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Ribeirão Preto Faz 10 de Feira do Livro

 

Acontece em Ribeirão Preto desde sexta a 10ª Feira Nacional do Livro, que prossegue até 20 de junho, no centro da cidade. A organização abriu inscrições, até dia 13, para três seminários (de dramaturgia, rodada do livro e de leitura e literatura infantil e juvenil) que irão ocorrer entre 14 e 19 de junho.

Na Feira deste ano, os homenageados são Ziraldo, Gilberto Freyre, Nádia Gotlib (autora local), Marilene Baracchini (patronesse), além da Espanha e do Estado do Acre. 

Martinho da Vila é uma das atrações artísticas

A feira será realizada nas praças XV de Novembro e Carlos Gomes, com estandes de livrarias, e palestras dos escritores (como Carlos Heitor Cony, Ignácio de Loyola Brandão, Mário Prata, Moacyr Scliar, Rubem Alves, Pedro Bandeira e Zuenir Ventura) com o público durante o dia e o começo da noite. Várias atividades paralelas estão programadas, inclusive shows musicais (Erasmo Carlos, Martinho da Vila, Zélia Duncan e Clube da Esquina, entre outros) gratuitos nos finais de noite.

GUILHERME ARANTES e a Sonoridade Essencial

Enfim, o talento e criatividade de  GUILHERME ARANTES começam a ser revisitados, embalados  por suas inegáveis qualidades. E a obra do artista começa a se desvincular de rótulos preconceituosos que lhe vinham sendo pregados há quase duas décadas.

“O pessoal dos anos 80 me chamava de brega –coisa que eu de fato era naquelas circunstâncias”, afirma. “No reinado do pop-rock, era vetado ao homem ter sentimentos. E eu, como o Erasmo Carlos, não tinha pudor nenhum de rasgar as emoções. Agora, estou me vingando da isolada que esse pessoal me deu. A mesma coisa que me fez maldito ali, hoje me dá a chance de perdurar.”

  Divulgação  
Guilherme Arantes em Salvador, onde vive desde 2000; cantor e compositor faz show neste domingo no Auditório Ibirapuera
Guilherme Arantes em Salvador, onde vive desde 2000; cantor faz show neste domingo no Auditório Ibirapuera

E essas chances vêm aumentando. De um par de anos para cá, as velhas canções de Guilherme têm se tornado cada vez mais constantes no repertório de artistas –principalmente das vozes femininas.

Vanessa da Matta fez versão para a belíssima Um Dia, um Adeus, que acaba de entrar na trilha da novela global Cama de Gato. Zélia Duncan releu Cuide-se Bem em CD e DVD ao vivo –mesma música escolhida por Bruna Caram para fechar seu CD Feriado Pessoal. Adriana Calcanhotto incluiu Meu Mundo e Nada Mais no show mais recente, e também deve lançá-la em DVD.

Guilherme reconhece que foi resgatado pelas cantoras, “para quem o sentimento está liberado”. Mas aponta no seu instrumento de apoio outra razão que pode ter colaborado nesse processo de revalorização.

“O piano entrou em desuso depois da fase áurea do pop, de tão usado que foi pelo Duran Duran, pelo RPM e por mim mesmo”, diz. “Mas, passado esse tempo de descanso, voltou com tudo agora, tanto lá fora, em bandas como o Coldplay, como por aqui, no trabalho de caras novos como o [Daniel] Ganjaman e [Marcelo] Jeneci.”

E é só esse instrumento –um piano de cauda– que Guilherme usa para fazer o show de hoje. Estão na lista todas as canções que agora também são de Vanessa, de Zélia, de Bruna, de Adriana. Mas também duas dezenas de outras que ainda estão à espera do redescobrimento.


Já são 34 desde a estréia fonográfica de Guilherme Arantes, e, vá lá, uns 25 do estrondoso apogeu comercial. O momento atual, dá para apostar, é de igual importância no desenrolar dessa história.