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Adriana Esteves eterniza Avenida Brasil

Resumo semanal de Avenida Brasil de 20/01/2020 a 24/01/2020 ...

Adriana Esteves é Carminha e Débora Falabella é Rita: contracena de gigantes !

Avenida Brasil está desde outubro preenchendo a tarde nobre da TV Globo. A exibição do megasucesso, que desbancou Escrava Isaura em número de vendas para diversos países, está na reta final: termina no dia em que maio adentra o calendário, portanto, no Dia do Trabalho.

Por conta disso, decidi postar artigo escrito quando do final da exibição da novela, em 2012, numa homenagem a esta atriz formidável, que considero a maior do Brasil – não esquecendo que Fernanda Montenegro pertence à notória categoria Hors-Concours -, a protagonista Adriana Esteves.

O que mais surpreendeu em AVENIDA BRASIL não foi o mega ibope do último capítulo nem a forma como o autor se inspirou em autores famosos, nem a trilha, nem o encantamento com o subúrbio traduzido no Divino.

Tudo isso já houve antes, e continuará acontecendo. Há um farto arsenal de motivos pelos quais a novela de João Emanuel Carneiro virou um ícone nacional.

Mas o que mais nos chama a atenção – depois de ler, reler e encontrar, nos mais diferentes espaços informativos, comentários sobre a novela, é uma sensação de “Queremos Carminha !”, ainda no ar.

Vilã de 'Avenida Brasil', Adriana Esteves faz revelação: 'Eu não ...

A atriz acredita que, mesmo com as maldades, Carminha conquistou o público por ser corajosa e divertida: “Ela enxergava a vida com inteligência e humor”, disse em entrevista de divulgação da Globo sobre a reprise. Para ela, a maior maldade de Carminha era maltratar e debochar da própria filha, Ágata (Ana Karolina).

Adriana Esteves revela ainda que fazer a vilã foi sua maior entrega como atriz: “Quando terminou a novela, foi a primeira vez que eu senti uma dificuldade muito grande de abandonar a personagem […] Eu estava no 220 volts, e precisava voltar para o 110 para continuar a viver ou até para fazer outros trabalhos, porque como é que eu ia conseguir fazer outra coisa naquela vibração ?”

O que esta magnânima ATRIZ Adriana Esteves conseguiu, através da bem construída personagem criada por João Emanuel Carneiro, é algo ainda a ser estudado por especialistas da área, e quem sabe mereça muito mais a análise de quem atua na seara da psicologia.

Adriana Esteves alcançou através de Carminha muito mais do que o apoio popular e a adesão total de todo o público de Avenida Brasil. O que Adriana e sua irretocável CARMINHA conseguiram foi mexer no imaginário coletivo e fustigar a emoção de quantos puderam ver – e vibrar – com a estupenda interpretação desta Atriz para uma personagem capaz das maiores vilanias e atrocidades. Intérprete e personagem entrelaçaram-se no gosto popular criando um emaranhado de emoções e cumplicidade que responde por grande parte do êxito da trama de João Emanuel Carneiro.

Esta sensação é o que vai por baixo das afirmações, e corre no íntimo de quantos agora comentam o final da novela – todos viram a mobilização nacional gerada pela exibição do último capítulo da trama, praticamente parando São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre -, é o que aflora quando se afirmam coisas do tipo “Carminha podia ter reagido”, ou “Pensei que Carminha estava mentindo”, ou ainda “Achei que Carminha ia dar a volta por cima”, ou, mais agudo ainda, “Queria que Carminha tivesse terminado rica, numa mansão na zona sul”, ou “Queria Carminha milionária enganando um novo Tufão”…

Carminha (Adriana Esteves) - Personagens de "Avenida Brasil" | Amo ...

Isso tudo é a tradução mais latente e verdadeira de que o envolvimento com a Carminha de ADRIANA ESTEVES tomou tal proporção que o público desejava não só não ver a vilã ficar pobre e sem glamour, como gostaria de ver novamente a atriz – que ele aprendeu a amar e ver bela, mesmo com todas as maldades de Carminha – esbanjando charme e eloquência de vencedora.

Adriana Esteves não estará na próxima trama de João Emanuel ...

Criatura e Criador: Adriana Esteves e o autor João Emanuel Carneiro…

Foi isso que fez nascer Laureta, a personagem seguinte de João Emanuel Carneiro para a atriz em sua trama posterior para o horário nobre. Detalhe de extrema relevância na bela parceria dos dois. Mas isso será tema de artigo em fase de elaboração.

Este público queria rever/reencontrar sua Carminha-Adriana de novo linda, loura, derramada em elegância, destratando os pobres, enganando o marido, tripudiando com as funcionárias, fazendo exigências homéricas, zombando dos suburbanos e dizendo – sem papas na língua e com a maior desfaçatez – as insanidades que dizia. Porque a Carminha vencedora, bonita e altiva era também o alter ego da enorme classe C, ou de quantos se sentiram/sentem inferiorizados tantas vezes, e que, naqueles momentos de altivez sórdida da vilã, se sentiam vingados ou de alma lavada através dos ótimos diálogos da trama. E aqui entra, intenso e avassalador, o potencial artístico de ADRIANA ESTEVES, a quem a imensa maioria da plateia queria ver novamente brilhando e tendo as rédeas da história nas mãos. SENSACIONALLLLLLLL !

Globo pode trocar Êta Mundo Bom por Avenida Brasil na próxima ...

E isso só é possível de ser alcançado, em se tratando de personagem antagonista, quando se tem uma intérprete do quilate de Adriana Esteves, cuja maestria, competência e natural vocação fazem dela uma atriz do mais alto refinamento interpretativo.

Adriana Esteves foi de tal modo encantadora que, através de Carminha, alcançou instâncias que significam muito mais do que receber o apoio absoluto da audiência, a vibração da plateia, a emoção do telespectador, o entusiasmo dos colegas, a vibração da crítica, o encantamento do autor, ou o misto de adesão x revolta que se viu durante todo o desenrolar da telenovela. Tão arrebatadora foi a atuação de Adriana que “puxou” todo um corolário de êxitos para a novela: Avenida Brasil foi a primeira novela brasileira que bateu o recorde alcançado pela lendária “Escrava Isaura” (1976), de Gilberto Braga, até então a telenovela brasileira mais exportada.

Adriana Esteves enfrenta desafio como grande vilã de “Avenida ...

A capacidade impressionante e invejável de ADRIANA ESTEVES de criar expressões faciais diversas para ‘Carminha’, numa mesma cena – passando, em questão de segundos, de um semblante triste para a agressividade, de um sereno para um irônico, de um alegre para um raivoso, de um amoroso para um sarcástico – ecoou fundo na emoção do telespectador e criou uma empatia só explicável pelas leis do sentimento. Sua inserção na cena artística brasileira se dá como uma Atriz completa, disposta e capaz de se jogar em qualquer personagem com a mesma extrema e singular capacidade com a qual ela transformou Carminha na melhor personagem do ano e, quiçá, na vilã mais adorada de todas as novelas.

Adriana Esteves ganha troféu como Carminha; confira os destaques ...

O primeiro prêmio por Carminha foi o do Jornal Extra. Depois vieram outros 7…

Veja fotos do 15º Prêmio Contigo! de TV no Rio de Janeiro

Carminha deu a Adriana todos os prêmios como Atriz do ano de 2012, num total de 8 estatuetas.

         Atriz ganha prêmio da ABI pela personagem Inês, da novela “Babilônia”, de Gilberto Braga…            

                        Um DEZ gigante e emocionado para Adriana Esteves !

Na quarentena, a teleficção como melhor companheira

Os Dias Eram Assim: supersérie fala de Ditadura e revive Diretas Já !

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   Renato Goes e Sophie Charlotte vivem par romântico que a ditadura separa                                                            

A seleção brasileira fazia o jogo final da Copa de 1970. Nas ruas, um clima de euforia. Na história que pulsava por baixo dessa euforia de quem está prestes a sagrar-se campeão mundial, corria outra sensação, a de aviltamento da dignidade humana, alicerce do período sombrio da ditadura brasileira.

Há uma dor funda e recente que cerca esse momento da vida brasileira. Aquele tempo ainda não foi bem assimilado na memória nacional. É difícil falar sobre aqueles dolorosos anos e, talvez por isso, ainda há quem duvide que eles existiram de fato.

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Daniel de Oliveira, Antônio Calloni e Marco Ricca em atuações memoráveis como apoiadores do regime que suprimiu as liberdades no Brasil por mais de 20 anos.

O período sombrio que extirpou a liberdade do cotidiano nacional cheira a repressão, ditadura, violência, aviltamento dos direitos fundamentais, cerceamento da liberdade, e é sobre isso que fala a supersérie Os dias eram assim.

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Estreada no último dia 17 de abril, a obra tem co-autoria de Ângela Chaves e Alessandra Poggi, e direção capitaneada pelo mestre Walter Carvalho (o festejado paraibano diretor de fotografia de tantos trabalhos memoráveis), com direção geral de Carlos Araújo.

É nesse contexto da ditadura, tematizado em Os Dias eram assim, que Alice (Sophie Charlotte) e Renato (Renato Góes) se conhecem e iniciam uma história de amor que vai atravessar quase duas décadas, cruzando com eventos históricos importantes. Da repressão às Diretas Já, o amor vai passar por vários percalços, e talvez sobreviva: medo, intrigas, separação, dor, tristeza, esperança.

Renato é médico e primogênito de uma família de classe média, moradora de Copacabana. Tem dois irmãos, os estudantes Gustavo (Gabriel Leone) e Maria (Carla Salle).  O pai era professor universitário e a mãe é dona de uma livraria, Vera (Cássia Kis). Cada um a seu modo, estão todos engajados na luta pela liberdade: enquanto Gustavo sai às ruas, Maria usa a arte como forma de expressão.

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Alice (Sophie Charlotte), mocinha da trama, é a protagonista que simboliza o feminismo nascente nos anos de 1970.

No universo da jovem Alice (Sophie Charlotte), a batalha é contra o pensamento conservador da família. Questionadora, a estudante sempre bateu de frente com os pais. Dono de uma construtora, Arnaldo (Antônio Calloni) é um empresário rico e de padrões fascistas: não se conforma com o fato de a mulher, Kiki (Natália do Valle), nunca ter conseguido reprimir a inquietude da filha. Para ele, a mulher é a culpada por tudo de ruim que acontece no lar e na família. O empresário é um típico vilão, homem deplorável que causa nojo e revolta, feito com invejável maestria por um Ator do quilate de Antônio Calloni.

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Alice apaixona-se por Renato e, a partir daí, começa a ter rasgos de insuspeitada coragem: o primeiro passo é ir contra o desejo dos país e contrariar o principal projeto deles para a vida dela: a jovem rompe o namoro de anos com o machista Vitor (Daniel de Oliveira), que não se conforma com o rompimento. Tudo o que Vitor deseja é tornar-se dono da fortuna do pai de Alice. O casamento seria a concretização de seu ideal.

O abjeto Vitor é braço-direito de Arnaldo na construtora, e filho  arrogante e oportunista Cora (Susana Vieira). Os mundos de Renato e Alice se cruzam por amor e serão separados pela divisão ideológica entre as duas famílias, potencializada pelo ambiente político reinante no país. Ambientada entre as décadas de 70 e 80, período que vai da repressão às Diretas Já, a supersérie Os dias eram assim é exibida por volta das onze da noite e vem tendo boa audiência.

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O comício das Diretas Já serviu de belas cenas para a teleficção…

Aqui, como em todo o formato da teleficção audiovisual, o drama amoroso é o grande motim: “A História é o pano de fundo dessa trama de amor. Tratamos de encontros e desencontros desse casal que é separado de forma abrupta e, depois, vai se reencontrar quando os dois já não são mais os mesmos”, diz Ângela. Já Alessandra afirma: “Alice e Renato vivem uma história de amor muito forte no primeiro momento, mas, quando são separados, cada um resolve seguir sua vida. A maior parte da história ocorre após o reencontro, no período de pré-abertura política, em 1984”.

Para nós, soa engraçado, para não dizer apressado e preconceituoso, os comentários acerca da supersérie que pretendem analisar uma obra que não é a que está na TV. A supersérie fala sobre uma história de amor interrompido, como assim acontece em qualquer obra teledramatúrgica. Basta ler um pouquinho sobre o tema para saber que a telenovela tornou-se nosso maior produto cultural de exportação e ocupa um lugar de destaque na programação televisiva diária, sendo que existe desde  1951. A partir de 1963, tornou-se atração diária. De lá pra cá, o gênero se consolidou e tem clara filiação melodramática. Portanto, querer ver uma telenovela e acreditar que seu principal enfoque não será uma história de amor é desconhecimento, ingenuidade ou má vontade.

Seguindo o raciocínio, o que nos parece mais instigante é justamente o fato de repetir-se uma fórmula, absolutamente popular e consagrada, e, mesmo assim, continuar agradando e atraindo imensa audiência. Fazendo uma analogia com o cardápio gastronômico, a telenovela é assim uma espécie de bolo: todo mundo tem um preferido. Logo, sabemos haver uma enorme variedade, que atende a múltiplos gostos, mas a base da receita é sempre a mesma: atrai inúmeros seguidores, pode ser feita com diferentes ingredientes, e o que sobressai é um paladar de alta fidelidade: não há quem não goste de bolo, embora as preferências de gosto variem constantemente.

Pois é, e ainda argumenta-se que a história de Os dias eram assim tem clichês típicos de novela. Ora, pois, se uma mini ou superssérie é assim um ‘primo rico’ da telenovela, como não ter clichês típicos do gênero ? Como fugir ao padrão que tornou a ficção seriada o carro-chefe da programação televisiva brasileira ? E por que haveria de se mexer num ‘time que está ganhando’?

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Danilo e Camila, casal de “Amor de mãe”… Mas afinal, quem não gosta de um bom romance ?

Não estamos assistindo a um filme ou acompanhando uma encenação teatral: Os dias eram assim é uma supersérie. Segue o mesmo esquema básico clássico de uma telenovela, apenas o formato é menor que o desta, embora maior que o de uma minissérie. Seguindo com nossa analogia, o bolo pode ter outro formato e recheio, mas será sempre um bolo, e não um risoto, um uma macarronada ou uma feijoada.

A fórmula de telenovelas, minisséries, microsséries, casos especiais, superséries – teleficção audiovisual – é a mesma há dezenas, e o que encanta é ela permanecer sempre igual em sua diferença de cada novo título. Sempre com a mesma força e capacidade de atrair. E talvez aqui resida um dos trunfos de seu aprimoramento e apuro técnico: como há um sequenciamento ad infinitum do mesmo formato, as equipes realizadoras das telenovelas se esmeram, cada vez mais, ao longo de toda a história da Teledramaturgia Brasileira, em fazer com mais qualidade, primando pela capacitação de seus profissionais.

Isso é o que podemos constatar observando a enorme penetração da produção brasileira no exterior (mais de 130 países compram nossas telenovelas). E quanto mais esse mercado foi crescendo ao longo dos anos, mais o gênero se consolidou e as equipes técnicas, imensas e valorosas, foram sendo lapidadas – direção, fotografia, luz, cenário, maquiagem, direção de arte, trilha sonora e musical, caracterização –, chegando ao patamar que hoje vemos diariamente na telinha e que nos impactam, cada dia mais, pela excelência técnica e artística que exibem.

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Niko e Félix, o par romântico de “Amor à vida” que ganhou torcida nacional em 2014.

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Luzia e Beto Falcão: uma paixão que emocionou a audiência de “Segundo sol”

Afinal, se a história de amor incomoda por ser o fundamento dos enredos é porque o tempo consagra como clichê o que é  considerado bom para a grande maioria. E o clichê foi popularizado por ser reconhecidamente atraente e imbuído de qualidades intrínsecas: quem descobriu, aderiu, quis imitar, virou moda e contagiou. E o poeta Fernando Pessoa sabia tanto e tão bem disso que imortalizou o melhor e mais sábio de todos os clichês: o Amor.

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Leleco (Marcos Caruso) e Tessália (Débora Nascimento): casal rendeu bons momentos em “Avenida Brasil”

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Mercedes e Josafá: casamento na 3a idade foi das melhores coisas de “O outro lado do paraíso”

E, parafraseando o notável poeta português, dizemos:

Todas as histórias de amor são

Ridículas.

Não seriam histórias de amor se não fossem

Ridículas.

As histórias de amor, se há amor,

Tem de ser ridículas.

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca curtiram

Histórias de AMOR

São ridículas.

As verdadeiras RIDÍCULAS !

É que são Rídiculas.

 

E por falar em quarentena, que tal rever “Amores Roubados” ?

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Minissérie de 2014 é trunfo da teleficção

*Aurora Miranda Leão

A começar pela expressividade do layout do título e pela impactante abertura, AMORES ROUBADOS é produção singular da nossa Teledramaturgia. Sou das que acompanharam a exibição na grade da programação da TV Globo em 2014 e recomendo que a assistam.

Quem me acompanha ao longo de minha caminhada como jornalista e pesquisadora de teleficção seriada, sabe o quanto aprecio a narrativa ficcional televisiva. Quando as obras são boas – como esta AMORES ROUBADOS -, aí mesmo é que faço questão de dizer que vejo e vejo com prazer ! Porque amo Dramaturgia – seja no Teatro, no Cinema ou na TV. Assumimos desde sempre que o bom é viajar por outras histórias, inventadas por outras cabeças, recheadas de outras fantasias, que não as nossas. Afinal, como diz o poeta gaúcho Carpinejar, nem a nossa história deixa de ser fantasiada por nós mesmos.

O roteiro de Amores roubados é de George Moura, pernambucano que também assina a autoria de “Onde nascem os fortes” (supersérie exibida em 2018), a partir de obra de Joaquim Maria Carneiro Vilela – advogado, ilustrador, pintor paisagista, cenógrafo, juiz, bibliotecário, secretário de Governo, fabricante de gaiolas, e escritor -, escrita entre 1909 e 1912, e merecedora de várias adaptações para o teatro e o cinema. Mas, por certo, o fato de ter obra sua exibida na programação da emissora líder de audiência no país, fará com que o nome do escritor seja definitivamente inscrito entre os grandes de nossa Literatura. Com o título original de “A emparedada da rua Nova”, Carneiro Vilela dizia que a história viera de um relato ouvido de uma escrava. Até hoje, não se sabe ao certo o que foi ficcionado pelo autor e o que realmente aconteceu.

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Cauã Reymond é Leandro, um típico “don juan” contemporâneo do sertão…

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Minissérie marca estreia de Jesuíta Barbosa na telinha: ele faz Fortunato, grande amigo de Leandro (Cauã Reymond).

Mas só em ter valido esta primorosa minissérie, já ganhou – e muito – a história de nossa Teledramaturgia, enriquecida pelas interpretações poderosas de Murilo Benício – um ator que consegue passar todo o sensório de seus personagens só com o olhar -, Irandhir Santos, Cauã Reymond, Isis Valverde, Patricia Pillar (soberba em sua angústia lancinante e silenciosa), Cássia Kiss, Osmar Prado, Dira Paes, César Ferrario, Jesuíta Barbosa, Magdale Alves e Thierry Tremouroux.

PRINCIPAIS DESTAQUES: 

– Direção precisa de José Luiz Villamarim, direção de arte, e fotografia de Walter Carvalho;

– O set, os enquadramentos e a atuação de Osmar Prado e Cássia Kiss na cena do acerto de contas;

– A frieza e vilania intrínseca do personagem Jayme, rapidamente tratando de se ‘descartar’ da conversa ‘incômoda’ do sogro Antônio;

– A luz da cena entre Jaime e o delegado (Walter Breda), num lindíssimo enquadramento em silhueta;

– A conversa entre Jaime e Cavalcante – Murilo Benício de costas, passando toda a emoção somente com a voz – genial !

– A comovente e quase pueril fala de Antônia, encharcada de emoção no velório do avô – ISIS VALVERDE divinal, uma nordestina com naturalidade, beleza singular e profunda empatia, levando o telespectador às lágrimas;

– O encontro de Antônia e Fortunato na beira do rio São Francisco…

* A inserção da bela Jura Secreta, música de Sueli Costa e Abel Silva, cantada de forma singular por um contagiante Raimundo Fagner;

* A qualidade das atuações de Irandhir Santos e César Ferrario numa pujança de força magistral entre dois talentos nordestinos;

* A tocante cena entre Cássia Kiss e Jesuíta Barbosa marcando mais pontos na atuação poderosa do elenco e ressaltando uma direção de arte poderosa a favorecer o contraste entre o vermelho ‘revelador’ da personagem de Cássia, o floral do guarda-chuva e a aridez rochosa às margens do São Francisco;

* Patrícia Pillar e Murilo Benício – contracena de Gigantes !

* Lindíssimos momentos de Isis Valverde, quer seja na fotografia magistral de Walter Carvalho, bem como da atuação emocionada e emocionante da atriz;

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* A sintonia precisa entre Isis e Benício em momentos de revelações perturbadoras;

* O quadro poderoso do grande campo de arames farpados como desfecho para o fim do grande vilão, o temido e maligno Jaime, quando a cena ganhou primorosos ares de réquiem;

* O belíssimo final à beira do rio reunindo 3 gerações – filha, neto e avó, preconizando possíveis (?) novos tempos de calmaria na vida conturbada, triste e sombria da família de Jaime – Isis e Patrícia em belos movimentos de interação mãe-filha X atriz tarimbada-atriz em ascensão !

Resultado de imagem para amores roubados cenas finais Patrícia Dira e Isis

Cena final une Isis Valverde e Patrícia Pillar.

De somenos: o não fechamento do destino de João (Irandhir Santos) – personagem e ator mereciam ter sua história amarrada junto ao público; e o do personagem Oscar (Thierry Tremouroux), professor de música da Orquestra Sanfônica, projeto idealizado por Isabel (Patrícia Pillar), ‘exilado’ da cidade a mando de Jaime, e tendo que se passar por Leandro…

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O diretor José Luiz Villamarim dirige Dira Paes e Cauã Reymond…

Amores Roubados é um produto de excelência, que ganhou (como apontamos em artigo de 2014) muitos prêmios: direção, fotografia, ritmo, direção de arte, edição, trilha e atuações magníficas num roteiro de suspense, rico em diálogos bem elaborados e coerentes com o cerne da história. DEZ é ainda pouco para AMORES ROUBADOS ! E é um orgulho para quem, como eu, fica feliz em poder aplaudir a grandiosidade dos nossos artistas e a qualidade a que chegaram os técnicos brasileiros ! Que Teledramaturgia de alto nÍvel faz o Brasil !

As casas dos moradores do distrito estão sendo usadas nas gravações. Um carrossel foi colocado perto da igreja do distrito, que foi expandida para as cenas. Os próprios moradores estão atuando como figurantes em 'Amores Roubados'

O interior do Nordeste brasileiro, fonte perene para a ficção teleaudiovisual.

*Você pode conferir a minissérie inteira acessando o Globo Play. A plataforma pode ser acessada de graça nestes tempos de pandemia.

Novelas são tema de debate hoje com Valmir Moratelli na Livraria da Travessa

Avenida Brasil - Novela

“O que as Telenovelas Exibem enquanto o Mundo se Transforma” é o livro do jornalista Valmir Moratelli que será debatido hoje na Livraria da Travessa de Botafogo, logo mais, às 19h. O lançamento é da editora Autografia e haverá sessão de autógrafos.

Um importante diferencial do livro de Moratelli é que ele é fruto de uma intensa pesquisa de mestrado do autor, que acabou realizando um percurso que perfaz 20 anos de análise da Teledramaturgia Brasileira, com isso sagrando-se como escritor do primeiro livro-referência sobre o tema assinado por um carioca.

Valmir Moratelli traça um perfil instigante que envolve a construção das narrativas de teleficção com as trajetórias do cotidiano político brasileiro, evidenciando que analisar umas sem olhar as outras é um caminho incompleto e ineficaz.

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Camila Pitanga e Domingos Montagner em cena da novela Velho Chico (2016).

Em sua extensa pesquisa, realizada na PUC-Rio com orientação da profa Dra Tatiana Siciliano, Valmir Moratelli discute aspectos de gestões políticas e o quanto e como isso impactou na eleição de temáticas para as novelas da TV Globo. São abordados os períodos de Fernando Henrique Cardoso [1999-2002, segundo mandato]; Luiz Inácio Lula da Silva (2003-10]; Dilma Roussef [2011-16] e Michel Temer [2016-18].

“O objetivo deste livro é mostrar que a telenovela brasileira se diferencia das de outros países porque é totalmente relacionada com o que acontece de impacto em nossa sociedade. A novela é um retrato muito fiel do nosso tempo. Talvez seja o produto que melhor fale o que nós somos”, afirma Moratelli.

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“Foram dois anos de pesquisa para o meu mestrado que acabaram produzindo este material, que analisa assuntos considerados tabus da teledramaturgia, como empoderamento da mulher, inclusão do negro na sociedade como protagonista e diversidade sexual, nos últimos 20 anos. O que percebemos é que os temas das novelas da Rede Globo variam dentro da mudança de cada governo”, observa o autor.

“Na era FHC, com o início da estabilização financeira, as histórias tinham parte da trama fora do Brasil, e isso seguiu até ‘I love Paraisópolis’” (2015)”, salienta. “Com a gestão Lula, temos as transformações sociais. ‘Cheias de charme’ (2012) é um marco, porque colocou como protagonistas três empregadas domésticas. Depois, vêm Dilma e Temer, e a gente tem o aprofundamento da divisão social e as questões éticas acaloradas. Um bom exemplo é ‘Pega pega'”. (2017), conta Valmir.

“Se a gente tira do contexto o que está vivendo, deixa de entender aquilo que está indo ao ar”, finaliza Valmir Moratelli.

debate

O debate desta noite será na Livraria da Travessa, em Botafogo. A atriz Glamour Garcia, a Britney de A Dona do Pedaço, participará do encontro, que terá mediação de Tatiana Siciliano, professora da PUC-Rio, e a presença de Rosane Swartman, co-autora da novela das 19h, Bom Sucesso.

SERVIÇO

Sessão de autógrafos e debate sobre o livro

“O que as Telenovelas Exibem enquanto o Mundo se Transforma”

QUANDO: Hoje, terça, ENTRADA FRANCA

Horário: 19h

ONDE: Livraria da Travessa, em Botafogo (Rio).

AUTOR: VALMIR MORATELLI

Presença de Rosane Swartman (Bom Sucesso)

Tatiana Siciliano (PUC-RJ)

Glamour Garcia (A Dona do Pedaço)

a dona

A atriz Glamour Garcia (em cena de A Dona do Pedaço com Juliana Paes) é presença confirmada esta noite na Livraria da Travessa.

Wilker e a homenagem que ficou faltando…

Enquanto o país chora a perda do grande Artista, temos vergonha alheia pela homenagem que nunca o Ceará fez para José Wilker

Enfim, a TV Verdes Mares fez uma pequena mas bela homenagem póstuma ao inesquecível José WilkerPode ser que a memória nos traia, mas a impressão mais forte é de que nunca a TV de maior repercussão no Estado do Ceará havia feito nada ressaltando o trabalho do profícuo ator cearense. Essa mudança deve-se ao fato de a TV ter deixado de ser simplesmente uma retransmissora da TV Globo para ser uma Afiliada. E aí a mudança foi considerável. Pra melhor. É fácil notar a inclusão de temas mais locais, incentivo à Cultura, apoio à Educação, mais produção cearense, programas focando na programação da emissora líder. Bem vinda melhora !

E é nesse bojo que se insere a Homenagem que a TV Verdes Mares veiculou ontem, 5 de abril, dia da morte de José Wilker, destacando o trabalho do Artista. Até matéria direto de Juazeiro do Norte, terra natal do ator, eles fizeram.

Infelizmente, em vida, José Wilker nunca recebeu as devidas honrarias no Ceará. Não ganhou nenhuma condecoração especial, nem as conhecidas medalhas oficiais, nem título de cidadania, nem um troféu ou coisa semelhante com seu nome, nem sequer uma mostra de cinema com boa parte de seus trabalhos na telona, nem o mais conhecido troféu do Estado, a Sereia de Ouro, entregue anualmente.

Não há justificativa nem explicação que justifique essa falha. WILKER era um Artista do Melhor Quilate, em qualquer parte do mundo. E um Artista múltiplo, em qualquer veículo no qual se apresentasse. Há muito o Ceará deveria ter prestado uma justa e digna Homenagem ao Ator, que também era escritor, dramaturgo, diretor de teatro, cineasta, e respeitado crítico de Cinema.

Resultado é que neste momento de dor, da súbita partida do magnânino ator cearense – reverenciado e chorado em profusão nas redes sociais e na mídia de modo geral -, não há nada que o Ceará possa mostrar como lembrança ou memória bonita de tal homenagem que fez a ele; da noite em que ele recebeu tal e qual homenagem; do almoço X ou Y, ou do debate tal que ele participou… é lamentável, sob todos os aspectos. Enquanto o povo, os artistas, a imprensa, e gente de todas as idades e classes sociais despede-se com muita tristeza e saudade de JOSÉ WILKER, nós cearenses amargamos essa ‘vergonha alheia’ de sermos a terra que deu berço ao Artista mas nunca teve o mérito de reconhecer, reverenciar e aplaudir seu talento, sua vocação, sua inteligência brilhante, sua poderosa atuação na cena artística brasileira.

Sim, o Estado do Ceará fica devedor de José Wilker. Agora que jornais, rádios, TVs, e a web tornam notória a reverência ao Artista – com gente de todas as idades, profissões e faixas sociais lamentando e fazendo suas saudações a Wilker – a atitude da TV Verdes Mares de lembrá-lo é quase uma ‘obrigação’. Mais que isso, é a tentativa de saudar uma dívida.

Lembro da época na qual esta redatora fizera uma entrevista com o ator, em Gramado, e trouxe a matéria prontinha pra publicar. Ofereci aos jornais locais, sem ônus algum, e, mesmo assim, a resposta foi o silêncio. Nem sequer recebi um Não. Simplesmente, não publicaram. E àquele tempo, José Wilker estava às vésperas de estrear na telinha como o lendário Presidente JK…

Felizmente, anos depois, quando Wilker veio a Fortaleza participar da inauguração de um espaço na Livraria Cultura do Iguatemi que leva seu nome – única distinção louvável feita ao artista -, pude estar com ele, prosear e falar de uma possível homenagem que tentaríamos fazer enquanto produtora e jornalista. Infelizmente, Wilker andava com a agenda bem cheia àquela época, às vésperas de estrear uma peça de teatro. Adiamos pra quando desse, mas pelas dificuldades tão próprias à atividade cultural, acabamos sem nunca conseguir fazer a devida reverência ao Artista.

O Ceará é quem ficou te devendo, Wilker  Querido !

Felizmente, o povo do Ceará e esta redatora sempre te viram como um Artista FelomenalE é assim que te dá adeus, com carinho, saudade e um enorme Aplauso este ‪#‎BlogAuroradeCinema‬

PRA QUE AS ALEGRIAS SEJAM DE TODOS !

Vinheta anual da TV Globo celebra conquistas do ano que se finda, tem espaço no coração do telespectador e é aguardada com expectativa para a celebração de um NOVO ANO 

E quando se pensa que não há mais como ‘atualizar’  a célebre vinheta, que vai ao ar desde 1965, eis que surge outra, inusitada, moderna, eficiente, inspiradora. Supimpa, como diria o saudoso Mestre Artur da Távola !

A cada ano, o capricho é maior !

Nesta edição 2013, o grupo BARBATUQUES – conhecido por tirar som do próprio corpo – foi convidado a criar o novo arranjo para a imortal criação dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, em parceria com o jornalista Nelsinho Motta.

Gol de placa !

À bela canção, juntou-se um arranjo moderno; singela/bela e ritmada coreografia, emoldurando o sorriso cativante dos muitos profissionais que durante o ano inteiro (e muitos desses, há décadas) fazem a programação da TV Globo com esmero, dedicação, excelência artística e técnica, e qualidade mundialmente aplaudida.

Nós acompanhamos sempre, com a maior atenção e carinho.

Antônio Fagundes, ‘monstro’ sagrado dos palcos e telas, que vem dando show como ‘César” em Amor à Vida, é um dos destaques da vinheta 2013…

Porque simplesmente achamos que a vinheta “HOJE É O NOVO DIA, DE UM NOVO TEMPO” é, disparado, a mais tocante, bela, esperada e consagradora de todas quanto aparecem para celebrar a chegada de um Novo Ano.

‘É só querer, todos nossos sonhos serão verdade’ é uma saudação carregada do otimismo que todos precisamos para enfrentar um novo tempo que se avizinha célere, ao mesmo tempo reavivando tristezas, receios, frustrações, arrependimentos, incertezas, e também apontando novas possibilidades e outros atalhos, UM NOVO TEMPO que precisa nascer eivado das melhores ESPERANÇAS,  recheado com as melhores inspirações, e incrementado por uma energia que pretende-se forte e real, como assim se nos apresenta ao coração.

É com uma mensagem cheia de bossa, beleza, musicalidade, ginga e alegria, onde se misturam todas as faixas etárias, estilos de atuação e profissionais do jornalismo, das telenovelas e da linha de shows – ancorada numa fotografia de primeira linha, enquadramentos precisos, e edição primorosa -, que a vinheta de fim de ano da TV Globo consegue traduzir (em poucos segundos) alguns dos melhores sonhos e mais caros desejos, tão próprios aos anseios de cada um neste tempo de final de ano que se avizinha célere, convidando a novos dias que devem ser de PAZ, LUZ, Amor, Harmonia, e tudo mais de BOM e LINDO que todos almejamos e desejamos a quem queremos bem.

A FESTA É SUA, É DE QUEM QUISER, QUEM VIER…

O blog AURORA DE CINEMA faz coro com a instigante e inspiradora mensagem de fim de ano da TV Globo e também deseja a todos os seus leitores,

UM NOVO DIA, DE UM NOVO TEMPO

ONDE A FESTA SEJA DE TODOS e TODOS OS NOSSOS SONHOS SE TORNEM VERDADE…

FELIZ 2014  ao leitor fiel e amigo do blog Aurora de Cinema !

Público reafirma empatia total com AVENIDA BRASIL

Novela de João Emanuel Carneiro foi a grande vencedora do Troféu MELHORES DO ANO, realizado pelo programa do Faustão…

Congela! Adriana Esteves levou o troféu de Melhor Atriz (Foto: Domingão do Faustão/ TV Globo)

Há muito tempo, o tradicional Domingão do Faustão não registrava audiência tão grande. No domingo passado, por conta da entrega da premiação MELHORES DO ANO – como acontece há 12 edições -, com o público sabendo que o maior número de indicações cabia à novela AVENIDA BRASIL, o ibope do programa foi lá pra cima, saltando dos costumeiros 13 a 15 pontos para 20, com picos de 25 pontos.

MEL MAIA: Atriz Revelação Mirim fez sua estreia na novela como a pequena Nina e disse que quer ser como Adriana Esteves quando crescer…

Adriana Esteves posa com o troféu  (Foto: Domingão do Faustão/ TV Globo)

Uma emocionada e emocionante ADRIANA ESTEVES entrou no palco do DOMINGÃO sob aplausos de uma plateia que abraçava a atriz aos gritos de ‘Carminha, Carminha”…
 “Acho que foi mérito de muita gente. Além de ser muito bem escrita, com equipe de primeira. O cupido deu uma fisgadinha: eu sou completamente apaixonada pela Débora (Falabella), pelo Murilo (Benício) e pelo Marcelo (Novaes). Não me preparei pra ter tanta solidariedade. Nunca vi um camarim tão solidário. A protagonista em dupla com a antagonista. Fiquei profundamente apaixonada por todo mundo da novela. Foi difícil quando a novela acabou. Tive que me despedir dos meus amores”, declarou a atriz.
Na exibição do último capítulo, Marcelo Novaes, Mel Maia e Adriana Esteves…

E não era pra menos: depois de ter causado uma tristeza enorme em grande parte do público, que se sentiu ‘orfão’ com o final da trama protagonizada de forma magistral pela atriz ADRIANA ESTEVES – fazendo da novela das 21h o maior êxito da TV Globo em 2012, e reverberando na trama de Glória Perez – Salve, Jorge -, ainda agora com índices de audiência bem abaixo do normal nessa faixa de horário -, nada mais natural do que o público da novela ficasse de prontidão em frente à telinha para rever o elenco da novela e, sobretudo, para aplaudir ADRIANA ESTEVES e sua magnífica Carminha.

A Atriz, a última a receber a estatueta, foi aplaudida de pé aos gritos de “Carminha, Carminha”, e não conseguiu conter as lágrimas.

Adriana Esteves leva prêmio de melhor atriz do ano (Foto: Domingão do Faustão/ TV Globo)

O público, por instantes, pôde rever a genial criadora da inequecível personagem e declarar, mais uma vez, à própria atriz, o quanto apoiou, se emocionou, torceu e aplaudiu/aplaude o trabalho da atriz.

Adriana disse: “Teve um dia que eu não quis vir no Arquivo Confidencial para não chorar, e hoje estou chorando. É um cansaço tão grande, a gente luta, trabalha, acredita, se prepara, sou uma pessoa que não aderiu às redes sociais, mas quero agradecer a todo mundo que durante este ano curtiu a nossa novela. Eu tenho tanta gente para agradecer, tenho que fazer um agradecimento especial ao João Emanuel Carneiro. Quando ele me mostrou a sinopse, eu disse que podia fazer qualquer personagem, faria até os homens, mas ele disse que era a Carminha. É uma novela encantadora, olha aí o resultado, tantas indicações de prêmios. O João Emanuel me apresentou as melhores ondas para eu surfar, é um elenco que eu tenho orgulho de todo mundo. Eu preciso agradecer a minha empresária, minha equipe de casa, minha mãe, Paulinho, que ficaram cuidando dos meus filhos, do Vladimir eu cuido!”, disse ela, citando ainda os filhos, Felipe e Vicente, e a enteada, Agnes.

Além disso, Adriana esteves dividiu a homenagem com as amigas Cláudia Abreu e Débora Falabella, que concorriam com ela na mesma categoria, e fez uma homenagem especial à Cássia Kiss: “Fiz uma novela antes com ela e ficava assistindo ela construindo a Dulce, de Morde & Assopra, e fiquei pensando que eu queria ter uma personagem para me dedicar como ela, e eu não imaginava que seria logo em seguida. A Carminha foi a minha Dulce”.

Murilo Benício saboreia vitória (Foto: Domingão do Faustão/TV Globo)

MELHOR ATOR: vivendo o dócil, amigo e sofrido Tufão, Murilo Benício ganhou mais uma vez o troféu, arrebatando o público com um personagem querido por todos, e que teve até torcida por um final feliz…

Adriana Esteves fez bonito agradecimento à equipe de AVENIDA BRASIL e disse ter muito orgulho de todos os colegas de elenco: “Eu os amo muito”.

Adriana Esteves: ‘A Carminha entrou na minha vida de forma avassaladora’…

Cláudia Abreu,linda em sua doce simpatia e generosidade, lembrou com carinho da personagem Shayenne, e disse que o trio de atrizes que fazia as ‘empreguetes’ também merecia estar ali…

O mais bacana na entrega deste troféu MELHORES DO ANO do DOMINGÃO DO FAUSTÃO é que a seleção dos indicados é feita pelo corpo de funcionários da Rede Globo, que indica 3 nomes em cada categoria. E o vencedor dentre os 3 é uma escolha do público – via internet, SMS, celular ou telefone fixo.

O personagem ‘Adauto’, um dos mais queridos da trama, deu a Juliano Cazarré o primeiro troféu da carreira…

Isis Valverde, que esbanjou sensualidade, talento e carisma com a ‘periguete’ Suélen, foi eleita Melhor Atriz Coadjuvante…

A potiguar Titina Medeiros, em sua estreia na telinha (novela ‘Cheias de Charme’), foi consagrada por público e crítica e fez de Socorro uma personagem inesquecível… a atriz dedicou à colega Claudia Abreu a estatueta, a quem não cansou de agradecer por todo o afeto e apoio…

Faustão posa com Sandra Annenberg, que venceu o prêmio de Jornalismo (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)

Já a querida jornalista Sandra Annemberg foi a vencedora na categoria JORNALISMO. E estava bem emocionda, fazendo uns dos discurso mais comoventes da noite.

Ela entrou no palco sendo ovacionada pelo público. Pela primeira vez no programa, Sandra tentou conter as lágrimas, oferecendo o troféu à equipe do telejornal das 13:15h, o Jornal Hoje. “Esse prêmio é do amor da minha vida, Ernesto Paglia, eu sou a âncora dele,  e a Eliza, minha filha. Aos meus pais, madrasta, irmãos e enteados. Principalmente, para a equipe do Jornal Hoje. Ninguém faz televisão sozinho. Só assim a gente consegue trazer a notícia em tempo real”.

Sandra também fez uma tocante homenagem às vítimas da tragédia de Santa Maria (RS): “Queria dividir esse prêmio com as 240 famílias que perderem seus filhos. É uma tristeza profunda. Espero que consigamos renascer aos poucos”.

Deb e Mu 3 mar 13

Nos bastidores do Domingão, o casal criado a partir de Avenida Brasil, Débora Falabella e Murilo Benício eram a imagem da paixão e cumplicidade…

Cacau Protásio, a fantástica intérprete de Zezé, ganhou o coração do público e nós também queríamos um troféu pra ela… mas o páreo era duro…

De fato, quando uma obra causa o impacto causado por AVENIDA BRASIL é como se uma seleção tivesse em campo, um grupo de surfistas estivesse na mesma onda, como bem disse Adriana Esteves. Assim, a sensação de que, este ano, o troféu MELHORES DE ANO tinha que ter sido dado mais de um numa categoria, ficou claro.

A encantadora Mãe Lucinda de Vera Holtz e a Nina de Mel Maia…

Assim como já aconteceu, e pode acontecer, de empate em concursos de escolas de samba, defendemos que, neste caso específico, pudesse haver mais de uma estatueta por categoria. E assim teríamos premiado os três candidatos a ator – Murilo Benício, Marcelo Novaes e Cauã Reymond -, e duas mulheres como REVELAÇÃO: Cacau Protásio e Titina Medeiros.

VERA HOLTZ: um troféu que ficou faltando…

Cláudia Missuri: atuação digna de sonoros aplausos

Além de deverem ser agraciados também os exuberantes Marcos Caruso, VERA HOLTZ, Eliane Giardini, Fabíula Nascimento, Heloísa Perissé, Alexandre Borges, Cláudia Missuri, Letícia Isnard, José de Abreu, Camila Morgado e Débora Bloch, que também mereciam troféus por tudo que ajudaram a construir em AVENIDA BRASIL, a novela das Novelas…

O casamento de Jorginho e Nina: Cauã Reymond, Débora Falabella, Juca de Oliveira e Vera Holtz em cena…

Sei que você, leitor amigo, pode dizer: ‘Mas aí era gente demais pra premiar…”

E era mesmo ! AVENIDA BRASIL teve ademais este mérito exemplar: é uma novela que acabou, deixou uma lacuna de saudade que dói ainda hoje, e plantou nos corações de quem acompanhou a trama cotidianamente (sofrendo quando era preciso perder um capítulo), como este Aurora de Cinema, a certeza de que, desta vez, uma exceção deveria ter sido aberta, e mais troféus deveriam ter sido confeccionados para se conceder premiações duplas e triplas ao elenco de AVENIDA BRASIL !

José Loreto: mais uma estatueta que poderia ter vindo…

Débora Falabella e Adriana Esteves: protagonistas de uma novela coroada de êxito…

Dos prêmios, o único que este AURORA DE CINEMA acha que veio cedo demais foi o de Thiago Abravanel, uma vez que Salve, Jorge começou apenas no segundo semestre, e o ator poderia ser candidato na premiação referente a 2013. Pelo ano de 2012, defendemos a premiação para o ator José Loreto, que, estreante no horário das 21h, compôs um personagem com ares de Ator de profundo conhecimento do métier e com talento exuberante, o ótimo Darckson, a alegria e descontração do bairro do Divino, o subúrbio adorável de Avenida Brasil.

MARCELO NOVAES: Ator teve a chance de mostrar todo seu vigor interpretativo, fez vários ‘gols’ em Avenida e deveria ter levado uma estatueta…

Portanto, a entrega do troféu MELHORES DO ANO reafirmou neste 2013 a consagração da novela AVENIDA BRASIL, de João Emanuel Carneiro, com uma grande equipe de diretores, capitaneada por Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarim -, um formidável elenco, e uma equipe aguerrida e sobejamente competente que fez de AVENIDA BRASIL um marco na Teledramaturgia Brasileira.

Depois dessa trama adorável, da qual sentiremos falta vida afora, a Teledramaturgia Brasileira se divide em Antes e Depois de AVENIDA BRASIL.

O mais efusivo APLAUSO AURORA DE CINEMA para Avenida Brasil…

Confira os indicados e os vencedores

Ator Cauã Reymond, pelo Jorginho de “Avenida Brasil” Marcello Novaes, pelo Max de “Avenida Brasil” Murilo Benício, pelo Tufão de “Avenida Brasil” (VENCEDOR)

Atriz Adriana Esteves, pela Carminha de “Avenida Brasil” Cláudia Abreu, pela Chayene de “Cheias de Charme” Débora Falabella, pela Nina de “Avenida Brasil”

Ator Coadjuvante José de Abreu, pelo Nilo de “Avenida Brasil” Juliano Cazarré, pelo Adauto de “Avenida Brasil” (VENCEDOR) Marcos Caruso, pelo Leleco de “Avenida Brasil?

Atriz Coadjuvante Eliane Giardini, pela Muricy de “Avenida Brasil” Isis Valverde, pela Suelen de “Avenida Brasil”  (VENCEDORA) Vera Holtz, pela Lucinda de “Avenida Brasil”

Ator/Atriz Mirim Ana Karolina Lannes, pela Ágata de “Avenida Brasil” Luiz Felipe Mello, pelo Junior de “Salve Jorge” Mel Maia, pela Rita de “Avenida Brasil” (VENCEDORA)

Atriz Revelação Cacau Protásio, pela Zezé de “Avenida Brasil” Débora Nascimento, pela Tessália  de “Avenida Brasil” Titina Medeiros, pela Socorro de “Cheias de Charme” (VENCEDORA)

Ator Revelação Daniel Rocha, pelo Roni de “Avenida Brasil” José Loreto, pelo Darkson  de “Avenida Brasil” Tiago Abravanel, pelo Demir de “Salve Jorge” (VENCEDOR)

Jornalismo Patrícia Poeta Sandra Annenberg (VENCEDORA) William Bonner

Humor Fernanda Torres, pela Fátima  de “Tapas & Beijos” Leandro Hassum, pelo Jorginho de “Os Caras de Pau” Rodrigo Sant’Anna, pela Valéria  de “Zorra Total” (VENCEDOR)

Música do Ano “Amor de Chocolate”, de Naldo “Assim Você Mata o Papai”, do Sorriso Maroto “Camaro Amarelo”, de Munhoz e Mariano (VENCEDOR)

Marcos Paulo, querido, Saudades…

Um dos mais bonitos artistas da TV Brasileira, ele tornou-se diretor de sucesso e faleceu após muita luta contra a doença terrível…

Foi nesse domingo, na casa dele, no Rio, de embolia pulmonar. Tinha 61 anos e havia participado até sábado na nona edição do Amazonas Film Festival

Segundo a Central Globo de Comunicação, o velório e a cerimônia de cremação vão acontecer nesta segunda (12) no Memorial do Carmo, no Rio, a partir das 11h.

Cheio de força e vibração positiva, lutou bravamente contra a doença e sempre que concedia entrevistas revelava uma profunda crença em Deus e na certeza de sua recuperação. Seu exemplo foi sempre o de um aguerrido vencedor, chegando a surpreender os médicos com sua rápida recuperação.

Marcos Paulo 2

Pelos designios de Deus, que são imperscrutáveis – como dizia meu sábio avô, Dr. João Valente de Miranda Leão -, MARCOS PAULO não resistiu, e partiu nesse domingo plantando uma profunda tristeza em nós e em tantos quanto o admiravam e eram seus fãs, parceiros, amigos, deixando 3 filhas e a mulher Antônia Fontenelle.

Com uma carreira de mais de quatro décadas, iniciada ainda na adolescência, Marcos Paulo destacou-se primeiro como galã de novelas. No final dos anos 1970, ele passou a se dedicar também à direção, tendo assinado trabalhos marcantes como os mega sucessos Dancing Days e Roque Santeiro.

Adolescente, Aurora Miranda Leão conhece Marcos Paulo e chora ao encontrar o ídolo…

MARCOS PAULO Simões nasceu em São Paulo, em 1º de março de 1951, e foi criado no bairro do Bixiga. Ele era filho adotivo do escritor e diretor Vicente Sesso, através de quem cedo começou a se interessar pelo trabalho na televisão. Sabia ser filho adotivo, mas tinha uma relação linda, de muito respeito e cumplicidade com o pai.

Foi sempre contratado da Rede Globo, onde foi destaque na novela Pigmaleão 70 e Carinhoso. Na década de 1980, destacou-se por suas participações em “Sinhá Moça” (1986), de Benedito Ruy Barbosa, e pelo papel-título da minissérie “O primo Basílio”, baseada no romance do escritor português Eça de Queiroz (1845-1900). Mais recentemente, atuou na novela Páginas da vida (2006), de Manoel Carlos.

Marcos Paulo e Aurora Miranda Leão: encontro inesquecível no Rio de Janeiro…

Seu primeiro trabalho como diretor foi no mega sucesso de Gilberto Braga, a novela Dancing Days (1978), na qual dividiu a tarefa com Dennis Carvalho e José Carlos Pieri. Seu principal trabalho como diretor de novelas foi em “Roque Santeiro” (1985). Ao longo da última década, dirigiu as novelas “Porto dos milagres” (2001), “O beijo do vampiro” (2002), “Começar de novo” (2004) e “Desejo proibido” (2007).

Aurora Miranda Leão, então estudante de jornalismo, reencontra Marcos Paulo

No cinema, seu único trabalho foi como diretor do longa-metragem Assalto ao Banco Central, de 2010. Marcos Paulo já trabalhava na produção do que marcaria seu segundo filme como diretor. Segundo ele, “Sequestrados” seria um “thriller policial”, com parte de suas cenas gravadas no Amazonas. O elenco teria Lima Duarte, Milhem Cortaz, Fábio Lago, Vinícius de Oliveira e Eriberto Leão.

Jorge Fernando, Aurora Miranda Leão, Marcos Paulo e Tomil nos bastidores da peça As Gralhas – teatro da Lagoa, Rio, anos 80…

Desde 1998, Marcos Paulo era responsável por um dos núcleos de direção de programas da TV Globo. Além de novelas, o núcleo produziu episódios de “Você decide”, “Malhação”, o especial de fim de ano “Estação Globo”, e o programa humorístico “Os caras de pau”.

Marcos Paulo tinha três filhas: Vanessa, com a modelo Tina Serina; Mariana, com a atriz Renata Sorrah; e Giulia, com a também atriz Flávia Alessandra. Ele era atualmente casado com a modelo Antônia Fontenelle. Na última sexta, 9 de novembro, Marcos Paulo compareceu ao 9º Amazonas Film Festival, em Manaus.

Reveja imagens de MARCOS PAULO: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/11/veja-videos-da-carreira-de-marcos-paulo.html

Cinema reverencia Domingos Oliveira

O dramaturgo, cineasta, ator, diretor, homem de Teatro, Cinema e Televisão,  Domingos Oliveira, recebe esta noite o prêmio principal da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Prêmio Leon Cakoff.

A cerimônia acontecerá às 21h20, entre as sessões de Primeiro Dia de Um Ano Qualquer e Paixão e Acaso, ambos dirigidos por Domingos. A Mostra contempla, com o Prêmio Leon Cakoff, antes prêmio Humanidade, personalidades do meio cinematográfico que se destacaram ao contribuir para o enriquecimento do cinema mundial.

Além de Domingos Oliveira, receberão o prêmio Leon Cakoff o diretor Abbas kiarostami e a atriz Claudia Cardinale.

UM POUCO MAIS SOBRE DOMINGOS OLIVEIRA, um MESTRE !

Domingos Oliveira é um dos mais profícuos criadores brasileiros, autor de obras marcantes, seja no teatro, cinema ou televisão. Nascido no Rio de Janeiro, Domingos começou a carreira no teatro, em 1963, com Somos Todos do Jardim da Infância, texto de sua própria autoria.

Em 1966, dirigiu Todas as Mulheres do Mundo, sua estreia no cinema, protagonizado por Leila Diniz e Paulo José. Apesar de inserido no grupo do Cinema Novo, Domingos sempre tendeu mais para Tchecov do que Brecht, passando ao largo dos regionalismos que dominavam as atenções de significativa parcela do Cinema Novo. Suas preocupações sempre foram mais urbanas e de classe média, onde as disfunções e desatinos das relações humanas e do amor se convertem em filmes calcados na força do texto e das atuações, impregnados de um humanismo sem concessões.

Entre seus principais filmes, destacam-se Edu Coração de Ouro (1968), As Duas Faces da Moeda (1969), A Culpa (1971) e Teu, Tua (1976). Nos anos 80, Domingos iniciou um prolífico trabalho para a televisão, colaborando em roteiros de episódios de séries e especiais, e coordenando a série Caso Especial na TV Globo. Voltou ao teatro em 1981 e, em 1995 escreveu, com Priscilla Rozenbaum, a peça Amores, levada às telas em 1996, reaproximando Domingos do cinema depois de um afastamento de quase 20 anos. Amores venceu três Kikitos no Festival de Gramado.

Com a companheira Priscilla Rozenbaum, uma parceria de sucesso…

Seus filmes mais recentes são Separações (2002, 26ª Mostra), Feminices (2004, 28ª Mostra), Carreiras (2005, 29ª Mostra), Juventude (2008, Prêmio do Público na 32ª Mostra) e Todo Mundo tem Problemas Sexuais (2008, 32ª Mostra).

Nesta edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Domingos Oliveira participacom seus filmes É Simonal (1971), e Primeiro dia de um Ano Qualquer (2012), e Paixão e Acaso (2012).

SERVIÇO

Prêmio LEON CAKOFF para Domingos Oliveira   

25/10/2012 – QUINTA – CINESESC

19:20 Exibição do filme: PRIMEIRO DIA DE UM ANO QUALQUER, de Domingos Oliveira (81′).

21:20 Exibição do filme: PAIXÃO E ACASO, de Domingos Oliveira (83′).

OBS.: A entrega do prêmio será feita antes da exibição do filme PAIXÃO E ACASO.

Patrocinadores da 36ª Mostra

A 36ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo é realizada com patrocínio da PETROBRAS pela LEI DE INCENTIVO À CULTURA do MINISTÉRIO DA CULTURA; copatrocínio do BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL (BNDES); apoio institucional da PREFEITURA DE SÃO PAULO; apoios da FAAP, ITAÚ e SESC; apoio cultural da SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO pelo PROAC – PROGRAMA DE AÇÃO CULTURAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, SÃO PAULO TURISMO, SABESP e IMPRENSA OFICIAL; colaboração da editora COSAC NAIFY, do MASP – MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO, HOTEL TIVOLI, CHIVAS, AUDITÓRIO IBIRAPUERA, INGRESSO.COM e do CONDOMÍNIO CONJUNTO NACIONAL; promoção da FOLHA DE SÃO PAULO, TV CULTURA, GLOBO FILMES, CANAL BRASIL, BAND NEWS FM e RÁDIO BANDEIRANTES.

A 36ª Mostra é produzida pela ABMIC – Associação Brasileira Mostra Internacional de Cinema.

Avenida Brasil definindo-se como a Melhor Novela das últimas décadas…

Novela de João Emanuel Carneiro, Amora Mautner e José Luiz Villamarim tem rasgos de excelência impressionantes e atuações exponenciais…

Chegando ao fim a estupenda novela AVENIDA BRASIL  – para tristeza de milhares de fãs, como esta que redige este AURORA DE CINEMA -, o trabalho pode ser considerado a Obra Prima do autor João Emanuel Carneiro.

Adriana Esteves e Débora Falabella: irretocáveis como personagens principais…

Mesmo já tendo dito aqui que A FAVORITA, outra sensacional novela do autor, foi a Melhor Novela da primeira década do ano 2000, ouso dizer: AVENIDA BRASIL supera em muito esta outra. O que só confirma e credencia ainda mais o magnânimo trabalho de João Emanuel Carneiro e a equipe da Rede Globo que o acompanha. Afinal, como vinho, o autor melhora com o tempo.

Murilo Benício e Cauã Reymond, que se diz fã do colega e gosta de vê-lo ‘brincando’ ao compor “Tufão”: convincentes e amados pelo público…

Uma obra da dimensão de uma telenovela – para a qual um autor escreve cerca de 8 mil páginas -, naturalmente que é uma obra de equipe. Equipe que vai desde quem criou o argumento, passando por locações, figurinos, maquiagens, até chegar a quem cuida da direção, da trilha sonora, da edição. Desnecessário dizer que sem a Força, Intensidade, Talento e Competência do elenco, uma obra dramatúrgica não caminha muito.

AVENIDA BRASIL é uma soma de tantas capacidades que é difícil enumerá-las sem esquecer de alguém, tantas são as pessoas envolvidas.

Adriana Esteves e Vera Holtz: força dramática criou torcidas pró-Lucinda e contra Carminha…

Fã incondicional da novela, estou triste há dias porque sinto que obra de tamanha envergadura vai chegar ao fim, e difícil demais será revê-la (mesmo quando a TV Globo exibe reprises, o faz cortando cenas). Tão difícil quanto isso, será construir outra telenovela com o mesmo pique, o mesmo vasto leque de assuntos abordados e sempre com tanta propriedade, e reunir elenco tão magistralmente coeso e impecável – no tocante às qualificações da fotografia, enquadramentos, trilha, edição, direção de arte, e direção geral, esta é apenas mais uma novela com o cuidado, o capricho, o esmero, e a tão conhecida e festejada excelência artística e técnica da emissora líder de audiência.

Cauã e Débora: Jorginho e Nina contam com torcida do público pelo final feliz…

Mas nesta semana pré-final de AVENIDA BRASIL, sinto-me instigada a comentar de novo sobre a obra, embevecida, sempre surpreendida e emocionalmente tocada com a maestria exacerbada deste elenco formidável.

Murilo Benício e Adriana Esteves: intérpretes de alto quilate…

Estreando sem nenhuma grande ‘Estrela” – Débora Falabella, Cauã Reymond e Murilo Benício, embora bastante queridos pelo público, fogem desse estereótipo com leveza e angariando simpatias -, AVENIDA BRASIL tem um naipe de atores e atrizes supimpa, de coesão e sintonia raras vezes observada com tanta eloquência numa obra televisiva sujeita a tantos desgastes como uma telenovela, que fica meses no ar, passível de tantos senões e questões variadas que podem afetar seu desenvolvimento harmônico e coerente.

Débora Falabella e Marcelo Novaes: excelentes atuações deram força à Avenida Brasil

Pois é isso o que mais ressalta em AVENIDA BRASIL: a qualidade de seu elenco, que se afirmou e se impôs justamente pela força de seus intérpretes, os quais tornaram verossímeis e críveis as situações criadas, a intensidade dos sentimentos evidenciados, os conflitos imbricados, as relações de causa e efeito envolvidas.

Murilo Benício e Débora Falabella: Tufão e Nina vivendo momentos cruciais…

Na minha intensa rotina de participar profissionalmente de festivais de cinema e eventos artísticos pelos quatro cantos do país, o mais difícil foi acompanhar o andar desses trabalhos e criar a lacuna “Avenida” no meu cotidiano.  Sofri todas as vezes em que precisei perder a novela porque sabia estar perdendo muito.

A menina Mel Maia, a “Rita” do início da trama: atuação elogiada…

AVENIDA BRASIL se construiu e se firmou como uma telenovela onde diariamente, a cada capítulo – e muitas vezes, a cada corte de intervalo – trazia novas, surpreendentes e muitas vezes inesperadas reviravoltas. Perder um capítulo significava perder muito em força interpretativa, convencimento ante às situações desenhadas, rasgos de atuação de extrema eficiência, pontos da história que era necessário ver e não apenas ler ou ouvir dizer.

Carminha no momento crucial em que teve o cabelo cortado por Nina: momento de clímax da trama…

Especialmente, nos capítulos desta semana – na qual o ápice era o desvendar da relação Max (Marcelo Novaes) e Carminha (Adriana Esteves) para o personagem Tufão (Murilo Benício) – e que tornam fundamentais qualquer gancho da trama, foi excepcional a atuação de ADRIANA ESTEVES, Marcelo Novaes, Murilo Benício e Marcos Caruso (Leleco), que fazem seus personagens com tamanha força que logo ganharam a adesão do público, da crítica e dos colegas.

Adriana Esteves e Marcelo Novaes: interpretações prodigiosas, dignas dos maiores elogios…

Sobre ADRIANA ESTEVES, a magistral antagonista, já discorremos aqui, várias vezes, ressaltando o acerto da escolha da atriz para viver a vilã CARMEM LÚCIA. Ao longo da trama, Adriana só cresceu e lapidou sua personagem.

‘Carminha’ teve sempre uma história bem improvisada para enganar o bom caráter ‘Tufão’…

Grandiosa Atriz, Adriana Esteves teve a chance de ‘ganhar’ um personagem que lhe deu oportunidade de evidenciar toda a amplidão e magnitude de seu talento descomunal. Não se fez de rogada e abraçou a tarefa com esmero, competência e aguerrida dedicação. Com a vigarista Carminha, a atriz entra na galeria das Grandes Damas da Teledramaturgia Brasileira, alcançando um patamar até então reservado a Fernanda Montenegro, Laura Cardoso, Glória Pires e outras Divas.

A Carminha de ADRIANA ESTEVES é uma composição visceral desta Atriz magnânima, que um dia pensou em largar a carreira – o quanto não teríamos perdido nós, apreciadores do trabalho de Atores e Atrizes, do qual depende a eficiência e alcance de qualquer obra dramática -, e mais ainda o ‘cast’ da Televisão Brasileira.

Foi com tal magnetismo, competência, intensidade e aptidão que Adriana compôs sua difícil personagem (no sentido de achar o tom, dar todas as nuances, decorar os ‘bifes’ e dizê-los como se saíssem de sua própria emoção; e também por tratar-se de uma vilã, ruim o bastante para fazer qualquer ator ‘tremer’ nas bases ao assumir vivê-la com tamanha expressão) que é inquestionável, indubitável e elementar sagrar ADRIANA ESTEVES como A ATRIZ DO ANO.

Tufão e Leleco descobrem farsa da doação de verbas para obra social ‘inventada’ por Carminha

Quanto a mais destaques da semana, MURILO BENÍCIO e MARCOS CARUSO, dois outros Monstros Sagrados da Interpretação, basta dizer que não se consegue imaginar outros atores vivendo Tufão e Leleco. Os dois criaram personagens com tanta intensidade, profundidade e viço que nos passam, a todo instante, a certeza de termos as pessoas certas, nos papéis certos, da forma certa, nas horas apropriadas, e na trama acertada. Show de criação, a merecer os mais efusivos Aplausos deste AURORA DE CINEMA, quiçá ecoando por todo o país.

Marcelo Novaes compôs um vilão para figurar na galeria dos grandes patifes da telinha…

E deixei o final para falar de MARCELO NOVAES, este Ator que, através do vilão MAXWELL, conseguiu escancarar seu enorme talento, criando expressões verbais, gestos, olhares e posturas que fazem/fizeram de seu ‘MAX’ um dos grandes trunfos da obra de João Emanuel Carneiro. Ator que até então nunca havia recebido um personagem de tanta importância dentro de uma trama, MARCELO NOVAES alcança com “MAX” um divisor na carreira e cria um dos personagens mais viscerais, autênticos e bem construídos na galeria de grandes personagens da história das telenovelas globais.

Vibro ao ver a interpretação de Marcelo Novaes ! É como se O Presente que o Ator merecia há tanto tempo enfim lhe tivessee chegado às mãos. E ele recebeu o presente com a alma em festa, retribuindo com a galhardia que vemos transbordar dele quando em cena ‘vivendo’ MAX.  Um DEZ imenso para a atuação irretocável de MARCELO NOVAES.

Adriana e Novaes como Carminha e Max: amantes vilões, safados, cruéis, nojentos, ignóbeis…

Assim também  fico imensamente feliz ao observar a prodigiosa atuação de Adriana Esteves. Sem a Força Avassaladora de ADRIANA para construir esta Carminha mau-caráter, torpe, pútrida, e ao mesmo tempo, engraçada, espirituosa, ‘lourinha sangue ruim’, a trama de AVENIDA BRASIL poderia facilmente descambar para o inverossímel, a patuscada, a não adesão do público.

A família “Tufão”: discussões e conflitos comuns a qualquer família, sobretudo na hora das refeições…

Mas o que se viu ao unirem-se tantos talentos imensos (alguns deles talvez impensados) foi um grupo de atores magnânimos tornando uma obra aberta, como uma telenovela, uma obra de arte digna dos melhores e mais calorosos APLAUSOS. E antes que alguém venha me dizer que novela não é obra de arte, informo que sou apaixonada por (BOAS) Telenovelas, acompanho-as (as das 21h) sempre que posso, e leio bastante sobre o tema. Portanto, você que não as assiste, ou as assiste cheio de preconceitos e olhares contaminados por uma insensata aversão à teledramaturgia, não me venha com indiretas.

Vera Holtz e Cauã Reymond: vó e neto em trama cheia de conflitos, problemas, e muita emoção…

Seria preciso, no mínimo, algumas boas 10 horas para debater o assunto TELENOVELA com você, que as julga mal, sobretudo porque não é capaz de vê-las sem um olhar viciado e uma emoção impregnada de supostos saberes acadêmicos.

SALVE AVENIDA BRASIL e toda a equipe que assina, junto com João Emanuel Carneiro, este glorioso trabalho que fundamenta, sedimenta e ratifica a Telenovela Brasileira como nosso Melhor Produto de Exportação.

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