Arquivo do dia: 18/03/2010

INSCRIÇÕES para OURO PRETO de CINEMA

5a. CINEOP - Mostra de Cinema de Ouro Preto
Inscreva seu filme de 15 de março a 16 de abril
Informações: (31) 3282-2366

Vem aí mais um CINE FAVELA…

INSCRIÇÕES de CINEMA em PAULÍNIA

III Festival Paulínia de Cinema

Evento será realizado de 15 a 22 de julho e distribuirá R$ 650 mil em prêmios

Abertas a partir de hoje, 18,  e até 21 de maio,  as  inscrições para  o III Festival Paulínia de Cinema, realização da Secretaria de Cultura do Município de Paulínia.
 
Para participar da SELEÇÃO o filme deve cumprir os seguintes requisitos:
 
# Ser uma produção brasileira.
# Ter cópia em 35mm ou digital disponível para todo o período do festival.
# Ser inédito no circuito comercial de cinema.

# Não ter recebido o prêmio de melhor filme em nenhum outro festival nacional.
# Ter duração mínima de 70 min. (para longas-metragens)
# Ter duração máxima de 15 min. (para curtas-metragens)
 
Os filmes que cumprirem os requisitos acima deverão preencher a ficha de inscrição que estará disponível, junto com o regulamento completo, no site www.culturapaulinia.com.br e enviar a ficha de inscrição e material solicitado para seleção A/C da Coordenação Geral do Festival, Secretaria de Cultura de Paulínia, Av. Pref. José Lozano de Araújo, 1551 – Parque Brasil 500 – Paulínia – S.Paulo – cep. 13140-000  – tels. 19 3874.5700, 3874.5705, email: cultura@paulinia.sp.gov.br
 
O III Festival Paulínia de Cinema acontecerá no período de 15 a 22 de julho de 2010, com atividades nas dependências do Teatro Municipal de Paulínia e do Parque do Cinema e das Comunicações. A programação do festival terá longas e curtas em 35mm ou digital, mostras paralelas, encontros, cursos, debates, seminários, homenagens, exposições, lançamentos de catálogos, livros, vídeos e DVDs, solenidades de abertura, de premiação e de encerramento.
 
Prêmios do III Festival Paulínia de Cinema:

1. Serão conferidos Prêmios Oficiais, Prêmios do Júri Popular e Prêmios Especiais.

2.Os Prêmios Oficiais – Troféu Menina de Ouro e prêmios em dinheiro – serão conferidos pelo Júri oficial do Festival.

2.1 – Filmes de longa metragem
Melhor Filme ficção
  150.000   
Melhor Documentário   50.000   
Melhor Diretor ficção   35.000   
Melhor Diretor Documentário   35.000   
Melhor Ator   30.000   
Melhor Atriz   30.000   
Melhor Ator coadjuvante   15.000   
Melhor Atriz coadjuvante   15.000   
Melhor Roteiro   15.000   
Melhor Fotografia   15.000   
Melhor Montagem   15.000   
Melhor Som   15.000   
Melhor Direção de arte   15.000   
Melhor Trilha Sonora   15.000   
Melhor Figurino   15.000   
Especial Júri   35.000  

2.2 – Filme de curta-metragem – Nacional
Melhor filme
  25.000   
Melhor Direção   15.000   
Melhor Roteiro   10.000  

2.3 – Filme de curta-metragem – Regional
Melhor filme
  25.000   
Melhor Direção   15.000   
Melhor Roteiro   10.000  

2.5 – Júri Popular
Melhor longa ficção
  25.000   
Melhor documentário   15.000   
Melhor curta metragem nacional   5.000   
Melhor curta-metragem regional   5.000  

SERTANEJOS Cantam o REI

Alguns dos clássicos de Roberto Carlos ganharam uma nova versão. Após o show com as divas do Brasil, foi a vez dos sertanejos soltarem a voz para homenagear o Rei, nesta quarta-feira, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

O local ainda estava sendo preparado para o espetáculo quando a plateia de cerca de nove mil pessoas, começou a entrar no ginásio. Foram feitos testes no telão e os últimos ajustes da banda antes do show, que será transformado em CD, DVD e em um especial na Rede Globo – por isso, algumas músicas foram gravadas mais de uma vez.

Às 21h45, o palco recebeu os primeiros convidados. Os telões brilharam na cor laranja para receber Milionário & José Rico, que cantaram A Distância. A veterana dupla chamou os jovens César Menotti & Fabiano, que apresentaram A Proposta, em versão sertaneja. Ao final, Fabiano citou um trecho de Emoções, para agradecer o convite de Roberto Carlos e a plateia.

Em seguida, de chapéu branco e um lenço vermelho nas mãos, Nalva Aguiar foi a primeira mulher a entrar no palco e precisou lembrar duas vezes As Curvas da Estrada de Santos. Na primeira, o maestro Eduardo Lages pediu que a cantora fizesse o número novamente. – Nós vamos fazer de novo. Não enjoa não? – perguntou ela ao público, que aplaudiu mais no segundo número da cantora.

Mas o primeiro coro da plateia só veio em Eu te amo, te amo, te amo, interpretada por Gian & Giovanni. – A emoção da gente não cabe no coração – disse Giovanni, antes de chamar “como diria o Rei, o queijinho de minas”, Martinha. O palco ficou todo rosa para que a mineira cantasse Aloô. Ela mostrou desenvoltura ao visitar o piano enquanto cantava.

Martinha também provocou a primeira histeria da noite ao chamar a próxima atração. ”Vou sair do palco antes de anunciar, porque isso vai cair… Bruno & Marrone!”. A dupla goiana fez uma rápida aparição com a música Desabafo.

Um dos grandes momentos da noite foi a união da jovem mineira Paula Fernandes e do pernambucano Dominguinhos. O público acompanhou com atenção e se emocionou batendo palmas várias vezes durante as duas vezes que a dupla cantou Caminhoneiro. Com um vistoso vestido amarelo, Paula não hesitou em dizer que aquele era “o dia mais feliz da minha vida”.

Depois da dupla, outro representante da velha guarda sertaneja subiu ao palco. Do alto de seu paletó preto, com brilhos na cor prata, Sérgio Reis interpretou Todas as manhãs. Ao chamar o próximo convidado, fez uma rápida brincadeira: “não consigo ficar longe desse homem, sabe?”, disse, antes de citar o nome do violeiro Almir Sater.

Com problemas em sua viola, Sater teve de gravar duas vezes, causando uma pequena confusão com Elba Ramalho, que foi chamada por ele, mas precisou sair do palco para que Almir gravasse novamente. Nada que mexesse com o humor do público, que batia palmas e gritava por qualquer movimentação, parecesse ou não incômoda.

Após, Elba pôde enfim apresentar a nova versão de Esqueça. Ao final, ela lembrou que aos 14 anos de idade era baterista em uma banda de rock e já tocava músicas de Roberto e que jamais pensaria estar em um encontro como aquele.

A paraibana deixou o palco para a chegada de Victor & Léo, que causaram histeria nas garotas mais novas que assistiam ao show. Alternando, os dois visitaram as pontas do palco antes de cantar Jesus Cristo, em uma versão tradicional do estilo de Roberto Carlos, não lembrando em nada o lado sertanejo do evento.

O show ainda contou com Roberta Miranda, que chegou ao palco muito sorridente e cantou Eu Disse Adeus. Ao final, ela se ajoelhou no canto esquerdo do palco em agradecimento aos aplausos recebidos. Antes de sair, chamou Zezé Di Camargo & Luciano para cantarem O Portão.

A dupla continuou no palco para interpretar o sucesso Quando e receberam a companhia de Daniel no meio da música – que também precisou ser gravada duas vezes, a pedido do próprio Daniel, que disse ter errado uma parte da letra. A plateia se empolgou e levantou para cantar e bater palmas com o trio em ambas as vezes.

Antes de seu número solo, Daniel pediu ao público uma salva de palmas ao maestro Eduardo Lages, responsável pelos arranjos das músicas. Ele cantou Do Fundo do Meu Coração, antes de convidar Rio Negro & Solimões ao palco, para que Sentado a Beira do Caminho fosse cantada pela dupla mineira.

Na sequência, os telões se encheram de corações vermelhos para receber Leonardo, que interpretou a romântica Por Amor. Em seguida, outra dupla da velha guarda sertaneja visitou o palco. Chitãozinho e Xororó cantaram Eu Preciso de Você, mas emocionaram mesmo quando receberam Leonardo de volta ao palco em É Preciso Saber Viver. O novo arranjo da música teve até uma belíssima guitarra havaiana.

Somente após as 19 músicas é que a grande atração da noite visitou o palco. Com o tradicional traje branco, Roberto Carlos agradeceu aos convidados e ao público e fez uma grande homenagem a uma das duplas pioneiras “que ajudaram a criar a música sertaneja” segundo o Rei: Tonico e Tinoco.

Tinoco, agora com 90 anos de idade (o parceiro Tonico faleceu há 16 anos), foi ao palco ouvir um pouco e falar bastante ao lado do Rei. Mesmo debilitado devido à idade avançada, ele se mostrou um homem lúcido e bem humorado, arrancando risos do público. – Conheço o Roberto desde criança, eu dei de mamar para ele. Na mamadeira, claro. Eu não disponho de material para fazer de outro jeito – disse, arrancando risos da plateia.

O cantor completa este ano 75 anos de carreira e é o artista sertanejo com mais tempo de carreira. Enquanto conversava com Roberto Carlos, Chitãozinho & Xororó aparecem de surpresa para entregar uma placa de agradecimento a Tinoco – que ficou lembrando histórias de sua carreira e vida pessoal.

Apesar de alguns dos convidados agradecerem a oportunidade de estar “cantando com o Rei”, foi só no final do show que de fato isso aconteceu. Roberto vestiu um chapéu de vaqueiro e se uniu às 17 vozes convidadas em Eu Quero Apenas, celebrando a amizade entre os cantores. Um a um, os artistas deixaram o palco. Roberto foi o último e agradeceu levantando o chapéu – um típico gesto caipira, dando o toque final às emoções sertanejas da noite.

PERMANÊNCIA de HÉLIO OITICICA

Em 1979, o penetrável Nas Quebradas (PN28), “assimilação das construções das favelas”, como define o curador Fernando Cocchiarale, foi instalado num galpão em São Paulo por Hélio Oiticica. Tal como definia o artista sobre essas instalações, era um labirinto sem teto, “espaço livre” para o “participador” entrar, caminhar, ter uma “visão e posição diferentes” do que seria a obra – e agora, o Nas Quebradas renasce e retorna à cidade, abrigado dentro do Teatro Oficina (foto abaixo).

“O penetrável vai ser incorporado às nossas peças”, diz a atriz Camila Mota, integrante do grupo do diretor José Celso Martinez Corrêa. A partir da abertura da exposição Hélio Oiticica – Museu É o Mundo, realizada pelo Itaú Cultural, Nas Quebradas poderá ser experimentado pelo público e, em abril, a instalação vai integrar as apresentações dos espetáculos Taniko, Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!, Bacantes e O Banquete.

Nas Quebradas (PN28). Penetrável de Oiticica com “assimilação das construções das favelas”

Ainda, de frente para o Teatro Oficina, Oiticica estará presente: sete de seus Cama-Bólide, caixas de madeira com tendas criadas em 1968 que, como o título, se transformam em camas, ficarão abrigados na Rua Jaceguai. “É o mais imprevisível dos trabalhos”, diz Camila Mota – naturalmente, as obras estarão à disposição dos mendigos da região. “Nosso objetivo de atuar com os bólides era inventar algo criativo para lidar com o problema de falta de moradia“, continua a atriz.

Antiarte. O anarquista e “marginal” Hélio Oiticica – que tinha uma vida social no Morro da Mangueira e, como “amigo bandido”, o Cara de Cavalo. Em 1965 foi expulso da abertura da mostra Opinião 65 do Museu de Arte Moderna do Rio por levar ao evento os integrantes da escola de samba Mangueira vestidos com parangolés (as capas coloridas que eram a pintura-viva do artista) – ficaria satisfeito se hoje presenciasse suas obras no bairro do Bixiga.

“Antiarte é a proposição da fusão criador-espectador”, disse Hélio em 1966. “Sua vivência no morro não foi a de um sociólogo, mas verdadeira e íntegra”, diz Cocchiarale, completando que a postura política do artista era “libertina”, voltada para a “revolução comportamental do indivíduo”.

Perenidade de OITICICA confirma magnitude do Artista

Ao mesmo tempo em que um trabalho de 1968 como o Cama-Bólide seja atual e provocativo, a inauguração da mostra do artista, no sábado, no Itaú Cultural, já revela que alguma coisa mudou: 13 integrantes da Mangueira vestidos com parangolés foram convidados pela instituição para abrir a exposição e isso, agora, não causa mais estranhamento (a abertura ainda contará com participação do músico Jards Macalé e de integrantes do Teatro Oficina). Inevitavelmente, como afirma Cocchiarale, o mercado, “como absorve tudo”, incorporou a antiarte de Oiticica, valorizando suas obras, hoje presentes em renomadas instituições internacionais. Inevitavelmente, ainda, o incêndio, no ano passado, que destruiu obras do artista (leia abaixo) contribuiu para elevar ainda mais seus preços.

TIME ARGENTINO é FAVORITO

Com grande experiência em Copas do Mundo – está prestes a participar de sua sexta edição como treinador -, Carlos Alberto Parreira não hesita em apontar a Argentina como uma das grandes favoritas ao titulo no Mundial da África do Sul.

Emmanuel Pinheiro/Reuters

Parreira comandará a África do Sul na Copa

“Futebol não tem surpresa, não tem zebra. Em Copa do Mundo não tem zebra. Vai dar Brasil, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Holanda… A Itália é candidatíssima e a Argentina está com um timaço”, disse Parreira em entrevista coletiva realizada em Belo Horizonte, onde a seleção sul-africana disputou um amistoso com o Cruzeiro – empatou por 0 a 0.

Os jogadores argentinos estão brilhando nas equipes europeias. A Argentina pode fazer um baita time. Tevez, Messi, Mascherano, Cambiasso, Verón, Milito… Um baita time. A Argentina é uma candidata ao título”, acrescentou o treinador que, além do Brasil, dirigiu Kuwait, Emirados Árabes e Arábia Saudita em Copas.

Segundo Parreira, as dificuldades enfrentadas pelos argentinos nas Eliminatórias não vão se refletir no Mundial.

“O Brasil não foi bem nas Eliminatórias para 2002 e ganhou a Copa do Mundo. A Argentina não foi bem nas eliminatórias, se acertou e ganhou da Alemanha, na Alemanha“, afirmou Parreira,  lembrando da vitória dos comandados de Diego Maradona em um amistoso neste ano em Munique.

RIBEIRÃO PIRES de Cinema

Começa domingo em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, o primeiro Festival de Cinema – Um Novo Olhar, o qual consiste em mostra popular, mostra competitiva de curtas-metragens e quatro oficinas gratuitas, cujas inscrições podem ser feitas através do site Festival de Curtas até o final de março.

Memórias do Cárcere, de Nelson Pereira dos Santos, será exibido em Ribeirão Pires

A primeira etapa do projeto consiste na mostra de filmes nacionais exibidos gratuitamente todos os domingos, até 2 de maio, no Paço Municipal da Cidade.

Passam pela sala ao ar livre cópias em 35mm de Memórias do Cárcere, Bezerra de Menezes, Bicho de Sete Cabeças, A Via Láctea, Chega de Saudade, Deus É Brasileiro e Mistéryos. O teatro Euclides Menato também irá exibir longas da mostra dias 22, 23, 24, 25, 26 e 29 de março, entre eles Vlado 30 anos Depois, de João Batista de Andrade e Fluidos, de Alexandre Carvalho.


 

Tônia Carrero e Leonardo Villar em Chega de Saudade, um dos longas da programação

“Fotografia & Cinema”, “Música & Cinema”, “Curta & Celular” e “Animação” são as quatro oficinas que integram a programação, ministradas respectivamente por Alziro Barbosa, Victor Pozas e Alex Molleta.

A mostra competitiva de curtas começa em 3 de maio e irá contemplar as seguintes categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro/argumento, melhor ator, melhor atriz, melhor montagem, melhor desenho de som, melhor arte e melhor música original. A premiação e o encerramento do 1º Festival de Cinema – Um Novo Olhar acontecem dia 8 de maio. Foram inscritos cerca de 300 trabalhos e 160 foram selecionados pela curadoria.

PROGRAMAÇÃO DA MOSTRA POPULAR
PAÇO MUNICIPAL (Rua Miguel Prisco, 288)

21/3 às 19h – “Memórias do Cárcere”, de Nelson Pereira dos Santos
21/3 às 21h – “Bezerra de Menezes” – Glauber Filho e Joel Pimentel
28/3 às 21h – “Bicho de Sete Cabeças”, de Laís Bodanzky
04/4 às 21h – “Deus é Brasileiro”, de Cacá Diegues
11/4 às 21h –  “A Via Láctea”, de Lina Chamie
18/4 às 21h – “Chega de Saudade”, de Laís Bodanzki
25/4 às 21h – “Mistéryos” , de Beto Carminatti e Pedro Merege

TEATRO EUCLIDES MENATO (Avenida Brasil, 193)

22/3 às 19h – “Vlado, 30 anos depôs”, de João Batista de Andrade
23/3 às 19h – “Fluidos”, de Alexandre Carvalho
24/3 às 19h – “Manhã Transfigurada”, de Sérgio de Assis Brasil
25/3 às 19h – “Canção de Baal”, de Helena Ignez
26/3 às 19h – “Senhores do Vento”, de Isabella Nicolas
29/3 às 19h – “Heróis da Liberdade”, de Lucas Amberg

Docs Musicais em Festival

Depois do sucesso da primeira edição, ano passado, começa HOJE em Sampa o In-Edit Brasil 2010 – 2º Festival Internacional do Documentário Musical, com uma programação de mais de 70 filmes nacionais e estrangeiros, a maioria deles inéditos no país, tendo em comum a temática musical.

Algumas das sessões são gratuitas. Em outras, o preço do ingresso varia entre R$ 0,50 e R$ 12. O In-Edit em São Paulo vai até 28 de março e terá programação nas salas do MIS, Cine Olido, CineSesc, Belas Artes, Matilha Cultural, Auditório Ibirapuera e Instituto Cervantes. O festival apresentará 40 títulos nacionais, entre longas, médias e curtas. Entre 2 e 8 de abril, parte da seleção do festival será exibida no Rio de Janeiro.

HERBERT VIANNA: Exímio guitarrista, dono de bela voz e compositor brilhante, paraibano está em doc premiado e merece todo APLAUSO

Marcelo Aliche, diretor e curador do festival, acredita que o documentário sobre música e músicos é um gênero em ascensão, especialmente no Brasil.

Como prova disso, ele destaca a boa safra produzida em 2009, que inclui filmes como Lóki – Arnaldo Baptista, Simonal – Ninguém  sabe o duro que dei, Herbert de Perto e Jards Macalé – Um morcego na porta principal.

“Acredito que a indústria fonográfica irá, aos poucos, entender como esse gênero de documentário pode alavancar a vendagem de discos, ainda mais numa época em que se discute tanto os direitos autorais das músicas”, diz Aliche.

Doc de Sorocaba na seleção (Rubens Passaro, Brasil, 2008, 86’, DVCAM)

Miguel de Deus é uma dessas pérolas que o Brasil ainda vai se arrepender de não ter reconhecido em vida. Musico versátil e antenado, foi um dos pioneiros do funk e do soul no Brasil, gravou com uma infinidade de artistas e produziu algumas das faixas mais suingadas do movimento Black Rio.

30 ANOS de Oswaldo Montenegro

Emplacando três décadas de carreira, o cantor e compositor OSWALDO MONTENEGRO marca a data com show de lançamento do DVD Quebra-Cabeça Elétrico, sexta e sábado  no Canecão (Rio), além de aguardar a estréia de  um programa de TV e um filme, escrito e dirigido por ele. Um dos destaques do DVD é a flautista Madalena Sales, que acompanha Montenegro há 35 anos, e a quem ele não poupa elogios. Madalena dá um toque erudito ao show, que também tem um lado pesado influenciado por um dos lugares onde viveu.

– Acho que a minha música é o resultado de São João del-Rei, em Minas Gerais, com Brasília, os dois lugares onde morei mais tempo – compara Montenegro. – Minas era o aconchego, a música barroca das igrejas, a seresta, os amigos dos meus pais tocando na nossa casa, uma música ligada ao afeto. Brasília é o contato com o rock e a música nordestina, com a aridez, tanto no sentido poético quanto físico mesmo. Essas duas vertentes estão muito presentes no show do Canecão.

O repertório também é resultado das influências e vivências musicais do cantor.

O show é praticamente dividido. Tem a parte que eu canto os companheiros de geração que acabaram virando amigos e parceiros, como o Zé Ramalho, Belchior, Alceu Valença. Essa primeira parte tem uma banda mais pesada. A segunda parte traz músicas que compus há muito tempo e das quais não enjoei ainda – brinca, antes de citar Bandolins, Lua e flor, A lista, , Intuição, Estrada nova e Léo e Bia.

A última canção, que deu nome a uma peça sua, de 1983, está presente na nova empreitada do cantor: ele acaba de finalizar Léo e Bia, seu primeiro longa-metragem.

A diferença de linguagem do teatro e cinema é total. No cinema o ator não mostra, ele sente e a câmera vê. Me cerquei de uma equipe muito profissional e sou muito grato a eles.

Leo e Bia fala de sete jovens de Brasília que tentam viver de teatro. A história se passa em 1973, no auge da ditadura militar.

É uma história quase autobiográfica. De certa maneira eu vivi isso – destaca Montenegro, que fez um paralelo entre a rigidez com que a mãe da personagem Bia cria a filha e a ditadura. – Escolhi Françoise Fourton para o papel da mãe, por ser uma atriz capaz de mergulhar nesse universo e ao mesmo tempo ser tão sedutora como as ditaduras se mostram.

O filme ainda não tem data para estrear. Enquanto negocia a distribuição e procura parceiros para o lançamento, Montenegro pretende participar de vários festivais este ano.

Série no segundo semestre

O namoro de Montenegro com o audiovisual estende-se pela série Filhos do Brasil, que ele prepara para o Canal Brasil. A gênese da futura atração televisiva é o premiado musical homônimo, que o cantor concebeu, roteirizou e dirigiu.

– Formei a Companhia Mulungo há um ano, e já no primeiro musical que montamos tudo caminhou muito rápido – comemora. – Por causa dele tivemos a imediata contratação para a série do Canal Brasil. Atualmente passo os dias escrevendo esses programas.

A série Filhos do Brasil, que já está sendo gravada e tem previsão de estreia para o segundo semestre, faz uma releitura poética do país.

O programa aborda, com músicas, textos e danças, diversos aspectos do Brasil, às vezes com humor, às vezes com emoção – adianta Montenegro. – Além da Companhia Mulungo, tenho a saborosa intervenção de Jorge Mautner, falando pequenos textos durante os episódios.

Diante de tamanha produção, Oswaldo Montenegro minimiza a capacidade de gerenciar os compromissos com a música, o teatro e o cinema:

Não suporto a vida fora da arte, então sou um privilegiado por trabalhar no que adoro. Ou eu estaria na arte ou estaria no espírito.

Falabella bisbilhota revistas de “celebridades” em Vida Alheia

Paparazzi, repórteres disfarçados e celebridades. A nova série da Globo, A Vida Alheia, vai abordar um tema bastante familiar aos artistas: a bisbilhotice da vida dos famosos.

Escrito por Miguel Falabella, o programa vai fazer uma sátira às revistas de fofocas, mostrando os bastidores da rotina dos profissionais da revista Vida alheia e sua relação com as celebridades. A série começou a ser gravada no mês passado e tem estreia prevista para abril, junto com a nova programação da Globo, devendo ser exibida às quintas-feiras, após o seriado A grande família.

Miguel Falabella diz que sua nova criação tem momentos de humor, sim, mas deixa claro que não é exatamente uma comédia, como era o extinto seriado Toma lá, dá cá, também escrito por ele.

A série fala dos nossos intestinos. Os bastidores do circo midiático – afirma o autor, que tem a colaboração de Antonia Pellegrino, Carlos Lombardi e Flávio Marinho.

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Claudia Jimenez, intérprete da editora Alberta

Claudia Jimenez e Marília Pêra são as protagonistas da . Na trama, Claudia vive a poderosa editora da Vida alheia Alberta Peçanha, que publica manchetes de escândalos flagrados pela sua equipe de paparazzi. Marília faz a dona da revista, Catarina Faissol, que pouco se preocupa com as consequências das reportagens mas exige resultados e boas vendas.

A equipe da revista é formada pelas repórteres Manuela (Danielle Winits) e Olívia (Karin Roepke), que travam uma disputa por espaço na publicação e prestígio junto a chefe. Os fotógrafos Lírio (Paulo Vilhena) e Chico (Edgar Bustramante) são do tipo que fazem de tudo para conseguir, sem serem percebidos, os melhores cliques dos famosos.

Com direção de núcleo de Roberto Talma e direção de Cininha de Paula, a série vai contar histórias que possuem semelhanças com a vida real. Por exemplo, no primeiro episódio, a equipe da revista vai suspeitar que o filho da celebridade Verônica Moyana (Isabeli Fontana) não é de seu marido, Alfredo (Geraldo Blota Filho). Encarregada de apurar essa “bomba” e dar um “furo”, Manuela vai se passar por babá para se aproximar da artista. Ao longo da série, ela usará outros disfarces para conseguir uma informação e superar a concorrência.