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RESTA UM na noite de Fortaleza

Um filme só acontece depois que chega ao espectador. Por isso, você é a pessoa mais importante desta noite de TERÇA na qual RESTA UM será exibido, pela primeira vez, em Fortaleza.

O CONVITE para esta noite no Centro Cultural Oboé tem a intenção de ser espalhado por aí aos quatro ventos pra que possamos ter uma sessão de cinema com casa cheia.


Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho durante o período de gravações em Goiânia…

Vá e leve os amigos ! Se não puder ir, pelo menos recomende a uma porção de parceiros porque, afinal, sempre RESTA UM

Venha você também descobrir porque O Resto é sempre maior que o Principal…

 

FICHA TÉCNICA e ARTÍSTICA RESTA UM 

Argumento, Roteiro, Fotografia e Direção – Aurora Miranda Leão

Trilha: Ricardo Bacelar

Câmera adicional – Julinho Léllis

Imagens de celular: Aurora M. Leão e Ingra Liberato

Contribuição afetiva – Rubens Ewald Filho

Colaboração no Roteiro: Alex Moletta,Miguel Jorge,Rogério Santana 

Estrelando INGRA LIBERATO

 Participação: Rosamaria Murtinho, Sílvio Tendler, Bruno Safadi, Samuel Reginatto, Miguel Jorge, Henrique Dantas, Carol Paraguassu e Patrícia Luciene

Produção: Aurora M. Leão e Julinho Léllis 

Edição: Aurora Miranda Leão e Lília Moema

Filmes citados:  Amanda & Monick, de André da Costa Pinto

                              Aos Pés, de Zeca Brito

                              Áurea, de Zeca Ferreira

                             Harmonia do Inferno, de Gui Castor     

 

Realização: Aurora de Cinema & Cabeça de Cuia Filmes       

                                      

RESTA UM – LANÇAMENTO em Fortaleza
HOJE, 19, 19:30h
COQUETEL no Centro Cultural Oboé – rua MARIA TOMÁSIA, 531

Informações: 3264.7038
ENTRADA FRANCA

A propósito do Resta Um…

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal 

Estávamos todos contagiados. O mesmo sentimento de euforia e entusiasmo contagiou a mim, Ingra Liberato, Rosamaria Murtinho, Miguel Jorge, Rogério Santana e Alex Moletta naquela agradável noite goiana, ancoradouro privilegiado para nossa emoção, transformando em vibração entusiástica os pilares e preceitos nos quais se ergueu a Belair. A calorosa sensação de ter encontrado alguma coisa que parecíamos buscar há tempos, invadiu o espírito de todos, e nossa vontade era sair abraçando cada um, como dizia a inspirada letra de Chico : “Era uma canção, um só cordão, uma vontade, de tomar a mão de cada irmão pela cidade”… Sim, era como se, a partir das contundentes e belas imagens garimpadas por Bruno Safadi e Noa Bressane, tudo começasse a criar sua própria lógica e os sentidos eregiam conexões absolutamente inovadoras, criando sensorialidade onde antes havia interrogação e tédio. Uma incisiva sintonia aflorou e o rosto de cada um estampava fulgores até então impensáveis.

Capital goiana foi a concha envolvente que abrigou o RESTA UM

Assim, foi-se desenhando com mais clareza a idéia inicial de fazer um registro imagético do inesperado encontro em Goiânia, cidade aprazível demais para deixarmos perder-se nos desvãos do andamento voraz do cotidiano, próprio da modernidade líquida onde estamos imersos(tão bem definida pelo sábio sociólogo Zigmunt Balman).

Miguel Jorge, Ingra l.iberato, Alex Moletta, Aurora, Rogério Santana, Rosamaria Murtinho e Débora Torres: cada um, a seu modo, contribuindo pro RESTA UM

Qual deveria ser o próximo passo então ? Como alinhavar os elos das intersecções que fomos amealhando ao longo daqueles dias, arejados de imagens e plenos do oxigênio das afinidades que se impõem pela naturalidade de ideais siameses ? Como traduzir pelo gesto da palavra e a alquimia do olhar análogo aquela luminosidade que nos arrebatava e intrometia-se em nossas conversas, todas as horas, noite adentro ? Como significar a eloqüência do instantâneo entrosamento em Goiânia e o contato absolutamente conversor expresso no encontro com a Belair ? A Belair de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignêz…

Cineasta Júlio Bressane, inspirador do clima nas gravações do Resta Um

As idéias então foram tomando assento: no restaurante do hotel, na van que nos conduzia ao cinema, nas cadeiras da sala de exibição, nas trocas de assunto a palpitar quando, a maioria de nós, assumia a função de jurados.

Então Samuel Reginatto, imagem da alegria numa única noite de cinema e festa, se juntou a Júlio Léllis, cineasta amante da Literatura e da sensatez; e se somou à disponibilidade integral de Ingra Liberato, ganhando a benfazeja cumplicidade de Rosamaria Murtinho; e conquistou Miguel Jorge, sábio escritor que de imediato aderiu à nossa idéia de fazermos um filme; e chegou até a Alex Moletta, ator e roteirista a nos encher de ânimo e verdade; e encontrou guarita em Débora Torres, chegando até Rogério Santana, e extrapolando fronteiras para ganhar Sílvio Tendler, Henrique Dantas e o próprio Bruno Safadi. 

Assim, em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos.

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, mostra o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que Aurora Miranda Leão ora nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo que viu e qual o sentido deste filme. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado.

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir.

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou.

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, um ator com a competência de Mauro Mendonça, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik.

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um texto de Rubens Ewald Filho pra ler, um poema de Jorge Salomão que não nos sai da cabeça, um personagem para Fernando Eiras interpretar e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar.

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Imagem de Aos Pés, premiado curta do cineasta gáucho Zeca Brito…

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e um novo mergulho nas invenções fílmicas de Zeca Brito.

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho.

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis.

 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes

Zeca Ferreira, Anjos do Meio da Praça e Dandara Guerra Vencem Maracanaú

Encerrada em solenidade na noite de domingo, a primeira edição do FestCine Maracanaú – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias, comandada pelo documentarista e produtor audiovisual, Afonso Celso.

Anna Costa e Silva e Merck Miranda (foto Aurora Miranda Leão)

Maracanaú é um município limítrofe a Fortaleza e o festival aconteceu de 14 a 19 deste dezembro de 2010 com sessões diárias no Cine Teatro Dorian Sampaio, contando ainda com oficinas e seminários sobre a relação audiovisual/TV/Novas Mídias.

O festival começou bem e tem tudo pra deslanchar de vez, sendo Maracanaú o município industrial do Ceará, onde atuam diversas e  importantes correntes empresariais do Estado.

Nesta primeira edição, o festival contou com o fundamental apoio do Banco do Nordeste do Brasil, da Coelce, da VIVO, Logos Soluções, e do Porto D’Aldeia Resort e Ceará Segurança, além da parceria com a empresa de comunicação ComuniCAR. Ressalte-se o belo troféu concedido aos vencedores, uma “maracanã” estilizada, simbolizando a ave popular que dá nome à cidade-sede. 

Entre os vencedores, Os Anjos do Meio da Praça, de Alê Camargo (SP) foi escolhido o MELHOR CURTA, enquanto o curta Vozes, de Anna Costa e Silva com troféus de Melhor Atriz para Dandara Guerra e Melhor Fotografia para Alexandre Ramos.

Realizadores Jorge Oliveira e Alê Camargo vencem com Documentário e Animação

O longa argentino La Tigra, Chaco  venceu Melhor Direção (Federico Godfrid e Juan Pablo Sasiaín) e Melhor Fotografia (Paula Gulgo). Já o DOC Perdão, Mister Fiel, de Jorge Oliveira (DF), venceu as categorias de Melhor Ator  (Roberto De Martin)  e Melhor Roteiro (Jorge Oliveira).

Produção argentina La Tigra, Chaco leva dois troféus na categoria longa-metragem

 Também levaram estatuetas Todas as  Línguas, de Merck Miranda (TO), escolhida Melhor Produção na Mostra Novas Mídias, e Mães de Metal, de  George Andreoni (CE) na Mostra Rodolfo Teófilo.                  

O I Festcine Maracanaú é uma realização Abraham Filmes Digitais, co-produção  Mungango Produções, com direção-geral de Afonso Celso e produção-executiva de Erivaldo Casimiro. O festival contou com parceria do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura (Secult). Apoio institucional do  Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, Prefeitura Municipal de Maracanaú, Fundação Cultural de Maracanaú e Governo Federal. 

Na comissão julgadora, atuaram Aurora Miranda Leão, Luís Aravenga, Catalina Horta Del Picó e Afonso Celso.

VENCEDORES DO I FESTCINE MARACANAÚ  

MELHOR PRODUÇÃO – TODAS AS LÍNGUAS, MERCK MIRANDA – PALMAS, TO, BRASIL.

 Mostra RODOLFO TEÓFILO 

MELHOR PRODUÇÃO – MÃES DE METAL, DOC, GEORGE ANDREONI, CE, BRASIL.

CATEGORIA CURTA-METRAGEM 

Dandara Guerra vence como MELHOR ATRIZ no curta “Vozes”

MELHOR ATRIZ – DANDARA GUERRA 

MELHOR ATOR – LUIZ ALARCON, por EL CIRCO DE LAS LUCES (Chile). 

MELHOR ROTEIRO – FREDERICO MACHADO, por VELA AO CRUCIFICADO (MA) 

Cantora Áurea Martins em belo filme de Zeca Ferreira, vencedor do FestCine Maracanaú

MELHOR DIREÇÃO – ZECA FERREIRA, por ÁUREA (RJ) 

MELHOR CURTA – OS ANJOS DO MEIO DA PRAÇA, de ALÊ CAMARGO (SP) 

MELHOR FOTOGRAFIA – ALEXANDRE RAMOS, por VOZES (RJ) 

“Vela ao Crucificado”, produção maranhense de Frederico Machado

MENÇÃO HONROSA 

Curta “DEVER CUMPRIDO”, de CÉLIA GURGEL (CE). 

“FRACTAIS SERTANEJOS”, documentário de HERALDO CAVALCANTI (CE).  

Vencedores e produção comemoram acerto do I FestCine MARACANAÚ

CATEGORIA LONGA METRAGEM 

MELHOR ATRIZ – ALICIA RODRIGUEZ, pelo filme NAVIDAD (FRANÇA-CHILE) 

MELHOR ATOR – ROBERTO DE MARTIN, por PERDÃO MISTER FIEL (DF). 

MELHOR ROTEIRO – JORGE OLIVEIRA, por PERDÃO MISTER FIEL (DF). 

MELHOR DIREÇÃO – FREDERICO GODFRID e JUAN PABLO SASIAÍN (AR) por LA  TIGRA, CHACO  

MELHOR FILME – MORENITA, EL ESCÁNDALO, de Alan Jonsson Gavica (MÉXICO). 

MELHOR FOTOGRAFIA – PAULA GULGO, por LA TIGRA, CHACO (AR)

Como Estará a Tela em Maracanaú

LONGAS SELECIONADOS PARA  MOSTRA COMPETITIVA  

NAVIDAD

Ficção, 103’, França/Chile

Direção: Sebastian Lelio e Manuela Martelli – Classificação: 12 anos

Cannes 2009, Quinzaine des Réalisateurs

 

LA TIGRA, CHACO

Ficção, 75’, Argentina, 2009.

Direção: Federico Godfrid e Juan Sasiaín – Classificação: 10 anos

 

MORENITA, EL ESCÁNDALO

Ficção, 92’, México, 2008

Direção: Alan Jonsson – Classificação: 14 anos

 

MASANGELES

Ficção, 122’, Uruguai, 2008

Direção: Beatriz Flores Silva – Classificação: 12 anos

 

PERDÃO MISTER FIEL

Doc, 95’, Brasil-DF, 2009

Direção: Jorge Oliveira – Classificação: 14 anos  

CURTAS SELECIONADOS À MOSTRA COMPETITIVA  

HUMANOIDE NO ROBOT

Ficção/Animação, 20’, Chile, 2010

Direção: Ignacio Ruiz – Classificação: Livre

Short Film Corner 63º Festival de Cannes

 

NA CASA AO LADO

Ficção, 6’23”, Brasil, 2009

Direção: Naiara Rimoli – Classificação: Livre

 

AO MEU PAI COM CARINHO

Ficção, 15’, Brasil – SP, 2010

Direção: Fausto Noro – Classificação: Livre

 

QUANDO AS CORES SOMEM

Animação, 15’, Brasil – SP, 2009

Direção: Luciano Lagares – Classificação: Livre

 

GAROTO BARBA

Ficção, 14’, Brasil – PR, 2010

Direção: Christopher Faust – Classificação: Livre

 

 EL CIRCO, DE LAS LUCES

Ficção, 13’27”, Chile, 2009

Direção: Francisco Inostroza – Classificação: Livre

 

FRACTAIS SERTANEJO

Doc, 19’, Brasil – CE, 2009

Direção: Heraldo Cavalcanti – Classificação: Livre

 

HOMEM-BOMBA

Ficção, 13’, Brasil – RJ, 2009

Direção: Tarcísio Lara – Classificação: Livre

 

O ANÃO QUE VIROU GIGANTE

Animação, 10’, Brasil, 2008

Direção: Marão – Classificação: Livre

 

CONSEQUÊNCIA

Ficção, 14’, Portugal, 2009

Direção: Luís Ismael – Classificação: 12 anos

 

SOM DO TEMPO

DOC, 10’, Brasil – CE, 2009

Direção: Petrus Cariry – Classificação: Livre

 

OS ANJOS DO MEIO DA PRAÇA

Animação, 10’30”, Brasil – SP, 2009

Direção: Alê Camargo – Classificação: Livre

 

BORRA DE CAFÉ

Ficção, 18’, Brasil – PB, 2009

Direção: Aluízio Guimarães – Classificação: 12 anos

 

TOTO – UM ARTISTA DEL HAMBRE

Ficção, 20’, Chile, 2008

Direção: Pablo Stephens – Classificação: 10 anos

 

ÁUREA

Ficção, 16’, Brasil – RJ, 2009

Direção: Zeca Ferreira – Classificação: Livre

 

VELA AO CRUCIFICADO

Ficção, 13’, Brasil – MA, 2009

Direção: Frederico Machado – Classificação: Livre

 

SITIADOS

Ficção, 13”, Brasil – RJ, 2009

Direção: Marcello Quintela e Boynard – Classificação: 10 anos

 

VOZES

Doc, 19’, Brasil – RJ, 2009

Direção: Ana Costa – Classificação: Livre

 

MOSTRA NOVAS MÍDIAS

On line, Caroline Cardoso e Gabriel Carvalho, Palmas-TO,

Basta um pé…e uma mão, Leila Dias, Palmas-TO

Todas as Línguas, Merck Miranda, Palmas-TO

Dois Caras, André Araujo, Palmas-TO

Bulling, Warlla Christye, Palmas-TO

 MOSTRA RODOLFO TEÓFILO

Rodolpho Theóphilo, Eriberta Nogueira, Doc, 20’

Incelença da Perseguida, Silvio Gurjão,Ficção, 14’

Deus Lhe Pague, Raylka Franklin, 13’

Mães de Metal, Doc, George Andreoni, 20’

Porque as Coisas são Assim, Animação, Michelline Helena, 5’34”

Massafeira Livre, Doc, Robério Araújo, 20’

 

EXIBIÇÃO ESPECIAL

O Luiz de Fortaleza

Doc, 14’, Brasil – CE

Direção e produção: Afonso Celso

Alguns Festivais, Muitos Amigos …

Cada festival de cinema é um momento de celebração especial. Cada um tem sua personalidade e em cada um encontramos motivos  para angariar momentos inesquecíveis, pois – como dizia nosso adorável VININHA -, “A Vida é a Arte do Encontro”… 

Portanto, vamos relembrar festivais de 2008, 2009, 2010…

Zanella, Aurora e Bernardo em Ribeirão Pires...

Aurora e André Costa agitam noite do Comunicurtas

Julinho Science, Aurora, Marão e Zeca Brito

 

Zeca Ferreira e Aurora na animação de Jeri

 

Carlos Segundo curtindo no Festival de Jeri

Filipe Wenceslau, Valério Fonseca e Zeca Ferreira: amigos queridos

Jornalistas em Jeri: Síria Mapurunga e Aurora Miranda Leão

Animação em JERI

Filipe, Zeca, Aurora, Valério, Síria e Lucas Harry

 Rosamaria Murtinho, Alice Gonzaga e Aurora

Ney Latorraca, Aurora e Luiz Carlos Lacerda

Leona Cavalli, Aurora, Fafy Siqueira e Teca Pereira

Encerramento dos FARÓIS: IMPERDÍVEL !!!

Jornalista CARLOS ALBERTO MATTOS informa: 

Mostra Faróis -É HOJE o brinde de encerramento, 18h30, na Caixa Cultural.

Vamos reprisar os curtas premiados da Sessão Novas Luzes:

 

Áurea, de Zeca Ferreira

Mãos de Outubro, de Vitor Souza Lima

Bailão, de Marcelo Caetano  

Haruo Ohara, de Rodrigo Grota

 

O programa é lindo e raramente você vai ver esses extraordinários curtas juntos assim de novo.

 

Em seguida à sessão, serviremos um pequeno coquetel. 

Se puder, apareça. Continue ligado no blog www.faroisdocinema.com.br

 

Abraços e obrigado pela atenção durante a mostra.

Carlos Alberto Mattos 

Áurea é Música Brasileira nos Faróis

Exiba convite[4...jpg na apresentação de slides
É o cineasta carioca ZECA FERREIRA quem convida:
 
Amigos,
faremos amanhã uma sessão bem especial do Áurea dentro da Mostra Faróis do Cinema, organizada pelo crítico Carlos Alberto Mattos.
O filme passará dentro da sessão Novas Luzes, junto com os curtas “Bailão”, de Marcelo Caetano, “Haruo Ohara” (de Rodrigo Grota) e “Mãos de Outubro” (Vítor Souza Lima), seguido de debates com os realizadores. A sessão acontece no Oi Futuro Ipanema com reprise no domingo, 19, na Caixa Cultural (sem debate). Seguem abaixo os horários. O convite, em anexo, deve ser impresso e apresentado na bilheteria.
Apareçam!

19/09 

OI FUTURO IPANEMA

19h00 – Áurea ( Zeca Ferreira)

– Mãos de Outubro (Vitor Souza Lima)

– Bailão (Marcelo Caetano)

– Haruo Ohara (Rodrigo Grota)

– Encontro com os realizadores 

Dia 19/09 (domingo)

CAIXA CULTURAL

18h30 – Encerramento – Sessão Novas Luzes:

– Áurea (Zeca Ferreira)

– Mãos de Outubro (Vitor Souza Lima)

– Bailão (Marcelo Caetano)

– Haruo Ohara (Rodrigo Grota)

* O documentário Áurea evidencia o talento e a bela voz da cantora Áurea Martins, em bem articulado roteiro do próprio Zeca com belíssima fotografia do cearense Pedro Urano.

O filme é dos mais belos curtas da recente safra brasileira e será exibido semana que vem na Mostra Competitiva do Festival Curta Canoa, que acontece de 18 a 25 na praia cearense de Canoa Quebrada, no município de Aracati.

* VAMOS AO CINEMA !

Tela Internacional para ÁUREA

Realizador carioca ZECA FERREIRA, amigo querido, convida os amigos paulistas para conferirem seu caprichado documentário ÁUREA.
 
 
Eu tive a oportunidade de ver o filme em Jericoacora  durante o I Festival de Cinema Digital da paradisíaca praia cearense – e RECOMENDO.
ÁUREA tem belíssima fotografia de Pedro Urano (nosso conterrâneo), roteiro inteligente, a voz maviosa de Áurea e uma direção precisa.
O filme levou a estatueta de MELHOR no festival de Jericoacora, mais um para sua extensa coleção.
 
 
 
 
* O convite de Zeca Ferreira:
 
Aos amigos paulistas,
“Áurea”, filme que dirigi recentemente, vai finalmente passar por São Paulo, dentro da programação do Festival Internacional de Curtas-metragens (Kinoforum).
Estarei por lá, junto com a Áurea, atriz e personagem do filme, nas sessões do MIS e da Cinemateca. Compareçam!!! Divulguem!!!
Cantora carioca Áurea Martins, que “ganhou” o nome artístico de Paulo Gracindo e era admirada pela “Divina” Elizeth Cardoso
 

HORÁRIOS

Dia 21/08 – 16H00 – Espaço Unibanco Augusta

Dia 25/08 – 20H00 – Museu da Imagem e do Som

Dia 26/08 – 18H00 – Cinemateca – Sala Petrobras

 

QUEM É AUREA MARTINS

 
Cantar na noite pode ser o início de uma carreira de sucesso na música. Mas nem sempre é assim. Há quem comece nos bares da vida e neles construa sua trajetória, permanecendo à margem das prateleiras das lojas e das primeiras páginas. Esta é a história de Áurea Martins, carioca com mais de 50 anos de clubes, boates e casas de shows fora do mainstream.
Áurea fez 70 anos em junho e vem comemorando a data nos palcos e com o filme de Zeca Ferreira, um oportuno reconhecimento ao talento singular da cantora. 
“Elizeth foi minha madrinha. Ia me ver cantar nas boates da zona sul e falava de mim nas entrevistas, me colocava entre as grandes. Dizia que eu era magrinha e me levava pra casa pra comer gemada“, lembra a cantora, que se chama Áldima e foi batizada profissionalmente por Paulo Gracindo, nos anos 60 (ele dizia que seu sorriso era reluzente como ouro).
O primeiro LP, com Luizinho Eça, gravou em 1972, como prêmio pelo primeiro lugar conquistado num programa de Flávio Cavalcanti anos antes, cuja final havia sido no principal palco da cidade, o do Teatro Municipal. Levou nota dez de todos os jurados. Agora, Áurea está em meio à preparação do quarto disco, mais um que ganha produção de Hermínio Bello de Carvalho.
 
 

O CURTA DE ZECA

 
 Já premiado em dez festivais pelo País, o curta-metragem Áurea acompanha a cantora numa noite de trabalho, no Centro Cultural Carioca, no centro do Rio. A ideia do diretor, que a conheceu por sua ligação familiar com a música popular, era justamente mostrar “a artista não como um ser iluminado, mas uma trabalhadora da noite, como todos ali no bar”.
“Áurea personifica isso”, diz Zeca. No filme, dramatizado, ela se prepara para o show num espelhinho perto da cozinha, dada a ausência de um camarim. Ao fim, pega a condução de volta a Campo Grande, anônima.

Jeri também teve futebol e Afonsinho…

 

Encontro inusitado no festival de cinema de Jeri: realizadores encontram ex-craque Afonsinho, que jogou pelo querido BOTAFOGO de Vinicius, João Moreira Salles e Garrincha…

Sobre AFONSINHO, publicamos este contundente texto de Plínio Sgarbi:

Como o Navegante Negro do Aldir Blanc, aquele que tinha por monumento as pedras pisadas do cais, Afonsinho não colheu todas as glórias que um craque como ele poderia colher. Mas obteve uma glória que poucos jogadores obtiveram na carreira: o respeito como cidadão e líder. Em meio a tantos jogadores que se calaram, Afonsinho teve a coragem de lutar, ainda mais… naquela época.

Se o futebol teve um herói de esquerda, esse cara foi o Afonsinho. Personagem carismático, destemido, engajado, por vezes quase quixotesco, o rebelde meia do Botafogo ocupou um lugar muito especial no imaginário coletivo do Brasil dos anos 70, um país ansioso por transformações sociais e em busca da tão sonhada abertura política. Ele foi o primeiro líder profissional das estrelas dos gramados a lutar pelo seus direitos, uma luta pela qual pagou um preço caro, mas que, como ele mesmo não se cansa da dizer, valeu a pena.

 
Afonsinho dentro de campo era um gênio, no toque de bola e no drible, fora dela o gênio foi cassado, por suas escolhas não serem do agrado dos generais e dos cartolas de então.
Infelizmente o meio campista nunca foi convocado para a seleção Brasileira, o que se justifica pelo fato de suas posturas serem de confronto ao regime militar e a estrutura do futebol nas décadas de 70 e 80 do século XX.


Afonso Celso Garcia Reis, jogador, médico, musicista, boêmio, viveu até sua adolescência em Jaú, cidade do interior de São Paulo. No início da década de 60 ingressou nas divisões de base do XV de Jaú e em seguida, foi jogar no Botafogo Carioca.

 

Recordação feliz do festival de Jeri: realizadores confraternizam com ex-craque alvinegro. Na foto, emoldurando AFONSINHO, Carlos Segundo, Valério Fonseca, Aurora Miranda Leão,  Zeca Ferreira, Síria Mapuranga e Lucas Harry Sá…

A Festa do Cinema em JERI

 
 
De quarta a domingo, 9 a 13 de junho, foram dias ensolarados na paradisíaca Jericoacoara… Cenário de rara beleza, propício para aliar Cinema, Ecologia, relações humanas, beleza e música de qualidade, Jeri caiu no gosto de cineastas de todo o país…
 
Mica Farina, o bam-bam-bam das trilhas, recebe merecido troféu pelo filme O Bailarino e o Bonde, de Rogério Nunes, no qual a trilha é o sinal verde… Público aplaudiu o “Mestre” de pé…
 
Zeca Ferreira, diretor do belo Áurea, vence na categoria MELHOR FILME e recebe aplausos de aprovação. Filme tem fotografia pra lá de boa do premiado Pedro Urano…
 
Atriz SABRINA GREVE, gracinha de amiga, tem estréia premiada com curta-metragem 3.33, roteiro e direção dela …
  
  
Filipe Wenceslau, paraibano de Salvador, leva prêmio (das mãos de Edna Letícia) pelo ótimo 300 Dias
 
Leo Tabosa, de Recife, ganha Melhor Documentário com Retratos, que ele assina com Rafael Negrão
  
  
Vencedores posam pra foto em clima de alegria…
  
Cineasta Carlos Segundo, de Uberlândia, criador de “Cheirosa”, concede entrevista no cenário das exibições do Festival de JERI

Jornalista Aurora Miranda Leão sela amizade com colega botafoguense, premiado cineasta carioca Valério Fonseca
 

Lucas Sá (nosso Harry Potter), cineasta que desponta em São Luís, e Síria Mapurunga, única jornalista destacada para a cobertura oficial do festival de Jericoacoara