barbosa: noite final em Anápolis

Um beijo carinhoso a todos que desfrutaram comigo estes divertidos dias em Anápolis e um agradecimento muito forte e sincero a Débora Torres e toda a sua equipe.

* Fotos de Anápolis são de Ed Cafezeira, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida

SARAVÁ !!!

Até 2012, se Deus quiser !

Como e Por Que Alice Sumiu ?

Pirenópolis, bucólico município goiano onde nasceu a idéia de O Sumiço de Alice…

O Sumiço de Alice é o novo curta-metragem da jornalista Aurora Miranda Leão. Rodado em Anápolis, durante o I Festival de Cinema de Anápolis, realizado no município goiano de 12 a 18 de abril passados, o curta é um trabalho experimental que nasceu de uma visita à bucólica região de Pirenópolis, berço de tantos filmes brasileiros (como “Simeão, o boêmio”, primeiro filme dirigido pelo pioneiro goiano João Bennio; O Tronco, de João Batista de Andrade; O Leão do Norte, de Carlos Del Pino; e o curta Borralho, do maranhense Arturo Sabóia de Almada).

Gravado em formato digital, com imagens captadas em mini DV, O Sumiço de Alice é mais uma produção Aurora de Cinema, a ser finalizada em parceria com a Cabeça de Cuia Filmes (da videasta cearense Lília Moema).

turma reunida 2

Elenco do curta ‘O Sumiço de Alice’, rodado no eixo Anápolis-Pirenópolis

O processo de produção resume-se a 3 dias de gravações no circuito Pirenópolis-Teatro Municipal-Estância Park de Anápolis, mas, apesar do pouco tempo, o curta conta com elenco estelar, onde despontam o talento vibrante de Zezeh Barbosa, a criatividade singular dos goianos Deborah Torres e Guido Campos, a expressividade da atriz Dila Guerra, a criatividade do escritor Miguel Jorge, a descontração de Walter Webb, Alice Gonzaga e Mallu Moraes, a seriedade na estréia de Selva Aretuza e Manaíra Carneiro, além da inteligente participação dos jornalistas Cid Nader e Felipe Brida.

Aurora anota idéias para incluir no roteiro de O Sumiço de Alice

Eduardo Cardoso, Dila Guerra, Bianca Menti e Aurora: em busca de Alice…

Um belo plano-seqüência gravado em Pirenópolis responde pela abertura de O Sumiço de Alice. O filme vai-se desenvolvendo e, ao longo de seus 15 minutos, uma sucessão de imagens e depoimentos insólitos vão mapeando a intrincada história do inopinado e misterioso sumiço de Alice.

Alice Gonzaga, Mulher Patrimônio do Cinema, que inspirou o curta O Sumiço de Alice

Até o final, paira no ar a pergunta que não quer calar: como e porquê Alice sumiu ?

FICHA TÉCNICA

Roteiro e Direção: Aurora Miranda Leão

Produção: Aurora Leão e Ângela Torres

Assistente de produção: Itamar Borges e Mallu Moraes

Direção de Platô: Laura Pires

Edição: Aurora M. Leão e Lília Moema

Still: Ed Cafezeira e Laura Pires

Dila Guerra, Laura Carneiro, Mallu Moraes, Aurora Miranda Leão e Zezeh Barbosa: descontração imperou nas gravações de O Sumiço de Alice

Encontro feliz em Anápolis: Aurora Miranda Leão, Walter Webb e Débora Torres

Elenco: 

                   ALICE GONZAGA

                    ZEZEH BARBOSA

                    DÉBORA TORRES

                    WALTER WEBB

                    MIGUEL JORGE

                    SELVA ARETUZA, gentilmente cedida por Danton e Selton Mello

                    GUIDO CAMPOS

                    DILA GUERRA

                   MALLU MORAES

                   JOÃO BATISTA DE ANDRADE

                    MANAÍRA CARNEIRO

                    CID NADER

                    FELIPE BRIDA

                     SERINA RARUÁ

                    ITAMAR BORGES

                    LAURA PIRES

                    ED CAJAZEIRA

Zezeh Barbosa e Guido Campos curtindo a noite anapolina: brinde ao Cinema !

O SUMIÇO DE ALICE…

Atrizes, cineastas e jornalistas reunidos no município goiano participam de novo curta-metragem

A promissora realização do I Festival de Cinema de Anápolis, que será encerrada esta noite na agradável cidade goiana, reúne atores e atrizes, jovens realizadores e renomados cineastas, além de cineclubistas e jornalistas. Durante uma semana, o encontro dessa eclética turma tem gerado uma saudável troca afetiva e encontros valorosos, bem como um convívio que agora já começa a ganhar o sobrenome de saudade…

Em Anápolis, onde Débora Torres é aclamada como uma autêntica guerreira – possibilitadora do sonho – em prol do Cinema Brasileiro, nomes como o do produtor Walter Webb, o da pesquisadora Alice Gonzaga e o do crítico Rubens Ewald Filho aliam-se aos do embaixador Lauro Moreira, os das atrizes Neusa Borges e Zezeh Barbosa, João Batista de Andrade, Vladimir Carvalho, Leonardo Medeiros, Mallu Moraes, Anna Luíza Azevedo, Sérgio Bianchi, passando por Laura Pires e a elegante Selva Aretuza, e conduzindo a uma fonte de vigorosa energia que vem de  Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Felipe Brida e Cid Nader, e chegando aos jovens gaúchos Eduardo Cardoso e Bianca Menti, formando um painel autenticamente digno de registro e que somente a magia do cinema é capaz de conduzir.

Dos dias ensolarados, tranqüilos e intensos vividos em Anápolis, na enorme e acolhedora Estância Park, é preciso destacar, primeiro, a acolhida carinhosa da turma da produção – Almir e Ângela Torres, Serina Raruá, Tatiana e Jéssica, e Pedro Pinheiro, sempre dispostos a  atender com um sorriso e um abraço de coração. Tudo, simples fruto da disponibilidade indormida de Débora Torres, sempre a promover encontros cujos frutos fazem fronteira muito além dos limites de Goiás.

E como vir a Anápolis é um convite inspirador a uma visita a Pirenópolis, lá fomos nós na ensolarada quinta-feira, conhecer a terra das famosas Cavalhadas e da Fé no Divino Espírito Santo, berço seminal de O Sumiço de Alice.

Mas antes de nos deter na fonte que fez brotar o curta O Sumiço de Alice, vale ainda contar da alegria de rever amigos goianos como Guido Campos, Carol Paraguassu, Itamar Borges e Ângelo Lima… porque dos dias em Anápolis, tem mais, muito mais, que eu conto pra vocês brevemente, em novos posts…

Vamos a O Sumiço de  Alice

A idéia nasceu quando os ponteiros quase encostavam no horário combinado pro regresso a Anápolis, e faltava Mallu Moraes no lugar combinado, hora acertada no restaurante onde dissemos não à fome. Sabido que Mallu gosta de se “energizar’ e faz das cachoeiras um de seus cenários preferidos, o motorista Paulo toca pra primeira cachoeira onde o sol diz bom dia e enche de luz e sombra o centro da bela Pirenópolis, repleta de lojinhas e mimos que fazem a delícia dos olhos de quem gosta de se encantar com o supérfluo, logo ele, tão permanente porque tão necessário.

Alguns resolvemos descer da van e saímos à procura de Mallu. Câmeras a mão, corremos pra registrar a natureza gentil a nos oferecer suas cores e encantos. Quando menos esperei, havia gravado um belo plano-seqüência… e foi Alice Gonzaga quem eu logo avistei ao voltar pro carro ao lado do agora querido Felipe Brida.

E junto veio a indagação imaginária: E se o sumiço fosse de Alice ?

De imediato então, surgiu-me o título O Sumiço de Alice, e desde sexta gravamos em Anápolis as imagens de mais um curta que vai ganhar a assinatura Aurora de Cinema, com precioso still de Edvaldo Cafezeira.

O roteiro eu conto depois, porque ele é de somenos importância. Essencial é saber que já podemos pensar na ficha técnica, que terá desde a própria Alice Gonzaga e Walter Webb até os seguintes companheiros de jornada anapolina:

Manaíra Carneiro – diretora do primeiro episódio de Cinco Vezes Favela

Selva Aretuzaestilista, mãe dos atores Dantonm e Selton Mello

Dila Guerra – atriz premiada de Cinco Vezes Favela

Guido Campos – ator goiano e apresentador oficial do Festival de Anápolis

Cid Nader – jornalista, redator do site Cinequanon

Felipe Brida – professor universitário e crítico de cinema

E mais: Zezeh Barbosa, Débora Torres, João Batista de Andrade, Itamar Borges, Mallu Moraes, Laura Pires, e a promessa de registros com Vladimir Carvalho, Sérgio Bianchi e Marat Descartes.

Vamos às gravações finais de… O Sumiço de Alice

 

Cinema na Tela de Anápolis

É assim o belo cenário que nos alcança a visão no entorno de Anápolis, município goiano onde acontece a primeria edição do Festival Anápolis de Cinema.

Hóspedes da enorme e aconchegante Estância Park, cineastas, jovens realizadores, atores e atrizes, e jornalistas, contribuindo para a implantação de mais um festival para promover o Cinema Brasileiro.

Desde a chegada ao aeroporto de Goiânia, onde fomos recepcionados com carinho e atenção pela gentil equipe de Débora Torres – composta por sua mana Ângela Torres, Serina Raruá, e os jovens Pedro Pinheiro, Tatiana e Jéssica -, estar em Anápolis tem sido um misto de descanso, curtição, muito aprendizado de cinema (embarcando nas prodigiosas memórias de Walter Webb e Alice Gonzaga), e um diversificado intercâmbio de idéias de todos os matizes.

 

Esta primeira edição do Festival de Cinema de Anápolis começa marcada pelo impacto da quantia em prêmios: são R$ 130 mil reais, a serem divididos entre longas convidados e curtas feitos pelos próprios cidadãos de Anápolis, uma cifra bem polpuda dentre tantos festivais realizados no país, o que por si só já torna o festival bastante atraente para os concorrentes.

                        Atriz Eliane Lage, cineasta Walter Webb e homenageada Alice Gonzaga

 Jornalista e crítico de Cinema dos mais requisitados do país, RUBENS EWALD FILHO assina a curadoria da Mostra Adhemar Gonzaga de Longas Metragens

 Atriz carioca Dila Guerra e diretora Manaíra Carneiro: CINCO VEZES FAVELA

Murilo Rosa esteve em Anápolis por conta de ORQUESTRA DE MENINOS e recebeu afeto de Aurora Miranda Leão, Alice Gonzaga e Débora Torres

Ed Cafezeira, Neuza Borges, Laura Pires, Felipe Brida, Malu Moraes, Walter Webb, Alice Gonzaga, Manaíra Carneiro e Selva Aretuza (foto Aurora MLeão)

Débora Torres coordena debate após exibição de FELIZ NATAL, de Selton Mello, um dos fortes concorrentes do Festival de Anápolis

Laura Pires autografa biografia do saudoso Roberto Pires, cineasta baiano, em noite repleta de amigos e público

Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Itamar Borges, Mallu Moraes, Felipe Brida, Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga (fotos de Edvaldo Cafezeira)

* Aguardem novos posts sobre a primeira edição do Festival de Cinema Brasileiro de Anápolis